17.12.04

resolvi aderir à filosofia do andy warhol, ou à filosofia do so what. ele disse que a vida dele melhorou muito depois que ele resolveu isso. funciona assim: bateu o carro? so what? cortou o dedo? so what? se casou? so what?

verdade, tira muito da emoção do mundo. mas muito das preocupações também. de repente, tudo fica mais simples assim...
tô falante hoje. merecendo o título antigo do blog. aliás, ninguém se pronunciou sobre a troca. acho que vou por os dois ali em cima...
me falaram que minha prima cismou que quer por peito... era só o que me faltava agora... nunca imaginei que ela realmente sentisse falta de alguma coisa...
não consegui assistir a palestra. parece que o cara explicou muita coisa sobre a proporção áurea. achei que ninguém mais falava disso. juro. achei que ela tava morta e enterrada em algum lugar lé pelos anos 30, ou pelos 60, no pós moderno, sei lá. aparentemente eu tô errada. o cara não só deu uma palestra sobre isso como anda com um acetatozinho transparente com um risco marcando a seção áurea. se acha algo interessante, põe o papelzinho na frente e fica medindo pra ver se encaixa. se não encaixa, fica tudo feio na hora...
ontem ouvi uma estorinha engraçada. dessas que mostram que eu sou super normal.

imagina que na minha ex escolinha tem um estacionamento. e alguns carros começaram a aparecer riscados. e foram tentar descobrir o que era. depois do terceiro dia que apareceram carros riscados, os seguranças armaram uma tocaia. e viram um senhor, de seus 70 anos, riscando carros. foram falar com ele e ele fugiu. sim, fugiu. e não voltou pra buscar o carro dele no estacionamento até umas 8 da noite. foi avisado de que o diretor queria falar com ele. disse que ele nao fez nada. repetia isso sem parar. mas disse que ia no dia seguinte de terno falar com o diretor. meu amigo, o diretor, disse que vai de bermudas. aparentemente ele só risca carros que param mal na vaga. pode funcionar como uma ameaça. pare seu carro direitinho, se não o riscador maluco vai riscar ele todinho...
a gripe ainda tá me complicando os dias, mas nunca fui de ficar em casa mesmo, entonces vim pra cá. trbalhar faz be, acredito. aliás, sair de casa faz bem. e se eu visse mais um capítulo de barrados ou dawson (eu ia ver se ficasse em casa, acredite), eu pirava.

16.12.04

minha dileta amiga novarino agra tem blog. achei por acaso, assim, do nada. e ela também foi amiga por acaso. herança de ex. virou amiga assim, no meio do bola preta, da primeira vez que a gente se encontrou. dizem que ela é furona e meio louca. dizem coisas semelhantes de mim. acho que a gente se viu umas 3 vezes no último ano. mas é minha amiga queridíssima. enfim, ando assim, fazendo declarações...
descobri ontem uma boa razão pra ver o tal do alexandre. não sou muito fã de megaproduções, mas descobri que o namoradinho do alexandre é feito pelo boneco do jared leto. o menino é lindo. desde que ele era o jordan catalano eu achava ele perfeito. e ele fez réquiem para um sonho e continuou perfeito. e agora faz um homossexual e continua perfeito...
algumas coisas muito me impressionam, por exemplo: o que eu tinha na cabeça ao assitir barrados no baile? e dawson's creek, que ainda por cima é pretensioso? quer dizer, parando pra pensar, dawson's ainda tinhao pacey, que eu continuo achando uma graça, agora barrados... não tem um que se salve...
um dia vendo televisão doente e eu quis arrancar todos os meus cabelos. meus neurônios tavam que nem os do calvin: estourando igual pipoca. dava pra ouvir. desespero absoluto que a tv, que eu gostava tanto, tá cada dia mais imbecil. ou serei eu ficando mais empoada?
sábado eu pensava em ir ao monobloco. enfiar o pé na jaca e dançar até gastar o sapato. mas tenho aniversário de um amigo da faculdade. e amigos são amigos. o monobloco há de tocar outra vez no mam. há de acontecer.
um dia de cama e parece que eu perdi tanta informação no mundo....
aliás, uma manhã no trabalho e parece que eu preciso de mais um dia de cama...

14.12.04

gripe. garganta dói. cabeça dói. quero colo. quero ficar em casa. não quero trabalhar...

13.12.04

pensando alto, eu penso desde semana passada se não ando fazendo muita bobagem na vida. queria ter mais certezas e ser menos impulsiva vez em quando. mas nunca aprendi a ser assim. acho até que desaprendi isso. fui fazendo as coisas, fui perdendo as certezas, fui acreditando em não pensar muito sobre as situações. e vez em quando funciona. vez em quando o que a gente foi fazendo sai tão direitinho, tão redondinho, parece que tudo foi planejado e tudo foi com as certezas necessárias. nem parece que eu não tinha a menor idéia do que eu estou fazendo. mas agora eu não sei. não sei como vai sair. só posso esperar que vai dar certo. porque eu tô indo. sem pensar. sem certezas, só fazendo. só continuando. e eu acho que tá tudo como deveria estar. mas ainda tenho um medinho. a tal da falta de certeza. a tal da pouca confiança...
trabalhnado, tentando estudar... com a minha dispersão dos últimos dias, tarefa complicada. mas vai, consegui escrever. domingo, com bloqueio, decido ir passear na festa de m com minha mãe. ela tinha falado que era o natal dos cachorros. eu não imaginei literal. cachorros andando pela casa. lembrancinhas pros cachorros. inacreditável.

