21.2.06

menos confusa, com a vida aparentemente fazendo sentido. preciso ir atras, correr atras de muito tempo perdido. sei la, sensacao de que fiquei olhando a banda passar, cantando coisas de amor e pronto na minha vida e agora que comeco a correr atras...
fui ver match point. recomendo. bom woody allen, apesar de, confesso, em alguns momentos achar os personagens chatissimos... mas o filme e bom. e e bom porque e mau... todos sao maus. interessante isso, um lado de critica a perversidade da sociedade que o woody allen aparentemente resolveu fazer a serio pra variar... (nao reparem, meu teclado resolveu comer todos os acentos... ja passa e eu conserto isso daqui)

14.2.06

taí, uma coisa eu não entendi. porque as muçulmanas fazem protesto contra valentine's day? quer explicar qual o problema de receber presente? oras pinóias, essa não faz sentido. entendo, apesar de não concordar com, os protestos contra as charges. agora, dia dos namorados? cacilda, elas não precisam nem participar dele. podem deixar pros outros que gostam...

9.2.06

e agora? não sei se caso ou se compro uma bicicleta. nnao literalmente, claro. mas quase isso...
sei lá, ando meio mau humorada, vai entender. quero muitas coisas que não tenho, e não sei como conquistea-las. porque, verdade seja dita, sou uma pessoa bem pouco ativa pra correr atrás das coisas...
tenho pensado muito nessa coisa aliás, do carioca se achar tão muderno... uma falácia, eu sei, e todos sabem. mas me deu um certo nervoso ouvir de uma amiga que foi na delegacia da mulher pra reclamar de um amigo que cismou que não queria mais sair da casa dela, que a delegada acha que pelo menos 70% dos casos são armação. quer dizer, as moças não apanham. só que os caras não se separam de jeito nenhum, eles não saem da casa. quer dizer, é abuso do mesmo jeito. mas abuso psicológico aqui no brasil é frescura. e é óbvio que se a situação fosse a inversa, quer dizer, se o homem quisesse que a moça saísse de casa, ia ser normal dar uma coça nela pra isso. enfim, tergiversando pra variar. mas muito me impressiona perceber que não existe nenhuma defesa da mulher na sociedade. e que quem deveria defender ainda acusa de golpista. e muito me assusta perceber que porque na classe média zona sul a mulher não é tratada tanto como ser inferior (o que também é discutível. já ouvi mais de um relato de apanhar de namorado vindo de amigas minhas. e como se fosse normal a situação), nada é feito quanto a isso. quer dizer, ser pobre e mulher deve ser uma meleca mesmo... porque se tem uma soma da perda dos direitos, percebe? ando encafifada com isso, meio irritada com a falta de um feminismo sério nesse país. com o fato de que se fala que o problema da moça é falta de p... e todos acham fofo, engraçado e normal falar isso. não é. é medieval, arcaico e preconceituoso...
fui ver o brokeback mountain. detestei. odiei. queria só falar meu protesto aqui. o filme é pior do que eu poderia imaginar. nada contra ser contemplativo, mas nunca vi nada tão esticado na minha vida!! cada acontecimento dura em média 20 minutos. isso pra meia dúzia de trocas de olhares. verdade, o maor é lindo. mas é lento. e meio surreal, meio tratado como algo exótico, o que me deu certa raiva.

fora o filme, uma coisa me deixou muito preocupada. numa seção noturna, no rio de janeiro do século xxi, as pessoas soltavam risinhos nervosos. como se fossem adolescentes vendo porky's. uma verdadeira vergonha pruma cidade que se pretende moderna. sexo é sexo. entre dois adultos pode ser bonito ou pornô, mas não é motivo pra risinhos nervosos...

30.1.06

quero ser mae, pensou luiza. e olhou pro namorado, pensando como ia falar isso pra ele. porque era um desejo assim, muito forte dessa vez. quera e ponto. sem discussoes. e ai? o que ele ia achar? porque tinha pegadinha. queria um filho dele.

