explica-se... na família, muito morena, nasce a loirinha aqui. meu avô olha, olha... e solta essa, nasci branca por cruza, algo deveria explicar...
aqui apenas os fatos são inventados
o essencial da arte é exprimir;
o que se exprime não interessa
fernando pessoa
31.3.05
30.3.05
29.3.05
as pessoas têm medo de se expor. mas só no medo elas já se expoem. se expor é muito mais do que parece. é falar de mais ou de menos. porque falando de menos a gente expõe o medo de julgamento. o emdo da interferência. eu falo demais. por querer a tal da aprovação, eu sei. mas depois, se não encontro, na verdade, não dou tanta atenção. e faço coisas pra chamar atenção, eu sei. como uma criança, eu sei. na verdade, falta de freios e de medos, e não excesso deles, sempre foi meu maior problema. eu cai e quebrei a cabeça quando era pequena duas vezes. e só depois que eu passei a achar que devia prestar atenção onde pisava. pelo menos aprendi com o erro. mas sempre tive esse péssimo hábito. preciso quebrar a cabeça pra aprender. ir até o limite pra ver que não era nada daquilo. me abrir inteira pra ver que devia ter guardado um pedaço. e sabe? não acho ruim. acho meio libertador. se maquiavel dizia que o segredo dá poder às pessoas, pelo menos ninguém tem poder sobre mim. porque segredos não são o meu forte. os dos outros eu pelo menos guardo (ou tento, vai). os meus... saem por aí, ao vento. escritos aqui. falados aos amigos e aos nem tanto. menor censura. e olha que eu tento. mas censura nunca foi meu forte.... tergiversando. pra não chegar a lugar nenhum. falando só pra não perder o hábito. dizendo só pra não dizer nada. eu ando falando mais que nunca. e falando mais e menos do que devia. mas ando precisando falar. deve ser necessidade de voltar pra análise, sei lá...
23.3.05
ando tão assim avoada. cheia de por fazer e menor vontade de por a mão na massa. vontade de dormir. de sumir. de esquecer. mas não posso. alguém quer me ajudar? no meio da zona de família às turras e vó ainda assim isolada pro si mesma do mundo, tenho de pesquisar nas coisas do avô. acho que preciso voltar à análise só pra conseguir me enfiar naqueles papéis. cada dia me dói mais um pouco a idéia. resolvi, meio por conta disso, voltar pro trabalho. contar muito mais do que queria ou pensava em contar por aqui. de repente o desabafo resolve. é como se eu tivesse orientando minha vida toda pro outro lado e não quisesse mais saber da tal da pós. mas é melhor eu entrgar isso e me graduar de uma vez. recebr o diploma. depois eu penso no dia de amnhã, não seria isso? mas eu não tô fazendo assim. e fico cansada...
21.3.05
justo agora que eu devia parar com isso, ando lendo mais poesia do que nunca. acalma os nervos. e cismei de reler um paulo mendes campos encostado ali na minha casa. ando meio assim, modernista. meio assim, antiga. deve ser o trabalho da pós, ainda inacabada. andei olhando de rabo de olho meu maiakovski também. e reler gide aparentemente está virando necessidade. com tanta coisa antiga pra ler, preciso arranjar tempo pras coisas novas. não é nada. deve ser uma fase meio assim nostálgica...
Poema de Sete Faces
Carlos Drummond de Andrade
Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus,
pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.
Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus,
se sabias que eu era fraco.
Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.
Carlos Drummond de Andrade
Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus,
pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.
Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus,
se sabias que eu era fraco.
Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.
Não sei Dançar
Manuel Bandeira
Uns tomam éter, outros cocaína.
Eu já tomei tristeza, hoje tomo alegria.
Tenho todos os motivos menos um de ser triste.
Mas o cáculo das probabilidades é uma pilhéria...
Abaixo Amiel!
E nunca lerei o diário de Maria Bashkirtseff.
Sim, já perdi pai, mãe, irmãos.
Perdi a saúde também.
É por isso que sinto como ninguém o ritmo do jazz-band.
Uns tomam éter, outros cocaína.
Eu tomo alegria!
Eis aí por que vim assistir a este baile de terça-feira gorda.
Mistura muito excelente de chás...
Esta foi açafata...
— Não foi arrumadeira.
E está dançando como o ex-prefeito municipal:
Tão Brasil!
De fato este salão de sangues misturados parece o Brasil...
Há até a fração incipiente amarela
Na figura de um japonês.
O japonês também dança maxixe:
Acugêlê banzai!
A filha do usineiro de Campos
Olha com repugnância
Para a crioula imoral.
No entanto o que faz a indecência da outra
É dengue nos olhos maravilhosos da moça.
E aquele cair de ombros...
Mas ela não sabe...
Tão Brasil!
Ninguém se lembra de política...
Nem dos oito mil quilômetros de costa...
