então, feliz ano novo!
explica-se... na família, muito morena, nasce a loirinha aqui. meu avô olha, olha... e solta essa, nasci branca por cruza, algo deveria explicar...
aqui apenas os fatos são inventados
o essencial da arte é exprimir;
o que se exprime não interessa
fernando pessoa
30.12.04
28.12.04
Conto de Areia
Romildo S. Bastos e Toninho
É água no mar, é maré cheia ô, mareia ô mareia,
é água no mar
É água no mar é maré cheia ô mareia ô mareia
Contam que toda tristeza que tem na Bahia
Nasceu de uns olhos morenos molhados de mar
Não sei se é conto de areia ou se é fantasia
Que a luz da candeia alumia pra gente contar
Um dia a morena enfeitada de rosas e rendas
Abriu seu sorriso de moça e pediu pra dançar
A noite emprestou as estrelas bordadas de prata
E as águas de Amaralina eram gotas de luar
Era um peito só cheio de promessa era só
Era um peito só cheio de promessa era só
Quem foi que mandou o seu amor se fazer de canoeiro
O vento que rola nas palmas arrasta o veleiro
E leva pro meio das águas de Iemanjá
E o mestre valente vagueia olhando pra areia sem poder chegar
Adeus amor, adeus meu amor não me espere
porque eu já vou me embora
Pro reino que esconde os tesouros de minha senhora
Desfia colares de conchas pra vida passar
E deixa de olhar pro veleiro
Adeus meu amor eu não vou mais voltar
Foi beira-mar, foi beira-mar quem chamou
Foi beira-mar ê, foi beira-mar
Romildo S. Bastos e Toninho
É água no mar, é maré cheia ô, mareia ô mareia,
é água no mar
É água no mar é maré cheia ô mareia ô mareia
Contam que toda tristeza que tem na Bahia
Nasceu de uns olhos morenos molhados de mar
Não sei se é conto de areia ou se é fantasia
Que a luz da candeia alumia pra gente contar
Um dia a morena enfeitada de rosas e rendas
Abriu seu sorriso de moça e pediu pra dançar
A noite emprestou as estrelas bordadas de prata
E as águas de Amaralina eram gotas de luar
Era um peito só cheio de promessa era só
Era um peito só cheio de promessa era só
Quem foi que mandou o seu amor se fazer de canoeiro
O vento que rola nas palmas arrasta o veleiro
E leva pro meio das águas de Iemanjá
E o mestre valente vagueia olhando pra areia sem poder chegar
Adeus amor, adeus meu amor não me espere
porque eu já vou me embora
Pro reino que esconde os tesouros de minha senhora
Desfia colares de conchas pra vida passar
E deixa de olhar pro veleiro
Adeus meu amor eu não vou mais voltar
Foi beira-mar, foi beira-mar quem chamou
Foi beira-mar ê, foi beira-mar
ela morreu. eu aprendi a ver fotografia de verdade com ela. eu li os romances dela. e os ensaios. achava uma rara americana lúcida. vai me fazer falta. acho que chego em casa e me atraco no on photography. edição paperback, comprada na strand, baratinha. mas prateada. com uma foto velhinha na capa... uma graça.
27mil. previsão de 57mil mortos quando conseguirem contar com calma. uma tragédia. nada é assim novo pra se falar sobre o tsunami. mas porque diabos a imprensa brasileira insiste em falar da brasileira que morreu? foram 57mil. ela era uma só. eu sei que precisam do tal personagem. eu sei que brasileiro é ufanista, mas pelamordedeus, dá pra por as coisas em perspectiva?
22.12.04
noite ótima. amigos antigos. como as pessoas mudam, meudeus. e eu continuo aqui, a mesma. não mudo nem vírgula. impressionante. todos casados. todos deixaram a outra metade em casa. parecia um acordo tácito. aquilo ali era pra matar saudades. falar fofocas. lembrar como era ser amigo assim e adolescente e entrando na faculdade. a gente era invencível. a gente ia conquistar o mundo. ia ser diferente. acabou que todo mundo é tão igual. todo mundo é tão normal. nunca entendi, e 4 anos de análise não serão nunca suficientes, porque eu tenho problemas com isso. ser normal deveria ser algo normal. pra mim incomoda. não quero ser normal nunca. não nasci pra isso. mas pessoas se tornam normais. parece que é a tal da idade. melhor eu me acostumar com isso. em algum rótulo eu devo me encaixar...
o que foi mais engraçado e inusitado foi ver que o cogus continua o mesmo. continua assinando cogus. continua sendo uma figura. aliás, é bom ver que todo mundo ali ainda tem carinho uns pelos outros. mesmo com toda intriga, fofoca, afastamento, discordâncias. foi bom ver que uma idéia de reveillon com todos juntos agradou. quer dizer, daí a vingar...
21.12.04
porque hoje eu tô meio cafona. muito cafona. porque tenho sono. e porque, vai, a música é bunitinha...
la barca
Roberto Cantoral
Dicen que la distancia es el olvido,
pero yo no concibo esa razón,
porque yo seguiré siendo el cautivo
de los caprichos de tu corazón.
Supiste esclarecer mi pensamiento,
me diste la verdad que yo soñé,
ahuyentaste de mí los sufrimientos
en la primera noche que te amé.
Hoy, mi playa se viste de amargura,
porque tu barca tiene que partir,
a buscar otros mares...de locura.
Cuida que no naufrague tu vivir...
Cuando la luz del sol se esté apagando
y te sientas cansada de vagar,
piensa que yo por tí estaré esperando
hasta que tú decidas regresar.
la barca
Roberto Cantoral
Dicen que la distancia es el olvido,
pero yo no concibo esa razón,
porque yo seguiré siendo el cautivo
de los caprichos de tu corazón.
Supiste esclarecer mi pensamiento,
me diste la verdad que yo soñé,
ahuyentaste de mí los sufrimientos
en la primera noche que te amé.
Hoy, mi playa se viste de amargura,
porque tu barca tiene que partir,
a buscar otros mares...de locura.
Cuida que no naufrague tu vivir...
Cuando la luz del sol se esté apagando
y te sientas cansada de vagar,
piensa que yo por tí estaré esperando
hasta que tú decidas regresar.
ontem p riu muito de mim com minha vontade de casar com l. não, não é real. l não quer nada comigo, nem eu com ele. mas é um grande amigo. desses que a gente mal vê, mas quando vê parece que foi ontem. e desses que eu sei que posso contar. a gente cresceu junto. a gente ficou adolescente junto (tá, eu um pouco antes). e a brincadeira era só essa. se é tão meu amigo, pode ser um bom plano b, talvez... falando a sério, acho que ando um tanto ou quanto assim frágil. e ele me ajuda a não me sentir assim. pena que foi viajar e só volta ano que vem...
a estorinha segue assim, eu querendo sempre o que não posso ter. eu arranjando razão para não estar feliz. segue que eu deveria voltar a fazer análise. e que eu ando mais doida do que queria estar. segue sendo sempre a mesma estória. e reprise não tem o menor ibope. pelo menos não deveria ter. segue que o mundo é muito mais simples do que eu finjo que ele é. e que eu devia juntar os mundos todos e ficar só com um. uma questão de escolha, percebe? segue que cansei de me fazer de pateta, de ser triste por escolha, mas não sei mudar. e não saber mudar é complicado. sei lá. falando muito e não falando nada, eu devia mesmo era procurar apartamento.
Assinar:
Postagens (Atom)