23.1.06

eu ando começando a pensar em escrever umas estorinhas. falta a coragem...
agora, a notícia que me chocou. por mais que eu tenha certeza de que ele falaria melhor sobre isso. o serra, prefeito de sp, vai acabar com os calçadões de pedestre do centro da cidade. assim, porque imagina que tinha lugares onde você tinha de parar o carro a mais de 100 metros do lugar!! 100 metros! um absurdo ter que andar, coisa mais pobre andar... e ainda tem mais. o alckmim, famoso picolé de chuchu do zé simão, opus dei na intimidade, proibiu o jogo de sinuca a dinheiro. aliás, proibiu criançås e adolescentes de jogarem sinuca fora de casa. pra quem é opus dei, tá certo. daqui a pouco, fecha as lan houses, fecha os bares... poruqe é tudo pecado mesmo, oras. depois esses caras se dizem de centro. é direita mesmo. direita é que quer ter o poder de interferir no dia a dia das pessoas assim. proibir os pequenos prazeres. interferir na vida de quem não tem dinheiro a favor de quem tem. impedir o pedestre, pobre, de andar, pro carro, do rico, correr por aí. impedir a pessoa normal, a criança, de jogar sinuca. porque pode ser que ela aposte, e deusnoslivre de que alguém possa apostar. aliás, deusnoslivre do livre arbítrio, dos pobres, do ônibus e das apostas. porque realmente deve ser importante prum governante decidir essas coisas. deve ser, eu que não sei, eu que fico achando coisas que não devems er de verdade...
ontem, calor infernal. s meio de bode, não tenho idéia de porque. fomos nas paineiras, com um povo. lá chegando, j, amiga dele, está profundamente triste por não ir ao jogo. na mesma hora, decidimos. vamos todos ao jogo. ver a reabertura do maraca. saimos correndo. xixi no posto. chegando lá, nem cambista tinha o diabo do ingresso. e tinha gente chorando. e muito ranger de dentes. fiquei com dó de j, que tava quase chorando. acabamos sentando num bar na tijuca mesmo, que tinha pay per view. e tava um calor insuportável. e a gente tomou uns chopps e viu um jogaço. lindo demais...
faço 30 anos quarta que vem. quero comemorar. passei a bola pra s, que queria me dar um bom presente de 30 anos. o presente é mea ajudar a comemorar. e viva eu!
não sei se começo com a tentativa de ir no maracanã ontem, masmo não sendo jogo do meu time, ou reclamando da dupla de governo de sp, que se mostra mais reaça que a encomenda...
tanto por falar...

17.1.06


então, essa sou eu na cachoeira, linda cachoeira. e eu tava assim macambúzia que nem hoje nesse dia...
ando meio macambuzia, não reparem. é coisa que dá e passa. pena que volta vez em quando...
sexta de tarde, fim da tarde. serafim, boteco honestíssimo dali de laranjeiras. uns chopps, caipirinhas, bolinhos de bacalhau (a empada, disse o garçom, não estava boa). olho pra mesa do lado. e de repente me sinto capturada pela não história que acontece (verdade, a conversa de meu tio tava um pouco repetitiva). 3 senhoras, entre os cinquenta e muitos e os sessenta e poucos. rugas no rosto. sentam ali do lado. dois chopps e um whiski. teacher's. diante do pedido, presto atenção. quem bebe teacher's, deusmeu? quer dizer, sem pretender ter dor de cabeça no dia seguinte? pois a senhora bebe o viski teacher's feliz. dali a pouco senta um rapaz, de seus trinta e muitos anos na frente dela. e ficam num chamego... me empolguei, gostei da velhinha. mais quinze minutos, chega um senhor, com a bermuda mais feia do mundo e cumprimenta ela. era muito feia e possuia uma camisa social de mesmo tom usada para dentro dela, a bermuda. a senhora o chama pra sentar na mesa. ele aponta o rapaz e diz que não. fiquei até agora sem saber se o senhor era o namorado e o rapaz um filho ou sobrinho ou se a senhora era assim, safada mesmo. que acham? minha curiosidade me mata. minha mãe riu e disse preu escrever um conto com as duas possibilidades. de repente eu até faço isso...
há coisas que a gente nem sabe explicar poruqe, mas sente. acorda com um incômodo do lado direito. uma agonia, um mau amor que não passa. e de repente isso cresce. a gente vai reparando nos pequenos maus tratos que fazem com a gente e eles parecem enormes. parecem mesmo dignos de nota e não bobagens a serem esquecidas. mas de resto meu analista me acusou de esquecer tudo. de deixar tudo por conta de casualidades, tentando não me chatear com ninguém. justo eu. mas deve ser isso que eu passo pra ele. saco. queria mesmo era um lugar meu. só meu. onde eu pudesse ficar triste sozinha. onde eu pudesse me trancar, e deixar caixas caindo, e pudesse olhar pro próprio umbigo o dia todo. ando odiando a vida em sociedade.

10.1.06

eu ando sonhadora. levei uma espécie de bronca do analista. parar de me inventar problemas. parar de me forçar a fazer as coisas. começar a correr atrás do que realmente interessa. mas será que é isso? eu nunca sei e me forço a não saber, isso ele também disse. vamos tentando, entonces. vai que o futuro cai no meu colo. por enquento penso nos 30 anos chegando. e quero comemorar...