explica-se... na família, muito morena, nasce a loirinha aqui. meu avô olha, olha... e solta essa, nasci branca por cruza, algo deveria explicar...
aqui apenas os fatos são inventados
o essencial da arte é exprimir;
o que se exprime não interessa
fernando pessoa
2.1.12
a ida até a barra é longa. os personagens são vários. o surfista, bêbado às 10h da manhã. o velho que acha que eu que estou furando fila. as senhorinhas com medo do elevado ficam se agarrando na cadeira. eu enjôo se leio em ônibus. um segredo: eu tenho medo do elevado que nem as senhorinhas. mas enfim, uma hora depois de entrar, eu desembarco. e cada um vai pro seu canto...
30.12.11
tentando começar do começo. tem uma hora em que eu me perco, sempre. em geral é perto do começo. daí pra frente... e bom, não tem melhor hora pra falar do começo que no final. o ano acaba e eu tento falar do começo. pena que não sei bem começo de que.
então, eu sempre me achei diferente. até aí, todos fomos adolescentes, não? se achar diferente é meio que padrão. eu tentei, como tantos tentam, ser menos diferente. eu era rata de livraria e biblioteca. e tentei ser menos. e não fui muito feliz na tentativa. eu criei meu personagem. e enfim. personagens são só isso. não resistem ao tempo. a sair das páginas de um livro. a existir no mundo. então, o personagem se desfez um dia. e eu estava ali. tão diferente quanto qualquer outro.
29.12.11
um ano acabou, o outro começa na segunda. nesses dias, a chuva nos joga mais ainda no limbo. e eu aqui, presa no limbo, quero escrever pra sair dele. esse ano não tem viagem. e o blogger não aceita minhas fotos. e fico com essa estrada. porque a estrada, amigos, é o melhor lugar do mundo. ela é o aqui e agora. e só. mais nada.
21.2.10
7.10.08
9.6.08
acabo de ver que a totem saiu por aí desfilando helio oiticica. algo me diz que terei problemas com meu consumismo latente quando isso chegar nas lojas. oiticica é assim algo que me deixa meio confusa. porque eu percebo racionalmente que tem sacadas geniais, sei que é genial. e ao mesmo tempo acho essa coisa rebeldeanossessenta uma coisa meio datada em si. oiticica ficou meio datado em alguns aspectos, assim teoricamente. mas na hora h, é muito mais do que eu podia pensar. eu não vejo nada datado. e eu me emociono e me sinto um cavalo de macumba usando um parangolé. meio forte pra mim foi vestir um. e entrar num penetrável. tudo isso de ser datado ficou no fundo da cabeça. é forte demais. é interessante. você entende o que ele queria, mesmo com a obra não sendo um quadro padrão que mostra coisas como o artista sente ou o que o valha. tem textinho do lado pra explicar. mas o conceito é melhor que isso. porque a obra consegue ser conceitual e se bastar. sei lá. tergiverso. amo oiticica. amo ligia clark.
enfim, tudo isso pra dizer que se tiver uma camisa seja marginal seja herói ela já tem comprador.
enfim, tudo isso pra dizer que se tiver uma camisa seja marginal seja herói ela já tem comprador.
12.5.08
3 meses sem passar por aqui. meu lugarzinho anda abandonado....
muito acontece no mundo do lado de cá dessa tela. a vontade de escrever até existe, mas a vontade de privacidade tem me acometido. por mais estranha que ela possa ser a quem tem blog há tantos anos. meu mundo desse lado tá de pernas pro ar. divertido, engraçado, movimentado. e de pernas pro ar. e eu me sinto assim com asma, sabe? o esquisito é que eu nunca tive asma. mas as pernas tão tão pro ar que tenho tido crises agora. vou ligar pro homeopata. mas vai saber. acho que é assunto pra analista, sabe?
mudanças me dão angústia. não parece, mas dão. e angústia, dizem, dá asma. quando não dá coisas piores. angústia come a gente por dentro, dizem. tô precisando me comer por dentro, não. tô precisando por pra fora isso tudo. daí a privacidade vai pros raios que a partam, não? porque assim, onde mais eu podia por pra fora isso assim tão estupendamente, com tantos podendo ver e falar sobre? e assim, me sentindo tão, mas tão ouvida, a angústia acalmar? por mais artificial que seja, me tranquiliza por essas palavras aqui. e por aqui fico. sem explicações, sem maiores discursos fora esse. do estar feliz e angustiada. tranquila e bouleversada. e precisando demais de falar. falar sem ouvir resposta. falar pra depois saber o que falar na hora que precisar falar de verdade...
muito acontece no mundo do lado de cá dessa tela. a vontade de escrever até existe, mas a vontade de privacidade tem me acometido. por mais estranha que ela possa ser a quem tem blog há tantos anos. meu mundo desse lado tá de pernas pro ar. divertido, engraçado, movimentado. e de pernas pro ar. e eu me sinto assim com asma, sabe? o esquisito é que eu nunca tive asma. mas as pernas tão tão pro ar que tenho tido crises agora. vou ligar pro homeopata. mas vai saber. acho que é assunto pra analista, sabe?
mudanças me dão angústia. não parece, mas dão. e angústia, dizem, dá asma. quando não dá coisas piores. angústia come a gente por dentro, dizem. tô precisando me comer por dentro, não. tô precisando por pra fora isso tudo. daí a privacidade vai pros raios que a partam, não? porque assim, onde mais eu podia por pra fora isso assim tão estupendamente, com tantos podendo ver e falar sobre? e assim, me sentindo tão, mas tão ouvida, a angústia acalmar? por mais artificial que seja, me tranquiliza por essas palavras aqui. e por aqui fico. sem explicações, sem maiores discursos fora esse. do estar feliz e angustiada. tranquila e bouleversada. e precisando demais de falar. falar sem ouvir resposta. falar pra depois saber o que falar na hora que precisar falar de verdade...