O algodão do Seridó é o melhor do mundo?...Que me importa?
Não há malária nem moléstia de Chagas nem ancilóstomos.
A sereia sibila e o ganzá do jazz-band batuca.
Eu tomo alegria!
Petrópolis, 1925
Manuel Bandeira
Uns tomam éter, outros cocaína.
Eu já tomei tristeza, hoje tomo alegria.
Tenho todos os motivos menos um de ser triste.
Mas o cáculo das probabilidades é uma pilhéria...
Abaixo Amiel!
E nunca lerei o diário de Maria Bashkirtseff.
Sim, já perdi pai, mãe, irmãos.
Perdi a saúde também.
É por isso que sinto como ninguém o ritmo do jazz-band.
Uns tomam éter, outros cocaína.
Eu tomo alegria!
Eis aí por que vim assistir a este baile de terça-feira gorda.
Mistura muito excelente de chás...
Esta foi açafata...
— Não foi arrumadeira.
E está dançando como o ex-prefeito municipal:
Tão Brasil!
De fato este salão de sangues misturados parece o Brasil...
Há até a fração incipiente amarela
Na figura de um japonês.
O japonês também dança maxixe:
Acugêlê banzai!
A filha do usineiro de Campos
Olha com repugnância
Para a crioula imoral.
No entanto o que faz a indecência da outra
É dengue nos olhos maravilhosos da moça.
E aquele cair de ombros...
Mas ela não sabe...
Tão Brasil!
Ninguém se lembra de política...
Nem dos oito mil quilômetros de costa...
O algodão do Seridó é o melhor do mundo?...Que me importa?
Não há malária nem moléstia de Chagas nem ancilóstomos.
A sereia sibila e o ganzá do jazz-band batuca.
Eu tomo alegria!
Petrópolis, 1925
16.3.05
fui ver a terra do nunca. acho que queria me esconder por lá. na verdade, acho que sempre me escondi por lá. em algum lugar eu sempre fui a wendy, ou a alice. me escondendo dentro de mim. indo atrás das fantasias. sumindo atrás do sorriso do gato. me perdendo e me achando no meio do nada. é uma condição estranha, essa. a de não saber onde se está em nenhum momento. mas eu devia aproveitar mais isso, nem sei. me achar na terra do nunca. fugir pelo espelho. correr pelo país das maravilhas. isso é saber que tenho pra onde ir quando tudo está errado. quando o mundo parece que não tem esperança. quando a tristeza toma conta. é fechar os olhos e voar com peter pan. discutir com a rainha de copas. se intrigar com o sorriso. é saber que fugir nem sempre é ruim. é saber que cair nem sempre machuca. eu andei caindo pouco, querendo ser adulta. querendo fugir da minha terra do nunca. engraçado, que vendo o filme eu achei que minha mãe era o peter pan. e que eu devia respeitar mais esse meu lado assim, infantil. porque acaba que ele me ajuda mais do que todos. me ajuda a ter leveza quando as coisas estão pesadas. a achar graça no que não deveria ter. a ver ternura onde não precisa. assim a gente vai enfrentando melhor, talvez. talvez assim a gente continue vivendo sem nem perceber quão difícil está sendo...
9.3.05
8.3.05
ando sem a menor capacidade de concentração. tentando ao menos descansar e me distrair, fui ao cinema já duas vezes. detestei os dois filmes. me deram cócegas nas pernas de vontade de sair dali. não sei se mais gente gostou. acredito que sim, eles até foram indicados ao oscar e coisas afim. mas achei chatos. closer e sideways. cada um de seu jeito, achei falhos. achei moralistas. achei que tratam de um assunto que me interessa minimamente, a sexualidade masculina. não me interesso muito por ela e não acho que homens e mulheres sejam seres assim tão separados no mundo. não acho que sexualidade é limpa e renovada com o casamento ou que a mulher certa salva o homem. isso é machismo nu e cru. simples assim. não vou dizer pra ninguém não ver. de repente, até interessa a alguém. a mim...
3.3.05
estou de férias. a serem aproveitadas terminando a tal da pós. e descansando... não devo escrever aqui sempre, porque estarei gastando meu latim em outras praias.... e escrever cansa. cansa muito. e eu ainda tenho uns casamentos pra ir. e queria emagrecer. essas férias precisam ser muito longas pra tudo que eu preciso e quero fazer...
24.2.05
ontem z foi de bendito fruto. tava engraçado. aquela mesa, com aquele bando de mulher, e ele só ouvindo... melhor foi a princesa explicando que hoje em dia a gente é muito mais light... acho que ele nem quis saber o que não era light...
ando com implicância com o ancelmo gois. não há de ser nada. mas alguém ainda acha que o niemeyer é tudo isso? o verbo deveria ser usado no passado, pra começar. ele foi muita coisa. é um ícone. como arquiteto, hoje em dia, é um pastiche de si mesmo. fora isso, hoje ele comemora um prédio do niemeyer que vai sair do papel na itália, ganhando uma causa contra uma ong ambientalista. funciona assim: se destrói o meio ambiente dos outros, mas o projeto é brasileiro, é legal, é maravilhoso. se destrói o nosso meio ambiente, mas o projeto é dos outros, é um absurdo e um crime ambiental. raciocínio cristalino.