10.12.04

porque ontem ele não sabia que a tigresa era a sônia braga (aliás, a personagem se encaixa tanto nela...). e eu percebi que eu sei todas essas fofocas de música. que a camaleoa é a regina casé. que o leãozinho é o dadi. que sexo e amizade era a relação dele com a paula lavigne. branquinha a paula lavigne. vera gata, a vera zimermam. e tem alguém que é o eclipse oculto. agora não me ocorre. mas não é nenhum orgulho. e todo mundo tem o seu eclipse oculto pessoal também. que eu já misturei os autores, mas não tem importância. gosto dos personagens das músicas. e quando era adolescente queria que fizessem uma pra mim. coisa pouca, super modesta eu. mas eu queria uma destas, de personagem. só a declaração...
Tigresa
Caetano Veloso

Uma tigresa de unhas negras e íris cor de mel
Uma mulher, uma beleza que me aconteceu
Esfregando a pele de ouro marrom do seu corpo contra o meu
Me falou que o mal é bom e o bem cruel

Enquanto os pelos dessa deusa tremem ao vento ateu
Ela me conta com certeza tudo o que viveu
Que gostava de política em mil novecentos e sessenta e seis
E hoje dança no frenetic Dancin’ Days
Ela me conta que era atriz e trabalhou no Hair
Com alguns homens foi feliz, com outros foi mulher
Que tem muito ódio no coração, que tem dado muito amor
E espalhado muito prazer e muita dor

Mas ela ao mesmo tempo diz que tudo vai mudar
Porque ela vai ser o que quis inventando um lugar
Onde a gente e a natureza feliz
Vivam sempre em comunhão
E a tigresa possa mais do que o leão

As garras da felina me marcaram o coração
Mas as besteiras de menina que ela disse, não
E eu corri pro violão, num lamento, e a manhã nasceu azul
Como é bom poder tocar um instrumento
na verdade, vez em quando tenho certeza que eu deveria acreditar menos. esperar menos. eu me decepcionaria menos. me afligiria menos. eu deveria talvez acreditar mais em mim e menos nas gentes. que as gentes são ótimas. mas eu é que deveria ter a força. ter a capacidade. não os outros. eu nunca acho que eu vou fazer. mas sempre acredito nos outros. sempre tenho um que de esperança. porque eu me agarro na déia que o mundo ia ser tão mais difícil sem ela...
Odara
Caetano Veloso

Deixa eu dançar
Pro meu corpo ficar odara
Minha cara
Minha cuca ficar odara
Deixe eu cantar
Que é pro mundo ficar odara
Pra ficar tudo jóia rara
Qualquer coisa quese sonhara
Canto e danço que dará
o filme se repete na minha frente. e eu ajo como se não tivesse nenhum controle sobre o que está acontecendo. e vez em quando até sinto como se fosse verdade, e me dá uma certa angústia. chove, sair do bar, andar até o carro. chegar, sentar no sofá e ouvir música. dessa vez não era betânia que controlava o tocadiscos. era ella e caetano. queria ouvir odara, depois do outro dia. conversa jogada fora. a sensação de descontrole continua. a sensação de que existe um jeito das coisas serem mais simples. porque elas não seriam?

9.12.04

tem dias que a vontade é começar de novo. tudinho. vamos lá, volta pra cama, acorda de novo... tudo do zero. porque parece, como dizia um amigo, que deus me odeia e lembrou que eu existo. porque tudo que a gente toca dá errado de algum jeito. porque fica tudo difícil. mas a única saída é continuar indo em frente, tentando resolver as coisas, e tentando ver se em algum momento parece que a gente acordou de novo e tudo veio certo dessa vez...
ihh... agora o blogger não me dá mais todas as opções...
olha que o dia começou difícil. quase, quase parti pra briga física com o homem da gráfica. o que me impediu foi o fato dele estar do outro lado da linha telefônica, em campo grande, acho... o cara me chamou de mentirosa pra baixo, nunca tinha visto isso. a vantagem é que corre o boato que em tpm a pena é atenuada...

8.12.04

eu falei que tô em ritmo de caetano desde ontem, não falei? cantando pra ficar odara, pra esquecer da vida e não me preocupar com o que é inevitável. pra não lembrar que eu fico trsite no fim de ano, pra lembrar que eu adoro natal, adoro presépios e árvores. pra esquecer que a minha vida tá uma zona, pra lembrar que eu sei onde eu quero ir pela primeira vez em anos... e tenho até plano b pra onde eu não sei se quero ir. pra lembrar que tenho amigos e amores e família. e que eu gosto deles, e eles de mim. pra esquecer que tem gente que não precisava existir (tenho meus desafetos). pra esquecer que tem gente que podia ainda existir. pra saber o que fazer com isso. pra pensar nos que estão longe. pra esquecer toda essa filosofia barata das músicas do caetano, e saber que a gente tem mais é que cantar mesmo...
Giulietta Masina
Caetano Veloso

Pálpebras de neblina
Pele d’alma
Lágrima negra tinta
Lua lua lua lua
Giulietta Masina

Ah, puta de uma outra esquina
Ah, minha vida sozinha
Ah, tela de luz puríssima

(Existirmos a que será que se destina?)

