explica-se... na família, muito morena, nasce a loirinha aqui. meu avô olha, olha... e solta essa, nasci branca por cruza, algo deveria explicar...
aqui apenas os fatos são inventados
o essencial da arte é exprimir;
o que se exprime não interessa
fernando pessoa
4.3.04
lembrança de infância que todos dizem que eu não posso ter, que eu era pequena, é da minha vó operando o coração. nem era tão pequena, mas enfim, os adultos achavam que eu não lembraria em detalhes. mas eu lembro. lembro porque na minha família ninguém podia doar sangue. família grande, mas cada um tinha um problema. um tem pressão alta, o outro, anemia, um terceiro hepatite. lembro que queria crescer pra doar sangue. não queria ninguém passando aquele perrengue, e na minha cabeça de criança, se todos doassem, ninguém ia passar perrengue. nunca pude doar. peguei hepatite com 15 anos, meu sangue ficou podre, como o do resto da família. e mesmo que não tivesse a hepatite, como as outras mulheres da família, meu sangue é fraco. tenho anemia desde que me entendo por gente.
nem sei porque tô falando isso tudo. as vezes me incomoda saber que queria poder ajudar e não posso...
nem sei porque tô falando isso tudo. as vezes me incomoda saber que queria poder ajudar e não posso...
3.3.04
quando eu era criança e me perguntavam o que eu queria ser quando crescesse (pergunta besta, sempre detestei), eu sempre respondia que ia ser grande (criança chata e respondona). na verdade, na verdade, eu não queria era crescer. gostava demais de ser criança. era uma criança já muito adulta, que mantinha tudo arrumado, não cabulava aula, não gostava de comer besteira. mas gostava daquilo. da sensação de segurança que eu tinha. nunca mais fui tão segura de mim, tão respondona...
2.3.04
1.3.04
a pedido de catirina, eu falo...
adoro o nordeste. com ou sem carnaval. acho o carnaval do recife uma das coisas mais lindas de se ver e se fazer do mundo... foi minha segunda vez (a primeira, descobri pra meu horror, foi em 99)... só não consigo dançar frevo, por absoluta falta de coordenação motora. total. mas, vai que um dia eu consigo. mas pulei e me diverti o suficiente, inda mais com meu ingresso vip... ando me sentindo invisível, mas isso é outra estorinha, acho que tem mais a ver com o que eu deixei por aqui... dia desses eu volto. dia desses eu até fico por aí... mas antes... antes eu tenho outras coisas pra ver, outros mundos pra conhecer...
adoro o nordeste. com ou sem carnaval. acho o carnaval do recife uma das coisas mais lindas de se ver e se fazer do mundo... foi minha segunda vez (a primeira, descobri pra meu horror, foi em 99)... só não consigo dançar frevo, por absoluta falta de coordenação motora. total. mas, vai que um dia eu consigo. mas pulei e me diverti o suficiente, inda mais com meu ingresso vip... ando me sentindo invisível, mas isso é outra estorinha, acho que tem mais a ver com o que eu deixei por aqui... dia desses eu volto. dia desses eu até fico por aí... mas antes... antes eu tenho outras coisas pra ver, outros mundos pra conhecer...
Cara Valente
Marcelo Camelo
Não, ele não vai mais dobrar
Pode até se acostumar
Ele vai viver sozinho
Desaprendeu a dividir
Foi escolher o mau-me-quer
Entre o amor de uma mulher
E as certezas do caminho
Ele não pôde se entregar
E agora vai ter de pagar com o coração, olha lá
Ele não é feliz
Sempre diz
Que é do tipo cara valente
Mas, veja só
A gente sabe
Esse humor é coisa de um rapaz
Que sem ter proteção
Foi se esconder atrás
Da cara de vilão
Então, não faz assim, rapaz
Não bota esse cartaz
A gente não cai, não
Ê! Ê!
Ele não é de nada
Oiá!!!
Essa cara amarrada
É só
Um jeito de viver na pior
Ê! Ê!
Ele não é de nada
Oiá!!!
Essa cara amarrada
É só
Um jeito de viver nesse mundo de mágoas
Ele não é de nada
Oiá!!!
Essa cara amarrada
É só
Um jeito de viver nesse mundo de mágoas
Marcelo Camelo
Não, ele não vai mais dobrar
Pode até se acostumar
Ele vai viver sozinho
Desaprendeu a dividir
Foi escolher o mau-me-quer
Entre o amor de uma mulher
E as certezas do caminho
Ele não pôde se entregar
E agora vai ter de pagar com o coração, olha lá
Ele não é feliz
Sempre diz
Que é do tipo cara valente
Mas, veja só
A gente sabe
Esse humor é coisa de um rapaz
Que sem ter proteção
Foi se esconder atrás
Da cara de vilão
Então, não faz assim, rapaz
Não bota esse cartaz
A gente não cai, não
Ê! Ê!
Ele não é de nada
Oiá!!!
Essa cara amarrada
É só
Um jeito de viver na pior
Ê! Ê!
Ele não é de nada
Oiá!!!
Essa cara amarrada
É só
Um jeito de viver nesse mundo de mágoas
Ele não é de nada
Oiá!!!
Essa cara amarrada
É só
Um jeito de viver nesse mundo de mágoas
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