explica-se... na família, muito morena, nasce a loirinha aqui. meu avô olha, olha... e solta essa, nasci branca por cruza, algo deveria explicar...
aqui apenas os fatos são inventados
o essencial da arte é exprimir;
o que se exprime não interessa
fernando pessoa
22.9.05
14.9.05
8.9.05
1.9.05
12.8.05
| plena terça feira, sou convencida a ir para a lapa. ok, programa legal. inda mais depois do filme, tão legal, e dos dois mojitos. a intenção era dançar. nada feito, encontramos um amigo, e seguimos conversando num bar mesmo. até aí, perfeito. só que recebemos um torpedo. daqueles de papel. o garçon até ria quando entregou. os caras aparentemente queriam bater papo. eu ia escanear mas esqueci. inacreditável isso. diante da não resposta das duas, não se fizeram de rogados e foram até nossa mesa, para insistir que mereciam a honra de conversar conosco. falavam assim, inclusive... bom, não foi nada, mas me diverti imenso. ainda mais com a. indignada por achar falta de respeito ao nosso amigo presente na mesa os dois acharem que as duas estavam disponíveis. a bem da verdade, com ele nenhuma das duas estava comprometida... |
2.8.05

esse é meu pé. de all star, só pra variar um pouco.
e essa daqui sou eu, tentando dar outra razão pra escrever isso além da nova ferramenta, ou pelo menos nova para mim, do blogger, que põe as imagens no corpo dos posts. gostei muito disso. demais até. estou absolutamente encantada com isso. quase tão divertido quanto o google earth. esses rapazes sempre me divertem, aliás...
acho que preciso tomar vergonha na cara e estudar mais a sério. mas anda difícil. a vontade é de dormir. e de ficar fazendo nada, com ou sem companhia. parece que vou pra ilha grande no fim de semana. mas não sei ainda. no próximo tem a festa da minha mãe. acho que no outro começo a meter as caras. espero, pelo menos...
ou, como diz o tiago, é a piada do sofá:
- descobri que minha mulher tá me traindo com meu amigo no sofá
- e daí? brigou com ela? com ele?
- não, joguei o sofá fora...
29.7.05
poderosa... olhar de diamante...
sair de uma aula sobre anacolutos, hipérbatos, homônimos e afins e dar de cara com uma igreja na porta da qual uma pessoa na casa dos seus 30 anos ouve essa música aos berros é no mínimo inusitado. virar na uruguaiana e ver aquele mundo, com karaoke, bares no calçadão e muita, mas muita gente, já é coisa de alice no país das maravilhas. nada é o que parece ser. e o centro da cidade, tão sisudo, tão corrido durante o dia vira enorme bar quando cai a noite. e aquelas pessoas parecem ter uma felicidade e uma tristeza ímpar andando e bebendo por ali pelo meio da rua....
a pergunta que me ficou é onde funk rima com diamante, mas deixa pra lá...
26.7.05
| The Expatriate Achtung! You are 23% brainwashworthy, 27% antitolerant, and 23% blindly patriotic |
| Congratulations! You are not susceptible to brainwashing, your values and cares extend beyond the borders of your own country, and your Blind Patriotism ("patriotism" for short) does not reach unhealthy levels. In Germany in the 30s, you would've left the country. One bad scenario -- as I hypothetically project you back in time -- is that you just wouldn't have cared one way or the other about Nazism. Maybe politics don't interest you enough. But the fact that you took this test means they probably do. I'm gonna give you the benefit of the doubt. Did you know that many of the smartest Germans departed prior to the beginning of World War II, because they knew some evil shit was brewing? Brain Drain. Many of them were scientists. It is very possible you could be one of them, depending on your age. Conclusion: Born and raised in Germany in the early 1930's, you would not have been a Nazi. |
| Link: The Would You Have Been a Nazi Test written by jason_bateman on Ok Cupid |
22.7.05
21.7.05
e os amigos faziam questão disso. todos muito próximos, brincavam de família uns dos outros. faz parte dos 30 anos, achavam. já longe da casa dos pais, ainda sem família assim muito fechada... iam estando perto sempre. e luiza era o centro, querendo ou não. de repente era isso que deixava gustavo aflito. ele se sentia roubando ela daquilo tudo que ela fazia tão bem...
20.7.05
19.7.05
14.7.05
13.7.05
- cortou a cebola?
- cortei, claro. ia perguntar em que mais eu podia ajudar...
- senta, fica lendo. o resto eu faço.
gustavo ensaiou um protesto. mas era óbvio demais que a vontade dele era demorar mais um pouco para acordar. com isso, luiza enfiou a mão na massa. acabou de fazer o pão de cebola, panquecas, waffles e mais o que foi lhe dando na telha. quando cansou, pediu pra gustavo ver a porta e entrou no banho.
fernanda, como sempre, foi a primeira a chegar. chegou com goma e queijo de coalho, para fazer tapioca. o coco vinha depois, com lia. paula levou só o pandeiro. marcos, o violão. e assim, cada um levando um pedaço, a festa começou na casa. gustavo ia se acostumando aos poucos com aquele estilo meio alegria da festa de luiza. era estranho pra ele alguém estar sempre assim, cercado de gente...
12.7.05
- luiza, o que diabos você faz com tanta sacola? achei que ia só comprar pão...
- é sábado. pensei em fazer um lanche e chamar os amigos. quer ficar?
ele ficava desarmado com essas coisas dela. perguntou como fazia pra ajudar...
11.7.05
Fernando Pessoa(Poesias de Álvaro de Campos)
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
1) Qual o seu filme favorito?
my fair lady. porque eu sou cafona mesmo e adoro musicais...