Ah, Giulietta Masina
Ah, vídeo de uma outra luz

Pálpebras de neblina
Pele d’alma
Giulietta Masina
Aquela cara é o coração de Jesus

© Editora Gapa
Branquinha
Caetano Veloso

Eu sou apenas um velho baiano
Um fulano, um caetano, um mano qualquer
Vou contra a via, canto contra a melodia
Nado contra a maré
Que é que tu vê, que é que tu quer,
Tu que é tão rainha?
Branquinha
Carioca de luz própria, luz
Só minha
Quando todos os seus rosas nus
Todinha
Carnação da canção que compus
Quem conduz
Vem, seduz
Este mulato franzino, menino
Destino de nunca ser homem, não
Este macaco complexo
Este sexo equívoco
Este mico-leão
Namorando a lua e repetindo:
A lua é minha
Branquinha
Pororoquinha, guerreiro é
Rainha
De janeiro, do Rio, do onde é
Sozinha
Mão no leme, pé no furacão
Meu irmão
Neste mundo vão
Mão no leme, pé no carnaval
Meu igual
Neste mundo mau

7.12.04

verborrágica, tagarela. estou hoje. profundamente verborrágica. cuidado comigo... vou sair falando mais do que devo, mais do que queria... pior que falo pra quem quer e pra quem não quer ouvir. a tal da censura, o tal do superego estavam em falta quando nasci, deve ser isso. eu devia, por essa lógica, conhecer meus sonhos e ser feliz, mas não é assim. a minha censura só é diferente...
acordo, ligo a tv. disso todos já sabem, acho... tomo banho e vou me vestir. assim que olho, está passando parapluies de cherbourg. filme ícone. é fantasticamente kitsch. com a nata do cinema francês, mas kitsch como só um bom francês sabe ser, quando exagera. as cores sempre em contraste das roupas dos personagens. a parede combinando com o chapéu. a fala sempre musicada. é fantástico. inteiro fantástico. quase desisti de vir pro trabalho e fiquei ali, olhando caterine deneuve fazendo papel de cantora...
me inspiraram a cantar essa música. e eu sei que o dia era pra ser do tom. mas eu tô em ritmo de caetano desde que acordei...
olhar pro lado e saber que hegel me deprime. e esquecer que ele me deprime e começar a escrever o diabo do trabalho, que já tem quase uma lauda das 7 necessárias...
Paula e Bebeto
Milton Nascimento/Caetano Veloso

Ê vida vida que amor brincadeira, à vera
Eles amaram de qualquer maneira, à vera
Qualquer maneira de amor vale a pena
Qualquer maneira de amor vale amar
Pena que pena que coisa bonita, diga
Qual a palavra que nunca foi dita, diga
Qualquer maneira de amor vale aquela
Qualquer maneira de amor vale amar
Qualquer maneira de amor vale a pena
Qualquer maneira de amor valerá
Eles partiram por outros assuntos, muitos
Mas no meu canto estarão sempre juntos, muito
Qualquer maneira que eu cante esse canto
Qualquer maneira me vale cantar
Eles se amam de qualquer maneira, à vera
Eles se amam é prá vida inteira, à vera
Qualquer maneira de amor vale o canto
Qualquer maneira me vale cantar
Qualquer maneira de amor vale aquela
Qualquer maneira de amor valerá
Pena que pena que coisa bonita, diga
Qual a palavra que nunca foi dita, diga
Qualquer maneira de amor vale o canto
Qualquer maneira me vale cantar
Qualquer maneira de amor vale aquela
Qualquer maneira de amor valerá
acabando os trabalhos da pós, me ocorre o verdadeiro problema dessa época do ano: o que fazer no ano novo...

nunca fui fã desse feriado. filha de pais separados, era o feriado do meu pai. e era chato toda vida. feriado de adultos. eu não ganhava presentes, eu não era paparicada... passei a tomar toda a champanhe do meu pai, e, pra orgulho dele, uma noite avisei que a champanhe que ele tinha comprado (a viúva, sempre a melhor) em garrafinhas pra mim estava passada. e estava. avinagrou, fazer o que? abriu outra garrafa pra mim... depois eu dormia o sono dos justos. e acordava e contava as horas pra voltar pro rio. que eu detestava estar longe de tudo. olhando pra trás, eu reclamava de barriga cheia. hoje em dia eu adoraria esse feriado com a família, em angra, bebendo champanhe (de verdade, bom champanhe faz uma diferença)... na época, eu só achava que não era festa pra criança...

6.12.04

comprei lichia. e hortelã. falta só o saque preu fazer meus drinks 00 lá em casa e ser uma mulher feliz...
chove aqui dentro. felomenal. simplesmente começou a cair água do teto. agora precisamos descobrir o que é isso...
mundo? que mundo?
fim de semana quieto
estudando
nada de hegel. parece que não entra. cansaço de ler. não é que não entenda. nem acho que possa ser assim tão complicado. só é chato. muito chato. serve pra insônia. recomendo.

