30.10.06

eu tô feliz com a reeleição. mas confesso que minha vida tá de tal forma esquisita agora que nem tô conseguindo ensar em política assim mais a sério. ou escrever sobre isso. porque o mundo real me deu uma coça nos últimos dias. e a única parte boa foi me sentir assim tão querida num momento que eu tava tão desamparada.

19.10.06

ia me esquecendo: é preciso sempre ser feliz por ter amigos. e eu tenho. e adoro perceber isso. me dizem que tenho amigos porque os cultivo. mesmo sendo assim ausente por natureza, os cultivo... então fica assim, adoro meus amigos. e isso é declaração.
eu já falei que morro de nostalgia do que não vivi? um dia curo isso.

mas que é maravilhosa essa força dos anos 60, dessa mudança comportamental, de poder ser o que fosse. como eu amaria me sentir livre dessa forma. de repente um dia eu chego lá. e largo tudo. e nem aqui nunca mais sabem de mim. porque eu estarei longe. até de mim mesma.
Hey! Mr. Tambourine Man
Bob Dylan

Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
I'm not sleepy and there is no place I'm going to.
Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
In the jingle jangle morning I'll come followin' you.

Though I know that evenin's empire has returned into sand,
Vanished from my hand,
Left me blindly here to stand but still not sleeping.
My weariness amazes me, I'm branded on my feet,
I have no one to meet
And the ancient empty street's too dead for dreaming.

Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
I'm not sleepy and there is no place I'm going to.
Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
In the jingle jangle morning I'll come followin' you.

Take me on a trip upon your magic swirlin' ship,
My senses have been stripped, my hands can't feel to grip,
My toes too numb to step, wait only for my boot heels
To be wanderin'.
I'm ready to go anywhere, I'm ready for to fade
Into my own parade, cast your dancing spell my way,
I promise to go under it.

Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
I'm not sleepy and there is no place I'm going to.
Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
In the jingle jangle morning I'll come followin' you.

Though you might hear laughin', spinnin', swingin' madly across the sun,
It's not aimed at anyone, it's just escapin' on the run
And but for the sky there are no fences facin'.
And if you hear vague traces of skippin' reels of rhyme
To your tambourine in time, it's just a ragged clown behind,
I wouldn't pay it any mind, it's just a shadow you're
Seein' that he's chasing.

Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
I'm not sleepy and there is no place I'm going to.
Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
In the jingle jangle morning I'll come followin' you.

Then take me disappearin' through the smoke rings of my mind,
Down the foggy ruins of time, far past the frozen leaves,
The haunted, frightened trees, out to the windy beach,
Far from the twisted reach of crazy sorrow.
Yes, to dance beneath the diamond sky with one hand waving free,
Silhouetted by the sea, circled by the circus sands,
With all memory and fate driven deep beneath the waves,
Let me forget about today until tomorrow.

Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
I'm not sleepy and there is no place I'm going to.
Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
In the jingle jangle morning I'll come followin' you.
mas então, de repente acontecem coisas. e tenho conversas que me tiram o chão. e ando precisando tanto desse chão. enfim, o chão é meu, e na verdade nem foi a lugar algum. mas parece que saiu. e não, não explico o que quero dizer. mas sei que ando querendo tanto e tudo ao mesmo tempo. e isso me dá angústia, não calma. e ando me sentindo burra. e nada tranquila. mas essa cara de pastel faz com que as pessoas achem que recebo notícias e vivo sem ânsia. não. tudo é com muita vontade. tudo é com muita angústia. mas tudo é falando baixinho. piano, piano. pra poder continuar fazendo. e ninguém reparar. e agora eu vejo um filme sobre o bob dylan. única conclusão: queria bem era ser a joan baez, pra estar ao lado dele. e pra ser ela. que ela era linda. ou ele mesmo, não sei. ele mostra a tal ânsia. fica nos olhos. a minha eu tenho tanto medo de mostrar. que ninguém vê.
então. a moça realmente comeu o dedo da outra. e eu nem sei o que falar dessa juma marruá da direita brasileira. porque só me choca. muito. eu sei que ninguém precisa ser de esquerda. ou assumir posição política. mas a direita raivosa dá medo. lembranças do que não vivi, eu sei. meio que fico pensando se as coisas estariam diferentes estivesse alguém do exército numas de entrar na onda do golpe. que esse povo anda numas de carlos lacerda brabo...

