explica-se... na família, muito morena, nasce a loirinha aqui. meu avô olha, olha... e solta essa, nasci branca por cruza, algo deveria explicar...
aqui apenas os fatos são inventados
o essencial da arte é exprimir;
o que se exprime não interessa
fernando pessoa
19.10.05
antes que eu esqueça. voto no sim. porque acho que armas deveriam ser banidas da face da terra, não só do brasil. voto por ideologia, porque não acho que armas deveriam ser um direito. porque acho que toda propriedade privada é roubo mesmo. porque acho que direito eu tenho é de viver sem armas. porque eu sou pacifista, sim. acredito que as pessoas poderiam viver em paz (menos em família, não falei ali em baixo? família sempre acaba em briga. por isso que israelenses e palestinos brigam tanto. são família). acredito que a arma foi fabricada com um propósito, e só um: matar. e matar, da última vez que eu olhei, era moralmente condenável. voto sim porque não é uma questão de aprovar ou não o governo. porque o referendo é uma forma de democracia direta. e por mim teriam mais referendos e plebiscitos. porque eu votei nos caras até pra eles me darem a opção de escolher as coisas diretamente. porque aqui no brasil achamos democracia direta estranho. mas é bom saber que ela existe. que por mais que eu tenha votado em um representante, eu posso ter poder nas minhas mãos para decidir sobre leis no meu país. e isso me reconforta. nem penso em votar nulo porque acho importantíssimo dar vez, voz e importância a um referendo, enfim... e fico aflita com as pessoas estarem desmotivadas e achando que é algo empurrado com a barriga. não é. pela constituição artigos de lei que sejam mais polêmicos devem ser resolvidos em referendo. e esse foi previsto quando votaram a lei. e não tem nada a ver com o momento político atual. nada... enfim, tergiversando pra variar. mas saio por aí com meu brochinho do sim e espero fazer alguma diferença com isso...
18.10.05
17.10.05
fim de semana em bh. segundo os mineiros que conheci, deve de ser logo ali... tão pertinho... cachoeira no cipó, pertinho. só 2:30h de carro, imagina se é longe... exausta, comi e dormi que nem um bebe. tudo isso pra estar no carro as 5:30 da manhã pra voltar pro rio. tudo isso pro casamento da prima de s. sábado... mas ele bem me paga...
27.9.05
eu não queria ser esa metamorfose ambulante. queria saber o que eu quero. desde criança invejo os que sabem o que querem. os que tem certezas. os que andam em linha reta. eu sempre sai por aí tentando descobrir. tentando achar algo que me fizesse acordar. de repente preciso parar de procurar. de repente se eu não procurar, a tal vocação me acha...
22.9.05
estressada. fui ver minha vó. não me fez bem, aumentou o stress. s. acha que eu deveria ligar pro meu analista. eu acho que eu precisaria fazer mais uns 3 anos de análise antes de eu conseguir ligar. o tal medo de atrapahar, de me intrometer... engraçado que com s. não tenho isso. ajo como se ele não tivesse nada pra fazer além de estar comigo... acho que ando ficando meio ansiosa demais. metendo os pés pelas mãos...
já profundamente irritada com o plano de saúde, percebi que por telefone eu não ia resolver nada. ok, cancelaram meu plano sem eu ter pedido. a irritação era grande. ouço, pela enésima vez, o atendente falando pra mim: a senhora vai estar indo na unimed do centro, e nós então vamos estar resolvendo o seu problema ou algum gerúndio similar. perdi a cabeça, falei pro cara aprender português, que eu não vou estar fazendo nada, eu farei!!! que se ele não podia me ajudar, pelo menos não maltratasse nossa língua...
14.9.05
8.9.05
muito pra fazer e a sensaçao de nada estar fazendo. já passa. ando de saco cheio de algumas coisas minhas. mas, de novo, já passa. um dia eu aprendo a ser light. mas me dizem que eu já sou. então eu realmente acho que me preocupo demais com as coisas. um dia eu aprendo a dar a importância devida às coisas. um dia aprendo tantas coisas. um dia consigo até ser feliz.
1.9.05
quero desaparecer do mundo. quando tudo parecia que ia entrar nos eixos, as coisas na minha cabeça começåm a girar. e eu não aguento mais as pequenas contrariedades. não sei mais conviver com o chato dos comentários, com o ônibus que demora, com o quarto que não consigo arrumar. eu não quero arrumar o quarto porque de repente me sinto uma estranha aqui. e queria um quarto que fosse realemten meu pra poder arrumar. não esse pedaço enjeitado em outra casa.
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