explica-se... na família, muito morena, nasce a loirinha aqui. meu avô olha, olha... e solta essa, nasci branca por cruza, algo deveria explicar...
aqui apenas os fatos são inventados
o essencial da arte é exprimir;
o que se exprime não interessa
fernando pessoa
29.7.05
kamille falou em elvis costello. lembreique gosto muito. lembrei dessa música. e que eu queria ouvir ela cantada só pra mim (coisa boba, de mulherzinha meio romântica). e que eu ando meio leve apesar do medo. o que me faz ficar assim amis insegura. será que é isso? a segurança que eu tenho tido tá me deixando isegura? é falta de costume? porque s. insiste em me ver medrosa. mas os medos são poucos. de carro. de altura. de avião porque junta os dois. e de errar na hora de escrever tantos porquês... o resto eu enfrento...
She (tous les visages de l’amour)
(charles aznavour and herbert kretzmer)
She
May be the face I can’t forget
A trace of pleasure or regret
May be my treasure or the price I have to pay
She may be the song that summer sings
May be the chill that autumn brings
May be a hundred different things
Within the measure of a day.
She
May be the beauty or the beast
May be the famine or the feast
May turn each day into a heaven or a hell
She may be the mirror of my dreams
A smile reflected in a stream
She may not be what she may seem
Inside her shell
She who always seems so happy in a crowd
Whose eyes can be so private and so proud
No one’s allowed to see them when they cry
She may be the love that cannot hope to last
May come to me from shadows of the past
That I’ll remember till the day I die
She
May be the reason I survive
The why and wherefore I’m alive
The one I’ll care for through the rough and ready years
Me I’ll take her laughter and her tears
And make them all my souvenirs
For where she goes
I’ve got to be
The meaning of my life is
She, she, she
eu ia falar umas coisas, mas deixa. política me inflama. e eu gosto de política. tenho esse direito conquistado. sou uma pessoinha inflamada, que acredita em algumas coisas e não acredita em outras. que acha que todos tem direito a uma segunda chance, coisinhas assim. e que gosta de fazer coisas. reais. de ter objetivos. definitivamente não nasci pra dondoca...
faço 30 anos em menos de 6 meses. s. me garante que ficarei mais charmosa. eu garanto que tô com medo disso também. soube de mais uma amiga grávida ontem. deve ter chegado a idade de procriar. se até amigas que garantiam odiar crianças têm pensado no assunto, deve ser isso. eu devo ter chegado na idade. pena que não tenho vontade nenhuma de procriar. eu acho que até ia ser boa mãe vez em quando...
glamourosa... rainha do funk.
poderosa... olhar de diamante...
sair de uma aula sobre anacolutos, hipérbatos, homônimos e afins e dar de cara com uma igreja na porta da qual uma pessoa na casa dos seus 30 anos ouve essa música aos berros é no mínimo inusitado. virar na uruguaiana e ver aquele mundo, com karaoke, bares no calçadão e muita, mas muita gente, já é coisa de alice no país das maravilhas. nada é o que parece ser. e o centro da cidade, tão sisudo, tão corrido durante o dia vira enorme bar quando cai a noite. e aquelas pessoas parecem ter uma felicidade e uma tristeza ímpar andando e bebendo por ali pelo meio da rua....
a pergunta que me ficou é onde funk rima com diamante, mas deixa pra lá...
poderosa... olhar de diamante...
sair de uma aula sobre anacolutos, hipérbatos, homônimos e afins e dar de cara com uma igreja na porta da qual uma pessoa na casa dos seus 30 anos ouve essa música aos berros é no mínimo inusitado. virar na uruguaiana e ver aquele mundo, com karaoke, bares no calçadão e muita, mas muita gente, já é coisa de alice no país das maravilhas. nada é o que parece ser. e o centro da cidade, tão sisudo, tão corrido durante o dia vira enorme bar quando cai a noite. e aquelas pessoas parecem ter uma felicidade e uma tristeza ímpar andando e bebendo por ali pelo meio da rua....
a pergunta que me ficou é onde funk rima com diamante, mas deixa pra lá...
26.7.05
resolvi fazer esse teste daí de baixo depois que vi no blog do tiago. mas ele fica todo torto assim... deixa quieto.
| The Expatriate Achtung! You are 23% brainwashworthy, 27% antitolerant, and 23% blindly patriotic |
| Congratulations! You are not susceptible to brainwashing, your values and cares extend beyond the borders of your own country, and your Blind Patriotism ("patriotism" for short) does not reach unhealthy levels. In Germany in the 30s, you would've left the country. One bad scenario -- as I hypothetically project you back in time -- is that you just wouldn't have cared one way or the other about Nazism. Maybe politics don't interest you enough. But the fact that you took this test means they probably do. I'm gonna give you the benefit of the doubt. Did you know that many of the smartest Germans departed prior to the beginning of World War II, because they knew some evil shit was brewing? Brain Drain. Many of them were scientists. It is very possible you could be one of them, depending on your age. Conclusion: Born and raised in Germany in the early 1930's, you would not have been a Nazi. |
| Link: The Would You Have Been a Nazi Test written by jason_bateman on Ok Cupid |
22.7.05
por um breve momento, pensei em ir ao mcdonalds. chegando lá, perguntei o que era o sanduíche novo, um tal mcnífico ou coisa que o valha. nenhuma resposta. perguntei de novo. a menina chamou outra pra me responder. ela olhou pra minha cara e perguntou como assim. eu perguntei o que era o sanduíche novo. elas riram e falaram que tem maionese, catchup... eu falei, mas tem carne? frango? queijo?o que? já irritada. elas riram de novo, falaram é, carne, queijo... fui me embora. a incompetência do próprio mcdonalds me livrou de suas gorduras...
21.7.05
as pessoas iam entrando, abrindo a porta sem a menor cerimônia. gustavo olhava para luiza meio sem entender aquela falta de cerimônia, aquele sem limites da casa dela. aqueles cachos meio alourados, muito largos, que só apareciam vez em quando (no mais das vezes, o cabelo era liso mesmo), emolduravam o rosto, o cabelo tentando ser preso e nunca ficando muito domado era parte de quem era ela. e aquelas gentes também. ela olhava pra ele achando graça. a pele morena, os cachos que ela tanto queria (e por vezes fazia) no próprio cabelo domados na tesoura, curtos. olhos fundos. olhos tristes. ela gostava daqueles olhos. e de repente não entendia como tinha ficado tanto tempo sem eles. mas hoje era dia de muita gente. não era dia de chamego com aqueles olhos. acabou mais um prato de panquecas e foi se sentar com o povo. era bom aquilo, um dia sem tamanho de quanto havia comido ou bebido. adorava se sentir assim, segura mas sem limites. ali dentro ela podia tudo. porque em volta havia quem protegesse ela, sempre...
e os amigos faziam questão disso. todos muito próximos, brincavam de família uns dos outros. faz parte dos 30 anos, achavam. já longe da casa dos pais, ainda sem família assim muito fechada... iam estando perto sempre. e luiza era o centro, querendo ou não. de repente era isso que deixava gustavo aflito. ele se sentia roubando ela daquilo tudo que ela fazia tão bem...
e os amigos faziam questão disso. todos muito próximos, brincavam de família uns dos outros. faz parte dos 30 anos, achavam. já longe da casa dos pais, ainda sem família assim muito fechada... iam estando perto sempre. e luiza era o centro, querendo ou não. de repente era isso que deixava gustavo aflito. ele se sentia roubando ela daquilo tudo que ela fazia tão bem...
20.7.05
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