3.12.04

sensação pior em uma livraria: não posso levar tudo, tudinho pra casa...
lendo matéria sobre uma dessas listas top 10, fiquei meio passada com o comentário do jornalista. porque (me perdoem meus amigos jornalistas) como diz um amigo, também jornalista, jornalistas nunca sabem do que estão falando. são especializados em generalidades...

pois, a lista era sobre as obras de arte mais influentes do século XX. e a obra mais influente era o urinol do duchamp. e o jornalista acha que a lista é discutível porque o picasso ficou em segundo. mas não é (pelo menos não por causa disso). nada mudou tanto o conceito de arte, a visão de arte que existe no mundo quanto a anti arte do duchamp. eu posso não me emocionar com isso. mas quem disse que arte é pra se emocionar? arte, como já dizia da vinci, é um processo cerebral. não é o desenho. não é a beleza. é o intelecto, o saber que é arte, que torna aquilo arte. é uma relação com o objeto, e não o objeto em si. e isso foi explicitado pela primeira vez com duchamp. e ele é imprescindível. a lista é discutível porque talvez o objeto não tivesse nada a ver com isso. mas só.

a arte não é retínica Marcel Duchamp
noite em família. divertido ver os primos todos juntos. falar bobagens em família, quando não é sempre, é sempre bom...

2.12.04

Quantas Lágrimas
Manacéa

Ah, quantas lágrimas eu tenho derramado
Só em saber que não posso mais reviver o meu passado
Eu vivia cheio de esperança e de alegria
Eu cantava, eu sorria
Mas hoje em dia eu não tenho mais
A alegria dos tempos atrás
Mas hoje em dia eu não tenho mais
A alegria dos tempos atrás
Só melancolia os meus olhos trazem
Ai, quanta saudade a lembrança faz
Se houvesse retrocesso na idade
Eu não teria saudade da minha mocidade...
acordei, liguei a tv no 40. mania de ver jornal assim que acordo. tinha visto logo antes de dormir também. mania. deixa quieto. mas hoje achei ótimo. entrei no banho, passeei com a cã, e voltei pro quarto e pra tv pra me trocar. eis que teresa cristina aparece no trem do samba, em oswaldo cruz cantando quantas lágrimas... quer dizer, meu dia começou bem por acaso. podia continuar assim...
LANÇAMENTO EDITORA UFRJ
Comunicação e Diferença :
uma filosofia de guerra para uso dos homens comuns
de Marcio Tavares d´Amaral
DIA 02 DE DEZEMBRO
19h

LIVRARIA CASA DA CULTURA
R. REAL GRANDEZA, 190 - BOTAFOGO
tel: 2286-1252
estacionamento no local
DEBATE COM EMMANUEL CARNEIRO LEÃO, FREI BETO E MARCIO TAVARES d´AMARAL

Neste seu novo livro, o filósofo brasileiro, professor da Escola de Comunicação da UFRJ, revela sua convicção de que, mantida a tendência globalizante de anulação da alteridade, de eliminação das diferenças, o mundo corre o risco de morrer. Contra isso, o livro propõe uma guerra em favor das diferenças, passando em revista os conceitos filosóficos que marcaram o pensamento moderno e contemporâneo. O livro trata de temas como sofrimento e compaixão, fraternidade e gentileza, entre outros, buscando fornecer munição intelectual ao ser humano, do mais simples ao mais sofisticado, na luta contra a pulsão de morte que atravessa a sociedade e o pensamento contemporâneos.

www.editora.ufrj.br
2541-7946
filme meio mais ou menos. quer dizer, até é bunitinho, mas é mais ou menos. o personagem principal devia fazer análise, largar o pai pra lá e cuidar da vida. depois, chopp e muitas bobagens, mas muitas bobagens faladas. e chegar em casa e dormir tão bem... ficando absolutamente histérica com prazos chegando e nenhuma capacidade de estudar...

1.12.04

eu quero muito ver esse filme. sei que ainda não estreou nem por lá, mas o johnny depp de willy wonka é necessário. e as wonka bars. e o globstopper permanente...
sempre fui sozinha. uma criança séria, sentada no canto, lendo. uma adolescente sempre lendo também. em algum momento percebi que não podia passar a vida assim. que precisava conhecer pessoas. que faz parte da vida (e uma parte muito gostosa) ter amigos. e eu tentei me abrir pro mundo pra ter amigos. mas o meu mundo vai tentando se fechar de novo. e sempre. eu fico nervosa. e mau humorada. e triste. e quero os livros, as telas, os papéis de volta. e escrevo e leio compulsivamente. como se as pessoas tirassem um pedaço de mim ao invés de acrescentar. e fico irritada a toa, e não quero ver ninguém. como uma volta à infância, eu penso... mas daí eu acordo, e tudo isso passou, e eu quero de novo ver gente, e sair, e dançar. mas eu sei que é um ciclo. e que eu sempre volto pro começo, pro umbigo, como nesse texto. meu mundo fechado me persegue. por mais que eu adore meus amigos, sair, falar bobagens, nada me deixa em paz como um livro. e eu me sinto observando as pessoas ao invés de participando quando eu entro nesse barato. lembro que desde criança a única coisa que me acalmava, que me trazia de volta pra terra, era um livro. e até hoje eu uso isso. se estou triste, leio qualquer coisa. o livro é minha única companhia. o cinema vez em quando substitui. e as gentes ficam pequenininhas de tão longe. meu medo de ficar sozinha é medo de acabar de ler tudo...
aula. e dormir. tinha um festão pra ir, mas tava cansada. me lembra uma vez que s. me disse que isso era um ponto a meu favor. que uma das questões de análise é não querer ser deixada de fora de forma alguma (o tal do ciúme) e eu não ia pra festas porque queria ler ou dormir. e essa eu achava que ia ser boa, só tava toda errada pra ir...