19.2.08
o tal do sonho é um treco engraçado. quando era criança, adorava os kennedy. acho que aquela coisa toda de ser uma camelot e tals me deixava assim empolgada. e eram todos bonitos. e jackie o é o máximo. enfim, isso claro que com a idade passa. e a gente sabe que eles nem eram assim bonzinhos e tal. mas continuaram a ter certa aura pra mim. porque, enfim, primeiro católico na presidência americana, primeiro a ser simpático a idéias menos fechadas, sei lá.
daí, com toda esse lado romântico que grudou em mim mesmo, vi Bobby outro dia. filme simpático toda vida. adoro o joshua jackson, confesso. e meu hobbit predileto tá lá. mas o ponto é o seguinte: tem os discursos de boby, sabe? e eu sempre admirei o cara politicamente. menos farrista que o irmão, menos star system. mas mais sério e tals. tão anticomunista quanto, mas enfim, americano, né, fazer o que? e que discursos belíssimos. bem escritos. e vão direto ao ponto, que é o tal do sonho, não? há que existir união. há que existir o outro. e há o outro ali, nos eua. precisa sair não. tem gente morrendo de fome lá mesmo. e tem briga e guerra por lá também. e a saída do sonho é a tal união. é aceitar o outro. a saída aonde estamos é a outra. negar o outro. tentar sumir com ele. seja dando porrada, seja enfiando embaixo do tapete. enfim... o filme me deixou triste. com essa sensação de que mataram o homem e as idéias dele todas. meio que fudeu, sabe?
e daí chego a terceira parte do meu pensamento: o obama usa os discursos dele. não ipsis literis. mas usa. aprendeu bonito. coalisão, união, ver os eua que os eua não conhecem, patati, patatá... e me bateu aquela dúvida: pastiche ou aprendizado? e me bateu a outra dúvida cruel: eu achava que eu votaria na hillary, dada a oportunidade. meu lado feminista gosta demais da figura dela. acho que é mulher forte, não se mete a ser homem e dá conta do rojão... mas agora não sei mais. passei a achar que são dois candidatos que podem ser bons. inda mais, vamos combinar... mccain? tá falando sério? torço muito pra não...
daí, com toda esse lado romântico que grudou em mim mesmo, vi Bobby outro dia. filme simpático toda vida. adoro o joshua jackson, confesso. e meu hobbit predileto tá lá. mas o ponto é o seguinte: tem os discursos de boby, sabe? e eu sempre admirei o cara politicamente. menos farrista que o irmão, menos star system. mas mais sério e tals. tão anticomunista quanto, mas enfim, americano, né, fazer o que? e que discursos belíssimos. bem escritos. e vão direto ao ponto, que é o tal do sonho, não? há que existir união. há que existir o outro. e há o outro ali, nos eua. precisa sair não. tem gente morrendo de fome lá mesmo. e tem briga e guerra por lá também. e a saída do sonho é a tal união. é aceitar o outro. a saída aonde estamos é a outra. negar o outro. tentar sumir com ele. seja dando porrada, seja enfiando embaixo do tapete. enfim... o filme me deixou triste. com essa sensação de que mataram o homem e as idéias dele todas. meio que fudeu, sabe?
e daí chego a terceira parte do meu pensamento: o obama usa os discursos dele. não ipsis literis. mas usa. aprendeu bonito. coalisão, união, ver os eua que os eua não conhecem, patati, patatá... e me bateu aquela dúvida: pastiche ou aprendizado? e me bateu a outra dúvida cruel: eu achava que eu votaria na hillary, dada a oportunidade. meu lado feminista gosta demais da figura dela. acho que é mulher forte, não se mete a ser homem e dá conta do rojão... mas agora não sei mais. passei a achar que são dois candidatos que podem ser bons. inda mais, vamos combinar... mccain? tá falando sério? torço muito pra não...
18.2.08
precisando de mais trabalho. por enquanto me preparo para mudanças. ainda absorvo a viagem. ou as viagens. parece que faz tanto tempo... londres me deixou fora do eixo. e de tudo isso me veio a certeza de precisar viajar mais. e sempre. de que o eixo é um péssimo lugar pra mim. adoro viagem. adoro não estar no meu lugar.
porque eu acabo de descobrir que existe um órgão, instrumento órgão, que é tocado pelo mar. graças a ler coisas que o namorado gosta e eu aprendi a gostar. e o tal troço é tão lindo, mas tão que eu precisava dividir. fica na croácia. apontamentos para a próxima viagem. tantos apontamentos para tantas viagens que fico sem saber em que tempo de vida e de trabalho enfio tanta viagem. mas, enfim... sonhar vale sempre a pena, não? e afinal, a última viagem saiu como nos apontamentos...
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