17.10.06

acabo de ler que o lula foi carregado nos braços do povo do carro ao palanque. e eu escolhi justo hoje pra desmaiar e passar mal e não sair de casa. se dor de cotovelo matasse...
o depois era a vontade de pegar no cavaquinho quando eu ouço mundo livre, mesmo. porque o cara toca o fino. ele é tudo.
antes de mais nada, andei lendo isso daqui, do fred 04. ídalo desses de fim de adolescência, junto com o chico science, claro. pensaram juntos o brasil, o fred continua pensando. uma cabeça fenomenal. e, sei lá, é fantástico ir a um show com gritos de guerra pelo mst, como eu já fui. tem um que de libertação política nisso. lembro tão bem do último que fui. tão meio sem querer. e dormi tão feliz no dia (tá, comadre fulozinha de faia de pelúcia ajudou. o que me lembra que preciso voltar a tocar algo. desesperadamente)
muito a falar. muita coisa lida. mas quer saber? um cansaço maior do mundo. e vontade de dormir que nem passa. parece que o mundo está muito longe. sei lá, também. sei que tem uma caminhada hoje. da candelária a cinelândia, pela candidatura do lula. mas o cansaço. tá difícil. será que vou ao cinema ou que dou um bolo em todos e durmo? perguntas demais, acho. na verdade, cansaço demais.

16.10.06

ando nada política. hoje penso em flores. dias meio assim confusos e cansativos. e vontade só de dormir, confesso...

10.10.06

notícia mais surrealista, certamente plantada pela assessoria de alckmim, fala que ele só irá a debates se o lula for. na minha terra, isso chama óbvio ululante. aparentemente pra eles, não. precisaram falar. e o globo, fazendo graça já que apóia mesmo o candidato, põe isso na capa da edição online. agora, eu, que penso, tenho direito de achar isso ridículo. meio patético mesmo. porque é. primeiro porque nenhuma alma é obrigada a ir a um debate, como o alckmim fala, com aquela carinha de opus dei que deus lhe deu, afinal, nem o santo da religião dele, o fhc, foi aos debates em 98. e ninguém em jornal nenhum reclamou. confesso, eu reclamei. como achei que lula deveria ter ido a debates no primeiro turno. mas é uma decisão dele. agora, o que eu queria mesmo era ver a cena, imaginem, um debate de um homem só, que é o que o alckmim sugere poder existir, com essa vergonhosa notícia plantada de assessoria.