30.11.04

histórias diversas e muito divertidas. algumas citações imperdíveis... mas a melhor foi da aniversariante, explicando porque desistiu de trabalhar com o que trabalhava. disse que os donos das empresas no interior são muito broncos. que um deles uma vez chamou o filho pra conhecer ela no meio da apresentação de um projeto, como se ela fosse scort girl. ela ficou passada, mas vá lá, nunca mais teve de ver a criatura. até ir numa feira qualquer e ouvir lá de longe, aos berros n., sabia que era você! essa bunda eu reconheço em qualquer lugar... foi o fim pra ela, ter a bunda anunciada assim, pra feira inteirinha...
antes do chopp, tive aula, que não tô podendo mais ser menina meio séria. tem de ser séria inteira. a aula era sobre freud. achei que podia ser interessante. não me disse nada que eu não soubesse, confesso. mas me impressionei com a turma. bando de marmanjo que tinha risinhos nervosos toda vez que o professor falava em sexo e pulsão erótica. contando que freud é sexo e pulsão erótica, a aula foi quase insuportável de se assistir.
aniversário de amiga é sempre divertido. bem divertido. bar. chopp. cachaça (admito, essa não foi a melhor idéia). conversa. cachecol de florzinhas (que eu bem quero muito). mais chopp. mas cobversa. gargalhadas. abraços. amigos fazem um bem. carro. maldita. pra que eu entrei, nem sei, porque quis sair 15 minutos depois. alergia. cansaço. sono. acordar assim meio muito cansada. mas feliz. é bom ver amigos felizes. bom saber que a gente tem amigos.

29.11.04

agora eu quero ficar muda.
agora eu quero ficar muda.
dia chuvoso. modorrento. desses que, a princípio, eu não queria que existisse. as pessoas tem problemas. eu também. e se elas ficam caladas olhando com cara feia, eu não tenho como saber o que fazer. detesto cara feia e mudez. a mudez me deixa absolutamente irritada e nervosa. não sei o que fazer.d esando a falar bobagens. a mudez não comunica nada, só uma vontade imensa de se isolar. e se a pessoa quer se isolar, melhor deixar entonces. resolver que eu não me meto mais mesmo.
fim de semana light e família... bem gostoso, por sinal...

26.11.04

hegel. e simulados. e pop. e política. e direito. e economia. e trabalho. e folder. e marca. e amigos. e família...

sei não, mas acho que mais um pouco eu entro em curto circuito
dormir vez em quando é a nelhor coisa que poderia acontecer a uma pessoa...

25.11.04

tem dias que as coisas parecem se encaixar de uma maneira tão torta...
sair com os amigos. ver no chão mesmo, na escada, um documentário sobre o lula (perceber que eu adoro esse cara). ficar com dó de não ver o segundo, mas ter muita fome e muita dor nas costas. ir pro odisséia porque ando com menor concentração pra estudar mesmo. beber mais do que eu deveria beber, por absoluta inércia (os chopps aparentemente surgiam na minha mão). dançar qualquer bobagem que tocava. lembrar como é divertido brincar de glam e punk. rir das bobagens do amigo, mas ficar realmente chateada. como assim alguém não gostou de má educação? ainda por cima foi moralista, reclamando dos pentelhos do gael aparecendo. se sentiu ameaçado, deve ser. todas as mulheres do cinema ficam nervosas naquela cena. dançar mais um pouco. conhecer mais gente. sair mais tarde do que devia. ficar conversando até mais tarde ainda. dormir o sono dos justos. acordar ainda um pouco bêbada e pensar que eu já passei da idade pra fazer isso. que eu deveria ser mais séria...

24.11.04

o calor do verão ainda não chegou no rio. ias frescos e com sol. parece até a tal primavera. tô achando ótimo. não suo tanto e tem essa luz do sol que me deixa mais feliz. ser feliz não é uma coisa das mais simples. como dizem, sou meio ciclotímica. o dia mais lindo do mundo se transforma de repente no pior deles ao mudar um sinal. e na verdade é tudo um medo maior que eu. e que eu acordo todo dia pra enfrentar... e se não der certo? mudando tudo, tanto, o tempo todo, vez em quando eu devia fincar raízes...
eu ainda estou cansada. e hoje tem coisa pra fazer quando sair daqui. ontem na aula eu mal sabia o que acontecia. e acho que passei da idade de sair de noite. devia me contentar com minha idade e dormir quando chegasse em casa do trabalho. dormir. isso. dormir é bom...
ontem eu perdi meu casaco predileto. tá certo que ele tava velho, manchado... mas era amarelo e de toalhinha. e eu adorava ele. tão quentinho...