23.2.05
Preparação para a Morte
Manuel Bandeira
A vida é um milagre.
Cada flor,
Com sua forma, sua cor, seu aroma,
Cada flor é um milagre.
Cada pássaro,
Com sua plumagem, seu vôo, seu canto,
Cada pássaro é um milagre.
O espaço, infinito,
O espaço é um milagre.
O tempo, infinito,
O tempo é um milagre.
A memória é um milagre.
A consciência é um milagre.
Tudo é milagre.
Tudo, menos a morte.
Bendita a morte,
que é o fim de todos os milagres!
Manuel Bandeira
A vida é um milagre.
Cada flor,
Com sua forma, sua cor, seu aroma,
Cada flor é um milagre.
Cada pássaro,
Com sua plumagem, seu vôo, seu canto,
Cada pássaro é um milagre.
O espaço, infinito,
O espaço é um milagre.
O tempo, infinito,
O tempo é um milagre.
A memória é um milagre.
A consciência é um milagre.
Tudo é milagre.
Tudo, menos a morte.
Bendita a morte,
que é o fim de todos os milagres!
PASÁRGADA
Manuel Bandeira
Vou-me embora para Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá terei a mulher que quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora para Pasárgada
Vou-me embora para Pasárgada
Aqui eu não sou feliz.
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca da Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe d’água
Para me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora para Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostituta bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
-Lá sou amigo do rei-
Terei a mulher que quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora para Pasárgada
Manuel Bandeira
Vou-me embora para Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá terei a mulher que quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora para Pasárgada
Vou-me embora para Pasárgada
Aqui eu não sou feliz.
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca da Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe d’água
Para me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora para Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostituta bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
-Lá sou amigo do rei-
Terei a mulher que quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora para Pasárgada
e se fosse tudo largado e eu fosse viver de brisa? ando pensando nisso tanto. ir viver no nordeste, anarina... ai que saudades daquelas terras. das praias, dos maracatus, do carnaval daquelas terras. saudades de comer caranguejo na praia. e de todos comerem caranguejo, veja como a cultura é diferente. não é selvageria dar com o porrete no caranguejo quebrando a casca. e comer um vatapá na beira da piscina. e me entupir de carne de sol. e feijão de corda. e andar pela beira daquele areal enorme. e ser feliz como só de férias a gente consegue ser. porque eu tenho andado com tanto por fazer que férias me parecem uma coisa assim tão virtual e distante...
22.2.05
eu nunca gostei muito da danuza leão. mas dessa vez ela se superou. conseguiu, em um só artigo, ofender os portadores de deficiência, as mulheres, os homens, e deve ter um subtexto que ofende os homossexuais, tenho certeza. um horror isso. tô passada com tanto preconceito...
My Fair Lady
Music: Frederick Loewe
Lyrics: Alan Jay Lerner
Book: Alan Jay Lerner
Film: 1964
ELIZA
All I want is a room somewhere;
Far away from the cold night air.
With one enormous chair;
Oh wouldn't it be loverly?
Lots of choc'late for me to eat;
Lots of coal makin' lots of heat;
Warm face, warm hands, warm feet,
Oh wouldn't it be loverly?
Oh, so loverly sittin' abso-bloomin'lutely still!
I would never budge 'till
Spring crep over me winder sill.
Someone's head restin' on my knee;
Warm and tender as he can be,
Who takes good care of me;
Oh wouldn't it be loverly?
Loverly, loverly, loverly, loverly.
CHORUS
All I want is a room somewhere;
Far away from the cold night air.
With one enormous chair;
ELIZA
Oh wouldn't it be loverly?
Lots of choc'late for me to eat;
Lots of coal makin' lots of heat;
Warm face, warm hands, warm feet,
Oh wouldn't it be loverly?
Oh, so loverly sittin' abso-bloomin'lutely still!
I would never budge 'till
Spring crep over me winder sill.
Someone's head restin' on my knee;
Warm and tender as he can be,
Who takes good care of me;
Oh wouldn't it be loverly?
CHORUS
Loverly,
ELIZA
Loverly,
CHORUS
Loverly.
ELIZA
Oh wouldn't it be loverly?
CHORUS
Loverly,
ELIZA
Loverly,
CHORUS
Loverly.
Wouldn't it be loverly?
Music: Frederick Loewe
Lyrics: Alan Jay Lerner
Book: Alan Jay Lerner
Film: 1964
ELIZA
All I want is a room somewhere;
Far away from the cold night air.
