explica-se... na família, muito morena, nasce a loirinha aqui. meu avô olha, olha... e solta essa, nasci branca por cruza, algo deveria explicar...
aqui apenas os fatos são inventados
o essencial da arte é exprimir;
o que se exprime não interessa
fernando pessoa
18.4.06
Caetano Veloso
Respeito muito minhas lágrimas
Mas ainda mais minha risada
Inscrevo assim minhas palavras
Na voz de uma mulher sagrada
Vaca profana, põe teus cornos
Pra fora e acima da manada
Ê
Êê dona das divinas tetas
Derrama o leite bom na minha cara
E o leite mau na cara dos caretas
Segue a movida Madrileña
Também te mata Barcelona
Napoli, Pino, Pi, Pau, punks
Picassos movem-se por Londres
Bahia onipresentemente
Rio e belíssimo horizonte
Ê
Êê vaca de divinas tetas
La leche buena toda en mi garganta
La mala leche para los puretas
Quero que pinte um amor Bethânia
Steve Wonder, andaluz
Como o que tive em Tel Aviv
Perto do mar, longe da cruz
Mas em composição cubista
Meu mundo Thelonius Monk’s blues
Ê
Êê vaca de divinas tetas
Teu bom só para o oco, minha falta
E o resto inunde as almas dos caretas
Sou tímido e espalhafatoso
Torre traçada por Gaudi
São Paulo é como o mundo todo
No mundo um grande amor perdi
Caretas de Paris, New York
Sem mágoas estamos aí
Ê
Êê dona das divinas tetas
Quero teu leite todo em minha alma
Nada de leite mau para os caretas
Mas eu também sei ser careta
De perto ninguém é normal
Às vezes segue em linha reta
A vida, que é meu bem, meu mal
No mais as ramblas do planeta
Orchata de chufa si us plau
Ê
Êê deusa de assombrosas tetas
Gota de leite bom na minha cara
Chuva do mesmo bom sobre os caretas
na imprensa me irrita tambem o pouco caso com o fim dos titulos de divida podre do brasil. eles eram simbolo de uma dependencia economica infinda. que terminou. e dai? sem fogos de artificio? quer dizer que nao ajudar a varig e materia para um escandalo de pouco caso com a economia, mas conseguir resolver um problema real nao e nada. argh! ando irritada com a imprensa. muito irritada. e nao pretendo ser voluntaria nos jogos panamericanos.
17.4.06
30.3.06
ah, nem sei, ia oferecer mais um copo de vinho.
ah, não tá indo? ué...
ah, entendi, queria não ter de sair não quer dizer que vai sair. perdão, ansiedade minha mesmo...
é, a gente nem jantou, ficou conversando mesmo... e o bem te vi nem veio ainda. será que me abandonou?
eu tinha uma pergunta pra te fazer: você é feliz?
é, eu sei que é clichê, mas sempre quis saber isso. se os outros são felizes. porque eu mesma vez em quando duvido disso. da felicidade, quer dizer. mas de repente tem gente feliz. dizem que no brasil.
não, não fui eu quem falou isso. gertrude stein, acho. eu gosto dela. da rosa.
ai que sono...
16.3.06
Boa noite, entre, sente, por favor, fique à vontade.
Quer um vinho? Branco ou tinto?
Eu também prefiro tinto, não sei explicar, mesmo no calor, me agrada mais. Branco tem de ser especial preu querer beber assim, do nada.
A cadeira está confortável? Não prefere sentar no sofá? Ah, entendo. Também acabo deitando em sofá.
Desculpas, esqueci de trazer, até fiz uns beijuzinhos com queijo pra gente beliscar. A gente vai sair pra jantar? Se quiser ficar por aqui, faço um macarrão.
Ai, eu e minha ansiedade, não repare, falta de hábito de ter gente em casa. Faz muito tempo só quem entra aqui fora eu é o sol, o bem-te-vi que vem cantar de manhã. Fico meio cheia de dedos, mas já passa. Vamos devagar mesmo, é melhor.
9.3.06
1.3.06
21.2.06
14.2.06
9.2.06
fora o filme, uma coisa me deixou muito preocupada. numa seção noturna, no rio de janeiro do século xxi, as pessoas soltavam risinhos nervosos. como se fossem adolescentes vendo porky's. uma verdadeira vergonha pruma cidade que se pretende moderna. sexo é sexo. entre dois adultos pode ser bonito ou pornô, mas não é motivo pra risinhos nervosos...