23.11.04

o computador acaba de corromper o arquivo do presente que eu tava fazendo pra minha amiga. ele tava quase pronto. ódio.
o lançamento de livro era muito mais que isso. e foi muito divertido. fora as cachaças a mais que eu tomei (daqui a pouco vou pro AA...), a noite foi ótima. pela lógica, depois de um lançamento de um livro sobre a lapa, fomos pro capela. falando muitas bobagens. e foi muito divertida a noite. conhecer gente sempre me diverte.

o livro lançado fala sobre a juventude do luis martins na lapa. lapa dos anos 30, que os anos não trazem mais. a menina, meio desinformada, vira na lata, pra senhora que vendia os livros que queria ter vivido naquela época, nos anos 50. desconhecimento de história e da lapa, vá lá. mas nem ler a contracapa...
sono. muito sono. nem sei que horas terminei minha noite ontem. nem sei como ela terminou. ainda tá meio em aberto. dia desses de repente ela termina. que essa estória veio em muitos capítulos...

22.11.04

ontem vi uma entrevista com o príncipe william na tv. foi o que alegrou o meu dia, acredita? uma bobagem sem tamanho, mas...
mentira que foi tudo cinza. fui ver má educação. é almodovar. é maravilhoso. mas não é engraçadinho. ou light. ou um filme que te deixa leve. é um filme pesado. é um filme bem pesado. saí do filme com um gosto amargo. mas o filme é muito bom. muito bem filmado. o gael é lindo (o almodovar sempre teve bom gosto, muito bom gosto), nem vestido de mulher ele fica feio. tá certo que tem umas cenas meio assim fortes, mas...
quero livros. muitos livros. e roupas. e sapatos... ando com desejos consumistas... deve ser alguma válvula de escape...
os dias andam cinza, cinza... pena que meu humor tem acompanhado...

19.11.04

quero um fim de semana calmo. cinema, estudar, no máximo um chopp. estourando.
ligando pro meu pai, ele atende e fala: acho que você vai perder seu pai, minha filha. recuperada do susto, pergunto o que aconteceu. ele responde, já mais calmo, que o mesmo de antes. quer dizer, nada demais. ele só é um tanto ou quanto dramático. e eu tive de segurar um pouco a onda dele no telefone. imagina que os exames dizem que ele está ótimo, mas ele sabe que ele tem alguma coisa, os médicos é que não descobrem...
bom, acho que com uns sustos nas últimas semanas, eu meio que reaprendi a levar as coisas mais leve. bem leve. que cansei de ter peso nas costas.

18.11.04

minha pobre mãe, enquanto eu me divertia horrores, teve de sair com meu tio. ainda bem que paula ligou. se eu tivesse sobrado nessa, era possível não sobrar tio.
ontem fui no carioca da gema. gastei mais dinheiro do que queria, mas foi uma noite bem divertida. dancei mais do que tenho dançado. e isso plena quarta feira. me fez um bem...

das cenas divertidas, incluindo a fauna do local (meu deus, de onde saiu tanto gringo e engravatado, me explica...), a melhor era o pobre garçom, que limpava a mesa de minuto em minuto. nem um cigarro era aceso até o fim antes de ele trocar o cinzeiro. fiquei com dó, mas achei graça. tava parecendo um caso de toc (trantorno obsessivo compulsivo), algo como a mesa não pode ficar suja... mas acho que era só ordens da casa. todas as mesas estavam impecáveis toda a noite.

17.11.04

amanhã tem homenagem ao meu avô na academia. cinco e meia eu tenho de estar lá. combinei com minha avó. passarei o dia embecada no trabalho. ixpetáculo...

16.11.04

sábado sai, dancei e me diverti. domingo e segunda li e fiquei de bode em casa. menor vontade de ver gente, sabe?
como diz minha amiga roberta, o mundo é estranho... vindo pra cá, parada na esquina esperando o sinal abrir, sinto alguém pondo a mão na minha bolsa. viro pronta pra ter um ataque, era uma senhora, doida com certeza, que me explicava que a bolsa tava amarrotando meu casaco. eu disse ok. ela continuou tentando ajeitar. eu andei mais rápido. ela foi atrás pra me explicar. eu dei um berro. minha mãe reclamou que eu berrei no meio da rua. tá. eu sei que foi exagerado. mas não era ela que estava sendo perseguida pela velha louca ensinando a carregar bolsas sem amarrotar casacos...

12.11.04

Liberdade
Fernando Pessoa

Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
depois de ontem, quando escrevinhei mais do que devia, hoje eu achei que nem ia entrar aqui.... mas a verdade é que nessas horas escrever é mais forte que eu. mais forte que qualquer coisa, é uma necessidade quase orgânica. como se a cada letra posta no papel sumisse um pouco da ansiedade, da tristeza, da confusão de sentimentos dos meus últimos dias. escrevendo o mundo fica cor de rosa (quase. escrevendo eu sigo adiante...