With one enormous chair;
Oh wouldn't it be loverly?
Lots of choc'late for me to eat;
Lots of coal makin' lots of heat;
Warm face, warm hands, warm feet,
Oh wouldn't it be loverly?
Oh, so loverly sittin' abso-bloomin'lutely still!
I would never budge 'till
Spring crep over me winder sill.
Someone's head restin' on my knee;
Warm and tender as he can be,
Who takes good care of me;
Oh wouldn't it be loverly?
Loverly, loverly, loverly, loverly.
CHORUS
All I want is a room somewhere;
Far away from the cold night air.
With one enormous chair;
ELIZA
Oh wouldn't it be loverly?
Lots of choc'late for me to eat;
Lots of coal makin' lots of heat;
Warm face, warm hands, warm feet,
Oh wouldn't it be loverly?
Oh, so loverly sittin' abso-bloomin'lutely still!
I would never budge 'till
Spring crep over me winder sill.
Someone's head restin' on my knee;
Warm and tender as he can be,
Who takes good care of me;
Oh wouldn't it be loverly?
CHORUS
Loverly,
ELIZA
Loverly,
CHORUS
Loverly.
ELIZA
Oh wouldn't it be loverly?
CHORUS
Loverly,
ELIZA
Loverly,
CHORUS
Loverly.
Wouldn't it be loverly?
eu não aguento mais o chato do ancelmo gois falando do inglês no itamaraty. o cara ouve o galo cantar, não sabe onde, e faz uma tempestade. até hoje ele ainda fala disso. como se fosse algo assim, de diminuição da concorrência da prova. não é. a prova, aparentemente, pelo menos, se alguém ler o edital, ficou mais racional pros que corrigem. e agora não interessa mais passar em inglês. a pessoa tem de saber, e bem, todas as outras matérias. na verdade, aparentemente, a prova ficou mais exigente. até porque o tão propagado aumento de vagas não aconteceu...
21.2.05
esse é um post que quase não foi. pensei muito se ele ia existir. mas ele existe. ontem meu irmão teria feito 24 anos. e eu esqueci. fiquei estudando o dia inteiro, como a cdf que sou, e esqueci. só lembrei de noite. cheguei em casa, abracei minha mãe. isso explica ainda mais o cansaço que ela tem sentido. engraçado isso. a gente se protege tanto pra não se machucar que apaga as datas que magoam. não lembro o dia que ele morreu no calendário. lembro que era domingo de páscoa. e que passava o show dos rolling stones na tv.
18.2.05
quinta feira de cinzas. vindo pro trabalho, no largo do machado avisto (eu e o resto do largo) uma moça de bikini agarrada a um gringo. pra fingir qe estava vestida, um lenço de croche com os pontos muito abertos. parecido com esses cachecóis que estão na moda, meio brilhosos. e o bikini era pequeno. e o lenço também. e o mendigo na minha frente, um dos muitos a virar pra ver o casal, fala, meio sem jeito: mas o carnaval já acabou...
lendo o noturno da lapa. me divirto com as estórias de um lugar que eu não conheci. ainda mais com um dos personagens sendo meu avô, que também não conheci. ri ao me deparar com uma estorinha que pra mim só aconteceria pós-celular. estavam todos à mesa do túnel da lapa(parecia simpático o lugar). lá pelo décimo chopp, meu avô sente falta de um amigo e comenta. luis martins pega o telefone na mesma hora e liga pro cara. que estava de pijamas em casa, claro. imagina que ele pegou o telefone do bar pra ligar pro cara. e que hoje em dia a gente pega o celular. mas é a mesma coisa. como ele diz, tentando se justificar de ter acordado o pobre moço, é que eu sou um ser gregário...
17.2.05
reler fernando pessoa num dia de alergia e ressaca... ficar feliz porque alguém escreveu isso. tem mais pra ler... ando lendo kavafis. relendo anais nin. acho que tô lendo mais que aguento. acho que tô sendo mais que aguento. vida social, trabalho e meus estudos estão me cobrando um pedágio. fim de semana me enfurno em casa. preciso escrever a tal da dissertação...
Ela canta, pobre ceifeira
Fernando Pessoa
Ela canta, pobre ceifeira,
Julgando-se feliz talvez;
Canta, e ceifa, e a sua voz, cheia
De alegre e anônima viuvez,
Ondula como um canto de ave
No ar limpo como um limiar,
E há curvas no enredo suave
Do som que ela tem a cantar.
Ouvi-la alegra e entristece,
Na sua voz há o campo e a lida,
E canta como se tivesse
Mais razões pra cantar que a vida.
Ah, canta, canta sem razão !
O que em mim sente 'stá pensando.
Derrama no meu coração a tua incerta voz ondeando !
Ah, poder ser tu, sendo eu !