2) Qual o último DVD que você comprou?
sou pré-histórica, não tenho dvd...
3) Quais os 5 últimos filmes que você viu?
5? na tv, nem sei, sou viciada em telecine. sábado mesmo vi o iluminado de bobeira no tnt, depois encontros e desencontros no telecine... no cinema, melinda e melinda, madagascar (adorei), um filme falado, star wars III e a queda (acho, minha memória é péssima)
4) Qual o melhor filme brasileiro de todos os tempos?
difícil essa... ando viciada em documentários. fico com cabra marcado pra morrer, o último que vi no vídeo...
5) Qual o seu diretor/ator/atriz e o seu gênero favoritos?
truffaut/johnny depp (angélica, essa foi só pra não competir com o seu sean penn)/ audrey hepburn. gênero? musical, oras... pelo menos por esses dias. na verdaed, sendo cinema, eu tô topando. sempre.
pra quem eu mando essa? (detesto essa parte, de escolher pessoas, e a da música nem ninguém respondeu) pra princesa, nina, paula, aline e tiago (podendo mais de 5, mandaria para claudinha e kamille também... na verdade, pra mais outro tanto...)
7.7.05
6.7.05
5.7.05
28.6.05
Volume total de músicas em meu computador:
Nenhuma. eu tinha algumas, mas um vírus comeu o hd e eu sou preguiçosa, acabo pondo em rádio da internet mesmo... e ouvindo cds.
O último CD que comprei foi:
ui... essa eu não lembro. acho que foi um do brell, dessas coletâneas. confesso que quase não compro cd. ganho muitos. o último foi um copiado de um amigo que tinha saído de catálogo. me fez um bem...
Música tocando no momento:
nenhuma... aqui no trabalho a chefa odeia música...
Cantores que ultimamente tenho gostado muito de ouvir:
bethania, sempre; foo fighters; gil; caetano; chico; brell; acho que ando meio antiga (ou sou, sei lá)...
Músicas que, de alguma forma, significaram muito pra mim:
trem das cores
dia branco
imagine (eu era criança, vai...)
eleanor rigby
tropicalia
eu sei que vou te amar
luiza
o meu amor
totalmente demais
exagerado
give it away
ne me quitte pas
mercedez benz
meudeus... tem muita coisa. sou péssima em listas... mas música, apesar da minha preguiça em ouvir, está sempre presente...
Cinco pessoas pra quem eu passo a "Batuta Musical":
cinco? aline, mariana, nina, tiago e elis
22.6.05
21.6.05
20.6.05
17.6.05
15.6.05
14.6.05
13.6.05
- no rio sul, indo pra casa, e você?
- tô aqui também!!
- jura? me encontra então pra gente ir juntas...
inacreditável diálogo. inacreditável porque eu nunca vou ao rio sul. porque y nunca vai ao rio sul. porque estava um dia de sol lindo. e porque as duas tinham combinado de ver umas coisas lá em casa. coincidência aparentemente não tem limites...
10.6.05
teresa fechou a porta. pensou bem se era isso mesmo. mas saiu de casa pro trabalho. cumprimentou o porteiro e seguiu andando. engraçado como a gente faz coisas e nem percebe depois. entrou no metrô. uma, duas estaações. saiu, entrou no prédio do trabalho. sentou à mesa. olhou em volta. nem era tão ruim na verdade. mas tudo parecia tão assim complicado agora. fases. fases de perdas. mas não deveria ser tão pesado. ela nunca tinha acreditado nisso assim. antes que percebesse, pensando assim nas suas tragédias pessoais, entretida consigo mesmo quase que nem criança, era hora de sair pra reunião. detestava reuniões.
aquela era uma dessas reuniões especiais. nada pra se discutir de verdade. o pensamento voa nessas horas. Impressionante. por não ter nada de novo pra falar, teresa ficou calada olhando aquela discussão enorme sobre o sexo dos anjos, mal esperava pela hora do almoço. queria comprar um sapato. isso. um sapato ia melhorar seu humor, certamente. entre pensar o tamanho do salto e a cor da sapato, a reunião acabou. quase indolor.
foi almoçar com as amigas, no caminho pararam para achar o seu sapato. chata, sabia exatamente o que queria. uma sandália vermelha. o salto, o mais alto possível. sandálias vermelhas eram um vício. meio que necessidade de afirmação, sei lá (devia ser o que elas carregam de fetiche). as amigas riam e futucavam as estantes, olhando os outros sapatos. e saíram dali sem ter comido quase nada. mas com sapatos lindos, de volta para o trabalho. as tragédias, naquela correria do dia a dia, iam sumindo. estranho isso, algo que parecia tão grave de manhã agora era tão assim desimportante (amigas e futilidades têm essa capacidade, nos tiram de nós mesmos)...
saindo do trabalho, desistiu da ginástica. hoje não estava com vontade. ia comprar besteira no supermercado e se enfiar debaixo das cobertas. precisava pensar, e pensar e academia eram imiscíveis. comprou sorvete, biscoitos, pizza congelada. só queria bobagens hoje. nada de comida. pegou um filme no vídeo também, apesar de não ter certeza de assistir... depois, a mesma rotina. falar com porteiro, entrar em casa. ainda não estava acostumada com aquilo, com a casa vazia. mas era questão de tempo. não ia sair só pra fugir disso.
deitou atracada com a comida no sofá. dormiu. sonhou. acordou, atrasada, olhou no relógio, saiu correndo... não é que é mesmo pra frente que se anda?