11.11.04

essa música tem estorinha diferente. eu só me identifico com ela. o que eu não acho que seja anormal. mas que no meu caso é tão real, tão na pele que me deixa nervosa vez em quando...
Senhas (1992)
Adriana Calcanhotto

Eu não gosto do bom gosto
Eu não gosto do bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto
Eu aguento até rigores
Eu não tenho pena dos traídos
Eu hospedo infratores e banidos
Eu respeito conveniências
Eu não ligo pra conchavos
Eu suporto aparências
Eu não gosto de maus tratos
Mas o que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto do bom senso
Eu não gosto dos modos
Não gosto
Eu aguento até os modernos
E seus segundos cadernos
Eu aguento até os caretas
E suas verdades perfeitas
Mas o que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto do bom senso
Eu não gosto dos modos
Não gosto
Eu aguento até os estetas
Eu não julgo a competência
Eu não ligo para etiqueta
Eu aplaudo rebeldias
Eu respeito tiranias
Eu compreendo piedades
Eu não condeno mentiras
Eu não condeno vaidades
Mas o que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto do bom senso
Eu não gosto dos modos
Não gosto
Eu gosto dos que têm fome
Dos que morrem de vontade
Dos que secam de desejo
Dos que ardem…
eu brinquei de trocar o nome do blog. ainda não sei se o nome novo fica. quem quiser dar opinião, é muito bem vindo...

a título de curiosidade, branca por cruza é o seguinte: quando eu nasci, branca e loura, meu avô olhou e disse duas coisas. a primeira era que minha mãe tinha sido incubadora, porque eu era a cara do pai. a segunda, que eu tinha nascido branca por cruza, que na família não tinha nenhum branco azedo assim que ele lembrasse...
o blogger tá de sacanagem com a ordem dos posts. vou tentar consertar...

update: descobri a brincadeira... consertei as horas. e tudo deu certo...
Fico Assim Sem Você
Claudinho e Buchecha

Avião sem asa, fogueira sem brasa
Sou eu assim sem você
Futebol sem bola. Piu-Piu sem Frajola
Sou eu assim sem você

Por que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
Vão poder falar por mim

Amor sem beijinho,Buchecha sem Claudinho
Sou eu assim sem você
Circo sem palhaço, namoro sem abraço
Sou eu assim sem você

To louco pra te ver chegar
To louco pra te ter nas mãos
Deitar no teu abraço, retomar o pedaço
Que falta no meu coração

Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo

Neném sem chupeta, Romeu sem Julieta
Sou eu assim sem você
Carro sem estrada, queijo sem goiabada
Sou eu assim sem você

Por que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes vão poder falar por mim

Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo
Por que?
eu ontem tava inspirada e musical, se me permitem. e como não quero falar muito, pra não me confundir (vez em quando eu falo tanto, ams tanto que eu nem lembro mais qual era o assunto, sabe como?). sendo assim, as músicas que eu ouvi ou lembrei vão aqui. eu ponho o que eu tava cantando, não é melhor do que usar isso como confessionário? até porque eu acho que nunca entrei num confessionário na vida pra saber como é...
Baioque
Chico Buarque/1972
Para o filme Quando o carnaval chegar de Cacá Diegues

Quando eu canto
Que se cuide
Quem não for meu irmão
O meu canto
Punhalada
Não conhece o perdão
Quando eu rio

Quando eu rio
Rio seco
Como é seco o sertão
Meu sorriso
É uma fenda
Escavada no chão
Quando eu choro

Quando choro
É uma enchente
Surpreendendo o verão
É o inverno
De repente
Inundando o sertão
Quando eu amo

Quando amo
Eu devoro
Todo o meu coração
Eu odeio
Eu adoro
Numa mesma oração
Quando eu canto

Mamie, não quero seguir
Definhando sol a sol
Me leva daqui
Eu quero partir
Requebrando um rock and roll
Nem quero saber
Como se dança o baião
Eu quero ligar
Eu quero um lugar
Ao som de Ipanema, cinema e televisão
hoje, procurando essa letra, me toquei de uma coisa. o filme quando o carnaval chegar não é muito bom. mas eu gosto de absolutamente todas as músicas da trilha. tá certo, é do chico. mas são músicas do chico que eu bem gosto. eu lembro de, adolescente, ficar sentada no chão ouvindo esse vinil. e deitar, olhando pro teto, pensando em sabe-se lá quem. e achar que o chico tava lindo no filme. e que a nara tinha uma voz que me encantava. e que eu adorava a bethânia naquela moto, entrando pela casa. e que apesar de eu saber que o filme não era bom, eu adorava ele...
Cadê você (Leila XIV)
João Donato/Chico Buarque/1987
Para o filme Quando o carnaval chegar de Cacá Diegues

Me dê noticia de você
Eu gosto um pouco de chorar
A gente quase não se vê
Me deu vontade de lembrar

Me leve um pouco com você
Eu gosto de qualquer lugar
A gente pode se entender
E não saber o que falar

Seria um acontecimento
Mas lógico que você some
No dia em que o seu pensamento
Me chamou

Eu chamo o seu apartamento
Não mora ninguém com esse nome
Que linda a cantiga do vento
Já passou

A gente quase não se vê
Eu só queria me lembrar
Me dê noticia de você
Me deu vontade de voltar
o arafat morreu. até aí, nem sei se é notícia (vamos ser sinceros, ele já saiu meio morto da palestina, foi pra paris pra ver se morrendo fora dava menos xabu). o que tá me deixando com a pulga atrás da orelha é como vai ser daqui pra frente. eu sei que tem gente que vai dizer que continua tudo igual. mas a figura dele era uma figura de união. ele tinha um lado de estadista, que ele assumiu depois que desistiu do lado terrorista (não deixa de ser irônico ele ir pra frança se tratar. quando era pequena, lembro dos avisos no metrô de paris contra os terroristas, do medo eterno dos árabes, herança de munique, talvez). sei lá, acho que estou tergiversando por aqui. mas tô curiosa pra saber o que sai desse saco de gatos que é a palestina depois do arafat...
saída ontem com amigas. tava precisando disso. bebi e fumei mais do que devia. ainda não sei o que faço com a conversa de segunda. ainda não sei o que eu tenho no tal ultrassom. mas a vida já tá mais feliz...