Ter a tua alegre inconsciência,
E a consciência disso ! Ó céu !
Ó campo ! Ó canção ! A ciência
Pesa tanto e a vida é tão breve !
Entrai por mim dentro ! Tornai
Minha alma a vossa sombra leve !
Depois, levando-me, passai !
Fernando Pessoa
Ela canta, pobre ceifeira,
Julgando-se feliz talvez;
Canta, e ceifa, e a sua voz, cheia
De alegre e anônima viuvez,
Ondula como um canto de ave
No ar limpo como um limiar,
E há curvas no enredo suave
Do som que ela tem a cantar.
Ouvi-la alegra e entristece,
Na sua voz há o campo e a lida,
E canta como se tivesse
Mais razões pra cantar que a vida.
Ah, canta, canta sem razão !
O que em mim sente 'stá pensando.
Derrama no meu coração a tua incerta voz ondeando !
Ah, poder ser tu, sendo eu !
Ter a tua alegre inconsciência,
E a consciência disso ! Ó céu !
Ó campo ! Ó canção ! A ciência
Pesa tanto e a vida é tão breve !
Entrai por mim dentro ! Tornai
Minha alma a vossa sombra leve !
Depois, levando-me, passai !
QUINTA / D. SEBASTIÃO, REI DE PORTUGAL
Fernando Pessoa
Louco, sim, louco, porque quis grandeza
Qual a Sorte a não dá.
Não coube em mim minha certeza;
Por isso onde o areal está
Ficou meu ser que houve, não o que há.
Minha loucura, outros que me a tomem
Com o que nela ia.
Sem a loucura que é o homem
Mais que a besta sadia,
Cadáver adiado que procria?
Fernando Pessoa
Louco, sim, louco, porque quis grandeza
Qual a Sorte a não dá.
Não coube em mim minha certeza;
Por isso onde o areal está
Ficou meu ser que houve, não o que há.
Minha loucura, outros que me a tomem
Com o que nela ia.
Sem a loucura que é o homem
Mais que a besta sadia,
Cadáver adiado que procria?
16.2.05
muito pra fazer. mas confesso que depois do meu horário de almoço, falta coragem. derramei comida, tive de trocar de roupa, inda bem que tava almoçando na minha tia. machuquei o nariz e tropecei na porta da geladeira. voltando de comprar uma coca na esquina, caiu frutinha da árvore em mim... falta alguma coisa?
pequenos gestos vão parecendo enormes coisas. minha vó hoje me puxou pra perto dela. pegou meu pescoço com a mão esquerda, puxou meu rosto e encostou os lábios na minha testa. não é nada. mas pra mim pareceu muito. depois ela sorru pra mim e segurou minha cabeça do lado da dela... pequenas coisas, pequenos gestos...
nem vou falar sobre a eleição da camara. sobre o absurdo que é existir voto fechado numa instituição que deveria ser fiscalizada por quem elegeu ela. da bobagem que foi eleger esse cara só por causa de desorganização do pt. não vou falar porque me chateou demais a incompetência e a ganância desse povo todo...
15.2.05
o pobre do michael jackson é julgado de novo. sinceramente, ele poderia até ser preso, mas em alguma intituição psiquiátrica. visivelmente ele não bate bem da bola, não precisa nem conhecer a figura. preso devia ser o pai da criança. aliás, os pais de qualquer criança que deixassem elas soltas com o doido do michael jackson...
a parte ruim de se ir a livraria é a sensação de criança em loja de doce. não posso comprar tudo que quero, até porque não há dinheiro que chegue... e assim acabo me decidindo por não comprar nada. até porque tenho de comprar alguns livros pra pós, assim devo esgotar minha grana para livros rápido...
noite agradabilíssima, tanto quanto inesperada. ia encontrar uma amiga pra um chopp perto do trabalho cedo. as duas tiveram compromissos, o chopp passou de 6 pra 8 da noite. encontrei ela e decidimos tomar um café. eis que, jogando conversa fora, aparece outra amiga, que pensava em ir ao cinema. fomos à travessa, e jogamos horas de conversa fora, além de trocarmos presentes muito atrasados umas com as outras... era exatamente o que eu precisava para chegar em casa e dormir o sono dos justos...