9.10.06

eu tenho mania de parênteses. ponho sempre. dizem que é péssimo estilo, que faz o leitor pensar e não entender a linearidade (falta de) do texto. mas vem cá, se eu não sou linear, como que diabos meu texto pode ser?
post enorme. tenho feito posts enormes. não reparem, é coisa que dá e passa. o que me deixa feliz é que finalmente consegui um tempo só com meus botões hoje. eu andava precisando disso.
eu fico nervosa vendo debates eleitorais. sinceramente nervosa. tenho vontade de bater num, de soprar pro outro... ontem, claro, não foi diferente. me veio uma sensação de 89. ainda lembro da cena. 3 televisões empilhadas na sala, que uma quebrou, pegamos outra, ela quebrou, pegamos outra... acabou aquela bizarra pirâmide. um bando de gente lá em casa, eu ainda com 13 anos distribuia santinhos pra quem entrava (na época, santinhos do pcb. freire, que vergonha. tá, eu sei que ele ainda não tinha posto todas as manguinhas de fora). e todos vimos aquilo juntinhos. meio emocionados. era a tal da possibilidade de eleger presidente, sabe? (e eu queria poder ser adulta. quis a vida inteira, e quando aconteceu mudei de idéia, mas isso é outro post) lembro de cada bloco, quase. do brizola falando. do ulysses, meu deus. e do aureliano, e do caiado. era candidato pra todos os gostos (tinha até o sílvio santos!)(22, acabo de descobrir. afif devia estar feliz).
e eu ainda achava que no mundo só tinha pessoas de esquerda. ainda não tinha visto que um amigo meu ia virar udn. que outro ia preferir tomar balinha e dormir até tarde. que uma ia preferir viajar a votar. eu era (e sou) uma pirralha meio preocupada com política. minha melhor amiga na época perdeu nossa formatura na oitava série porque chorou tanto com a anunciação do collor presidente que perdeu a hora.
volto ao debate de 89. fiquei triste ao fim com as ofensas pessoais. era aquela coisa mesquinha, sabe? de se discutir quem fez o que aonde com quem, mas nada de falar de visão, de partido, de política. eu gosto de política. de discussão de métodos. de crenças. de ideologias, formas de ver o mundo.
então, o debate de ontem me deixou quase tão frustrada quanto o de 89. menos porque eu já aprendi como é um debate. mas eu preferia ver debates sobre política. e fiquei com a sensação que o meu candidato (alguém ainda não sabe qual?) também. porque eu vejo nele essa paixão pela política, vejo ele querendo falar sobre isso e se vendo encurralado com acusações que nada têm de política. vejo no outro uma paixão pelo poder, querendo fazer acusações e se defender, e se mostrar um bom moço, temente a cristo. pode ser que eu esteja errada. mas nem os jornalistas fizeram perguntas pertinentes a política. (a única resposta que envolveu política de alguma forma foi a do alckmim sobre política carcerária fingindo que não quer a redução de maioridade penal. e querendo isso. me deu calafrios) e isso é só perda de tempo, não? que acusações eu posso trocar com tanta gente... mas discutir idéias com uns poucos.
na verdade, não sei quem foi melhor no debate. porque não vi um debate político. e não sei quem foi influenciado por esse programa de tv. se viram o que eu vi, certamente acham, como achei, que perderam seu tempo (porque fomos enganados pela propaganda alheia, veja, continuo ingênua), e isso me deixa assim, triste como aos 13 anos, de camisa com foice e martelo (e boina vermelha com estrela de lenin!), olhando a tv.

6.10.06

o problema vai se construindo assim: eu vou me fechando a tal ponto que nenhum lugar existe fora de mim. e fica meio angustiante. daí eu ligo pra ele. e ele canta pra mim no violão. e eu consigo, assim, ver que existe lugar fora de mim. mas ainda não quero ir lá. então, tentando me organizar. e nada acontece ainda. e isso daqui, não sei se vocês reparam, é mais ou menos a terceira tentativa de escrever isso. porque nada está bom. nada está.
Espumas ao Vento
Accioly Neto

Sei que ai dentro ainda mora um pedaçinho de mim
Um grande amor não se acaba assim
Feito espumas ao vento

Não é coisa de momento, raiva passageira
Mania que dá e passa, feito brincadeira
O amor deixa marcas que não dá pra apagar

Sei que errei tô aqui pra te pedir perdão
Cabeça doida, coração na mão
Desejo pegando fogo

E sem saber direito a onde ir e o que fazer
Eu não encontro uma palavra para te dizer
Ah! se eu fosse você eu voltava pra mim de novo

De uma coisa fique certa, amor
A porta vai estar sempre aberta, amor
O meu olhar vai dar uma festa, amor
Na hora que você chegar

Sei que errei tô aqui pra te pedir perdão
Cabeça doida, coração na mão
Desejo pegando fogo

E sem saber direito a hora e o que fazer
Eu não encontro uma palavra só pra te dizer
Ah! se eu fosse você eu voltava pra mim de novo

eu precisava era deixar de ser frouxa.

5.10.06

mulherzinha hoje, mulherzinha sempre. no sonho, entre trocentas coisas que acontecem e eu nem lembro, brincos roxos chamam minha atenção. roxos, de pelúcia. deve ser um recado. nunca mais usei meus brincos de pelúcia. ando numa onda discreta...
o dente. é minha novela agora. divide espaço com a tentativa de mestrado e as eleições. minha analista vai me dar tanta, mas tanta bronca quando vir tanto cavalo de batalha... mas o dente me incomoda. detesto a idéia de fazer canal. engraçado que é um medo virtual, já que nunca fiz nenhum canal na vida...