9.11.04

exames infernais. parece que tenho de ficar de repouso. parece que eu tô pagando pela boca. sempre pedi um diazinho de repouso. deus ouviu e vai me dar vários. mas não quero pôr o carro na frente dos bois. vou esperar o médico me ligar, que eu deixei os exames com ele, pra saber o que fazer. até lá, não paro de fazer nada. até tô animada com os estudos...
minha restituição saiu! ela existe!
Uma Didática da Invenção
Manoel de Barros

I
Para apalpar as intimidades do mundo é preciso saber:
a) Que o esplendor da manhã não se abre com
faca
b) 0 modo como as violetas preparam o dia
para morrer
c) Por que é que as borboletas de tarjas
vermelhas têm devoção por túmulos
d) Se o homem que toca de tarde sua existência
num fagote, tem salvação
e) Que um rio que flui entre 2 jacintos carrega
mais ternura que um rio que flui entre 2
lagartos
f) Como pegar na voz de um peixe
g) Qual o lado da noite que umedece primeiro.
Etc.
etc.
etc.
Desaprender 8 horas por dia ensina os princípios.

IV
No Tratado das Grandezas do Ínfimo estava
escrito:
Poesia é quando a tarde está competente para
Dálias.
É quando
Ao lado de um pardal o dia dorme antes.
Quando o homem faz sua primeira lagartixa
É quando um trevo assume a noite
E um sapo engole as auroras

IX
Para entrar em estado de árvore é preciso
partir de um torpor animal de lagarto às
3 horas da tarde, no mês de agosto.
Em 2 anos a inércia e o mato vão crescer
em nossa boca.
Sofreremos alguma decomposição lírica até
o mato sair na voz.

Hoje eu desenho o cheiro das árvores.

IX
O rio que fazia uma volta atrás de nossa casa
era a imagem de um vidro mole que fazia uma
volta atrás de casa.
Passou um homem depois e disse: Essa volta
que o rio faz por trás de sua casa se chama
enseada.
Não era mais a imagem de uma cobra de vidro
que fazia uma volta atrás de casa.
Era uma enseada.
Acho que o nome empobreceu a imagem.








Citizenship on Delivery


Extending a legal and social program for people with disabilities in Rio de Janeiro, by setting up a mobile office capable of reaching communities without access to it.

Theme: Human Rights
Location: Brazil Need: $66,500


Give Now

8.11.04

nada pra escrever, na verdade. a sensação de cansaço tem me derrotado na hora de escrever. simplesmente não lembro o que parecia interessante minutos atrás. a idéia desaparece no ar. provavelmente junto com os nomes das pessoas. um dia vou precisar voltar pra análise pra resolver isso. não tem jeito de eu decorar um nome, algo impressionante...
eu acho que cansei do meu trabalho. os planos para o futuro me parecem tão mais interessantes...

3.11.04

segunda, tinha um exame de sangue infernal pra fazer. tinha de tirar o sangue, comer massa, doce e fruta, voltar lá duas horas depois e tirar o sangue de novo. ixpetáculo. quero ver depois disso se nada aparecer nos exames...
minto que fiquei em casa todos os dias. fui à praia domingo. dia lindo, praia linda. água fria, sol quente. protetor, pra proteger minha brancura, chapéu, só pra acharem graça de mim. minha amiga sugeriu que eu ficasse sem o chapéu... tadinha. não lembra mais da minha cara roxa de sol. essa relação minha com sol é de amor e ódio. adoro sair no sol, ir na piscina ou na praia. mas sei que não posso me descuidar de jeito algum. a pena é pele vermelha (por mais que só por um ou dois dias), coçando, queimaduras, insolação... demorei, mas aprendi...
angústia é coisa que dá e passa, espero.
não estudei, não descansei, mal trabalhei. a ansiedade, que por tempos ficou em segundo plano, me atacou de jeito. ela vai comendo por dentro, sabe? tudo fica meio errado, e não sei precisar o porque. é como se nada tivesse saída...

29.10.04

todo um projeto pronto. chega hoje e me avisam que vai ter de ser realizado com um papel reciclado feito por sei lá quem. tudo vai pro lixo. e tem de ser entregue (já refeito e pronto) quarta. e eu nem fiquei chateada com isso. devo estar tomando um calmante escondida de mim mesma.
tomar vergonha na cara, sentar e estudar. são meus planos pro fim de semana. sábado volto a ter aulas o dia todo. chego em casa, e me dou ao direito de descansar o resto do dia. mas domingo, acordo e estudo. segunda, faço o exame, almoço e vou mergulhar nos arquivos do meu avô. terça, sento e escrevo as fichas e o texto da monografia no computador. quarta, chego do trabalho e continuo os fichamentos. quinta, o mesmo. não posso parar de estudar por esses dias. só me dou de descanso, daqui pra diante, as tardes e noites de sábado. e está muito bom, quer saber?