14.2.05
O MAR SERENOU
Candeia
O mar serenou
Quando ela pisou na areia (Bis)
Quem samba na beira do mar
É sereia
O pescador não tem medo
É segredo se volta ou se fica
No fundo do mar
Ao ver a morena bonita
Sambando se explica que não vai pescar
Deixa o mar serenar
O mar serenou
Quando ela piscou na areia (Bis)
Quem samba na beira do mar
É sereia
A lua brilhava vaidosa
De si orgulha e prosa
Com que Deus lhe deu
Ao ver a morena sambando
Foi-se acabrunhando
Então adormeceu (o sol apareceu)
O mar serenou
Quando ela pisou na areia (Bis)
Quem samba na beira do mar
É sereia
Um frio danado
Que vinha do lado, gelado
Que o povo até se intimidou
Morena aceitou o desafio
Sambou e o frio
Sentiu seu calor ( o samba esquentou)
O mar serenou
Quando ela pisou na areia (Bis)
Quem samba na beira do mar
É sereia
Candeia
O mar serenou
Quando ela pisou na areia (Bis)
Quem samba na beira do mar
É sereia
O pescador não tem medo
É segredo se volta ou se fica
No fundo do mar
Ao ver a morena bonita
Sambando se explica que não vai pescar
Deixa o mar serenar
O mar serenou
Quando ela piscou na areia (Bis)
Quem samba na beira do mar
É sereia
A lua brilhava vaidosa
De si orgulha e prosa
Com que Deus lhe deu
Ao ver a morena sambando
Foi-se acabrunhando
Então adormeceu (o sol apareceu)
O mar serenou
Quando ela pisou na areia (Bis)
Quem samba na beira do mar
É sereia
Um frio danado
Que vinha do lado, gelado
Que o povo até se intimidou
Morena aceitou o desafio
Sambou e o frio
Sentiu seu calor ( o samba esquentou)
O mar serenou
Quando ela pisou na areia (Bis)
Quem samba na beira do mar
É sereia
11.2.05
10.2.05
o domingo foi especialmente surrealista. os celulares acabavam na minha bolsa, deus sabe como (deve ser a mania de andar de bolsa no carnaval). e a mãe de uma amiga cismou que de tanto ligar ela ia se materializar na minha frente. só pode ser isso. eu tentando comer e ela me ligando. serviu pra acabar com a dor de cotovelo que me consumia, mas foi só.
4.2.05
cenas surrealistas. uma sueca passando mal. um cara fantasiado de rena. minha amiga irritada e com medo de molhar o pé. a noite vem em recortes. cansaço. meu vestido ainda está molhado. muita água. uma criança que falava bobagens e apitava uma buzina no meio do boteco, único lugar medianamente seco...
3.2.05
tem doido pra tudo nesse mundo. um cara entrou na comunidade do cola guaraná jesus (o sonho cor de rosa das crianças) pra dizer que precisamos fazer um abaixo assinado para mudar o nome do refrigerante, afinal, é uma heresia um refrigerante se chamar jesus, o nome do senhor... cada um pra perder tempo com cada coisa...
BESTA É TU
novos baianos (deve ter um autor, mas não achei...)
Besta é tu, besta é tu
Se não há outro mundo
Porque não viver
Viver esse mundo
Porque viver
Viver outro mundo
E pra ter outro mundo
E preci, necessário
Viver, viver
Contando em 99 coisa
Olha só, olha só
O Maracá domingo
O perigo na rua
O brinquedo, o menino
A morena do rio
Pela morena eu passo ano
olhando o rio
Eu não posso com um simples requebro
Eu não posso, não quebro
Entrego o outro
Mas isso é só
Porque ela se derrete toda
So porque eu sou baiano
novos baianos (deve ter um autor, mas não achei...)
Besta é tu, besta é tu
Se não há outro mundo
Porque não viver
Viver esse mundo
Porque viver
Viver outro mundo
E pra ter outro mundo
E preci, necessário
Viver, viver
Contando em 99 coisa
Olha só, olha só
O Maracá domingo
O perigo na rua
O brinquedo, o menino
A morena do rio
Pela morena eu passo ano
olhando o rio
Eu não posso com um simples requebro
Eu não posso, não quebro
Entrego o outro
Mas isso é só
Porque ela se derrete toda
So porque eu sou baiano
ontem foi um dia de ressaca. muita ressaca. mas acho que passou... hoje acordei feliz. me achnado uma pessoa cheia dos amigos. honrada com eles terem ido me encontrar mesmo não gostando daquilo tudo. feliz por ter estado e falado com eles. por ter recebido lembranças. por ter dançado. e bebido (tá, nisso eu podia ter maneirado, mas era meu aniversário). e ter esquecido que, pra variar, minha vida tá uma zorra...
2.2.05
DIA DOIS DE FEVEREIRO
Dorival Caymmi
Dia 2 de fevereiro
Dia de festa no mar
Eu quero ser o primeiro
Pra salvar Iemanjá
Dia 2 de fevereiro
Dia de festa no mar
Eu quero ser o primeiro
Pra salvar Iemanjá
Escrevi um bilhete a ela
Pedindo pra ela me ajudar
Ela então me respondeu
Que eu tivesse paciência de esperar
O presente que eu mandei pra ela
De cravos e rosas vingou
Chegou, chegou, chegou
Afinal que o dia dela chegou
Chegou, chegou, chegou
Afinal que o dia dela chegou
Dia 2 de fevereiro
Dia de festa no mar
Eu quero ser o primeiro
A saudar Iemanjá
Dorival Caymmi
Dia 2 de fevereiro
Dia de festa no mar
Eu quero ser o primeiro
Pra salvar Iemanjá
Dia 2 de fevereiro
Dia de festa no mar
Eu quero ser o primeiro
Pra salvar Iemanjá
Escrevi um bilhete a ela
Pedindo pra ela me ajudar
Ela então me respondeu
Que eu tivesse paciência de esperar
O presente que eu mandei pra ela
De cravos e rosas vingou
Chegou, chegou, chegou
Afinal que o dia dela chegou
Chegou, chegou, chegou
Afinal que o dia dela chegou
Dia 2 de fevereiro
Dia de festa no mar
Eu quero ser o primeiro
A saudar Iemanjá
1.2.05
31.1.05
fui ver os sonhadores. achei assim mais ou menos. pode parecer sacrilégio, mas achei antigo. e a relação dos irmãos é só creepy. torta. aliás, nem tem muita importância, a não ser em cenas puxando mais pro escatológico que pro sensual, pelo menos pra mim. não que eu não me identifique com o personagem vez ou outra. não que eu não ame keaton e não possa passar dias falando por que ele é melhor que o chaplin (homem e máquina, a melhor comparação). keaton é triste. chaplin não se sabe. mas tem um quê de esperançosos que pra mim o coloca depois. keaton é só triste. mas de repente foi isso. a identificação com algo tão antigo, tão passado. olhar maio de 68 e saber que passou. que a gente não pode mais mudar o mundo. e que não pode por que perdeu muito tempo pensando e discutindo como fazer isso dentro do quarto...
fim de semana cheio de coisas sem muito que me interessasse realmente... casamento meio mais ou menos, com a vantagem de ter muita bebida, o que fez ele ficar quase bom depois da quinta caipisaquê. minha vó foi pro quarto, depois de duas semanas na uti. semi-intensivo ainda, mas quarto. melhor, aparentemente. eu fico aflita de ver ela assim. queria poder conversar com ela. queria que ela respondesse. ela tinha horror a isso. a estar inconsciente e ser cuidada dessa forma. a ter possibilidade de levar choque pra ressucitar o coração. eu não queria ver ela assim. mas preciso dar um jeito de lidar melhor com isso. de ajudar minha mãe e minhas tias. de procurar estar não muito triste. amanhã é meu aniversário. e vou tentar estar feliz.
28.1.05
Ne me quitte pas
Jacques Brel 1959
Ne me quitte pas
Il faut oublier
Tout peut s'oublier
Qui s'enfuit déjà
Oublier le temps
Des malentendus
Et le temps perdu
A savoir comment
Oublier ces heures
Qui tuaient parfois
A coups de pourquoi
Le cœur du bonheur
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Moi je t'offrirai
Des perles de pluie
Venues de pays
Où il ne pleut pas
Je creuserai la terre
Jusqu'après ma mort
Pour couvrir ton corps
D'or et de lumière
Je ferai un domaine
Où l'amour sera roi
Où l'amour sera loi
Où tu seras reine
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Je t'inventerai
Des mots insensés
Que tu comprendras
Je te parlerai
De ces amants-là
Qui ont vu deux fois
Leurs cœurs s'embraser
Je te raconterai
L'histoire de ce roi
Mort de n'avoir pas
Pu te rencontrer
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
On a vu souvent
Rejaillir le feu
D'un ancien volcan
Qu'on croyait trop vieux
Il est paraît-il
Des terres brûlées
Donnant plus de blé
Qu'un meilleur avril
Et quand vient le soir
Pour qu'un ciel flamboie
Le rouge et le noir
Ne s'épousent-ils pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Je ne vais plus pleurer
Je ne vais plus parler
Je me cacherai là
A te regarder
Danser et sourire
Et à t'écouter
Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir
L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main
L'ombre de ton chien
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas.
Jacques Brel 1959
Ne me quitte pas
Il faut oublier
Tout peut s'oublier
Qui s'enfuit déjà
Oublier le temps
Des malentendus
Et le temps perdu
A savoir comment
Oublier ces heures
Qui tuaient parfois
A coups de pourquoi
Le cœur du bonheur
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Moi je t'offrirai
Des perles de pluie
Venues de pays
Où il ne pleut pas
Je creuserai la terre
Jusqu'après ma mort
Pour couvrir ton corps
D'or et de lumière
Je ferai un domaine
Où l'amour sera roi
Où l'amour sera loi
Où tu seras reine
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Je t'inventerai
Des mots insensés
Que tu comprendras
Je te parlerai
De ces amants-là
Qui ont vu deux fois
Leurs cœurs s'embraser
Je te raconterai
L'histoire de ce roi
Mort de n'avoir pas
Pu te rencontrer
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
On a vu souvent
Rejaillir le feu
D'un ancien volcan
Qu'on croyait trop vieux
Il est paraît-il
Des terres brûlées
Donnant plus de blé
Qu'un meilleur avril
Et quand vient le soir
Pour qu'un ciel flamboie
Le rouge et le noir
Ne s'épousent-ils pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Je ne vais plus pleurer
Je ne vais plus parler
Je me cacherai là
A te regarder
Danser et sourire
Et à t'écouter
Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir
L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main
L'ombre de ton chien
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas.
27.1.05
em tempo: direitos humanos não incluem somente os direitos políticos e as liberdades individuais. incluem os direitos sociais. que vêm a ser o direito à comida, à educação, a uma casa pra morar, a roupas pra se aquecer, a um trabalho. tão importante quanto poder falar é ter o que falar. é saber falar. é viver.
eu descobri que o bono agradeceu os governos que nos salvaram do facismo e do comunismo. veja bem. do comunismo. eu sei que é antiquado ser marxista. antiquado acreditar no tal do social. mas eu acredito. e fiquei passada. eu gostava do u2. achava legal eles serem tão orgulhosamente irlandeses. e cada dia tenho mais horror a nacionalidades. nos deram duas guerras mundiais. sem contar outras menores. não servem pra muita coisa. olha só eu, a menina que cada dia gosta mais de relações internacionais falando isso. mas é verdade. e vamos combinar, a custa de quantas vidas na preciosa áfrica do bono foi essa vitória contra o comunismo. fora da europa e dos eua, todos sofremos nessa guerra. a áfirca mais do que todos. perguntem a angola. às minas terrestres que sobraram pelo continente inteiro. ao que sobrou do cambodja, o que acharam da vitória contra o comunismo. perguntem aos desaparecidos na américa latina inteira. aos filhos deles criados por militares na argentina. pode soar panfletário, mas a tal da guerra fria deixou cicatrizes expostas. no afeganistão. no iraque, tão incentivado pelos eua. no osama que foi financiado pra lutar contra os soviéticos. eu fico passada com isso. com as pessoas ainda terem um raciocínio assim tão fechado. sei que é cultural. que foi o que ele aprendeu na escola. assim como o que eu aprendi foi irremediavelmente influenciado por marx e por sua luta de classes. mas eu acho errado achar que se ganhou alguma coisa com a guerra entre os eua e a urss. todos perdemos. todos menos a europa e os eua. o bono tá nessa. por isso pode ser bonzinho. por isso pode estar em davos e não em porto alegre. por isso pode pedir pelos pobres coitados menores do que ele. e ser corajoso. e fazer campanha pro bush. alguém aí quer um cd do u2?
26.1.05
rapidamente tirei os cistos... oito horas cheguei na clínica, meio dia cheguei em casa. dormi o dia quase todo. a cabeça ainda dói, mas a novalgina tem segurado isso. o enjôo é que é pior pra mim. fiquei impressionada que não rasparam a cabeça. e que eu tenho de lavar o cabelo com soapex. e que não vão tirar os pontos na segunda. dói...
24.1.05
eu devia ter procurado apartamento. eu devia ter estudado. mas os últimos dias tem sido meio montanha russa. não sei o que s. tanto quer conversar hoje, pra cereja do sundae. já que amanhã eu tiro os cistos, não posso conversar muito tempo. 10 horas tenho de ir dormir... 8 da manhã entro na faca. ixpetáculo. morro de medo disso. mas quarta a vida volta ao normal. volto a procurar. volto a estudar. e tudo tem de ser feito a toque de caixa... afinal, queria resolver as coisas antes do carnaval, pelo menos em parte...
21.1.05
ainda estou cansada. mas as coisas aparentemente estão ficando mais calmas. ainda não quero festa no aniversário. mas já não penso em não fazer nada e me trnacar em casa. sempre gostei de aniversários. e não canso de falar isso. mas quero algo low profile... um barzinho pra tomar chopp pode ser. mais que isso... fica pros 30 anos.
18.1.05
dias cinzas. palavras que soam errado, apesar de, na verdade, eu não ter nem certeza do que elas querem dizer. ouvir isso tudo e tentar decodificar. e ficar muito cansada. desde quinta a sensação de cansaço tem sido difícil de driblar. a tensão. não saber direito das coisas. e uma força enorma para não me paralisar por ansiedade, coisa tão fácil pra mim. mas teve aula no meio do caminho. e eu vou ter de sentar e estudar, esquecendo um pouco da tal tensão, se é que eu consigo. a família inteira junta, escutando e tentando decodificar é meio estranho. as pessoas aprendendo a lidar com a realidade é engraçado. ainda mais quando elas faziam esforço assim tão grande para não vê-la. e a realidade é que vou ter de continuar esperando. e aturando a família junta. porque esperar nunca devia ser tão ruim assim...
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