A RUA
Paulo Barreto, o João do Rio
Eu amo a rua. Esse sentimento de natureza toda íntima não vos seria revelado por mim se não julgasse, e razões não tivesse para julgar, que este amor assim absoluto e assim exagerado é partilhado por todos vós. Nós somos irmãos, nós nos sentimos parecidos e iguais; nas cidades, nas aldeias, nos povoados, não porque soframos, com a dor e os desprazeres, a lei e a polícia, mas porque nos une, nivela e agremia o amor da rua. É este mesmo o sentimento imperturbável e indissolúvel, o único que, como a própria vida, resiste às idades e às épocas. Tudo se transforma, tudo varia – o amor, o ódio, o egoísmo. Hoje é mais amargo o riso, mais dolorosa a ironia, Os séculos passam, deslizam, levando as coisas fúteis e os acontecimentos notáveis. Só persiste e fica, legado das gerações cada vez maior, o amor da rua.
explica-se... na família, muito morena, nasce a loirinha aqui. meu avô olha, olha... e solta essa, nasci branca por cruza, algo deveria explicar...
aqui apenas os fatos são inventados
o essencial da arte é exprimir;
o que se exprime não interessa
fernando pessoa
4.8.04
Matriz ou Filial
Samba-Canção de Lúcio Cardim
Quem sou eu
Pra ter direitos exclusivos sobre ela
Se eu não posso sustentar os sonhos dela
Se nada tenho e cada um vale o que tem
Quem sou eu
Pra sufocar a solidão da mesma boca
Que hoje diz que sou matriz e quando louca
Se nós brigamos diz que é a filial
Afinal, se amar demais passou a ser o meu defeito
É bem possível que eu não tenha mas direito
De ser matriz por ter somente amor pra dar
Afinal, o que ela pensa em conseguir me desprezando
Se sua sina sempre é voltar chorando
Arrependida me pedindo pra ficar
Samba-Canção de Lúcio Cardim
Quem sou eu
Pra ter direitos exclusivos sobre ela
Se eu não posso sustentar os sonhos dela
Se nada tenho e cada um vale o que tem
Quem sou eu
Pra sufocar a solidão da mesma boca
Que hoje diz que sou matriz e quando louca
Se nós brigamos diz que é a filial
Afinal, se amar demais passou a ser o meu defeito
É bem possível que eu não tenha mas direito
De ser matriz por ter somente amor pra dar
Afinal, o que ela pensa em conseguir me desprezando
Se sua sina sempre é voltar chorando
Arrependida me pedindo pra ficar
ontem eu tava deprê ia fazer nada. mas uma amiga me convenceu (me lembrando que eu tinha prometido fazia duas semanas) a ir ao teatro com ela. Almas Berrantes. na Fundição. e eu tenho de agradecer muito ter sido convencida.
a idéia era nos dar uma experiência de cabaré. e foi atingida. entramos, ambiente esfumaçado, mesas de bar, um palco no meio das mesas, um mestre de cerimônias nos recebe. logo em seguida, nos dão caldo de feijão e cachaça de cortesia. uma delícia, e momento que deveria ter sido registrado. faltou a máquina. pra felicidade ser completa, a peça começa citando joão do rio. Eu amo as ruas! e eu só pensava que eu também amo as ruas... dança, boa música, bons textos... duas horas depois a peça acaba. e eu não quis ir pra casa. meu irmão passou, fomos na sinuca da lapa... cerveja, batata frita e muita bobagem... deprê? sumiu em algum lugar. provavelmente na visão da peça...
a idéia era nos dar uma experiência de cabaré. e foi atingida. entramos, ambiente esfumaçado, mesas de bar, um palco no meio das mesas, um mestre de cerimônias nos recebe. logo em seguida, nos dão caldo de feijão e cachaça de cortesia. uma delícia, e momento que deveria ter sido registrado. faltou a máquina. pra felicidade ser completa, a peça começa citando joão do rio. Eu amo as ruas! e eu só pensava que eu também amo as ruas... dança, boa música, bons textos... duas horas depois a peça acaba. e eu não quis ir pra casa. meu irmão passou, fomos na sinuca da lapa... cerveja, batata frita e muita bobagem... deprê? sumiu em algum lugar. provavelmente na visão da peça...
3.8.04
2.8.04
fui ler os arquivos do meu antigo bloguinho, que ainda estão no limbo da internet. engraçado. eu nunca me imagino etndo mudado. mas percebi que mudei, sim. bastante até. e perceb que, no fundo, adoro ter um diário. que nunca tive quando era menor. gosto de poder falar aqui do que não falo nunca. só tenho pena de ter de me censurar tanto...
eu não quero voltar a trabalhar amanhã. e não quero voltar a ter aulas semana que vem. quero dormir. quero me enfurnar no quarto e não sair. quero comer chocolate. quero dinheiro pra viajar (eu queria ir pra barcelona, no tal fórum, alguém me ajuda?). não fiz quase nada do que queria, porque noves fora, eu dormi. e tive que ajeitar umas coisas de trabalho. e só da pós perdi mais da metade das férias. e mesmo assim não decidi sobre o que escrever a monografia... argh...
30.7.04
acordar e não saber bem o que fazer me angustia. no fundo, não sei bem estar de férias. preciso de rotina, de afazeres. e não sou prendada para os afazeres domésticos. preciso sentar e escrever, ler, desenhar. estou presa a uma necessidade de ser pensante. é difícil tentar sair. e é engraçado como o trabalho parece algo interessante e até relaxante por conta disso. trabalhar é ter rotina. é decidir coisas. e por mais que eu adore procrastinar, é esse empurrão diário que eu preciso pra arranjar tempo. pra fazer tudo. eu fico cansada, exausta, estressada. mas acho que muito mais feliz. tudo isso rpa dizer que ando contando as horas para volatar ao trabalho...
29.7.04
ontem fui ver o namorado de uma amiga tocar. confesso que não sabia o que esperar. tive medo. muito medo. mas não é que a criança tá tocando direitinho? gostei de ver. ele e os amigos fizera até uma brincadeirinha divertida com mario bros., tocado no pandeiro e violão. noite divertida. fofocas com os amigos. e tudo isso a dois passos de casa. voltei a pé, apesar dos protestos da minha amiga, de que me deria carona. realmente desnecessário. é bom ter noites agradáveis assim...
28.7.04
26.7.04
a alergia anda querendo se instalar novamente em mim... sábado nem sei como tava em pé. casa cheia de gente e eu com aquele nariz inchado, vermelho, pingando... ontem, acordo até com dor de garganta... o nariz está descascando, um charme só. e a alergia está começando a dar novos sinais de vida... ligar urgente pro homeopata
23.7.04
21.7.04
sempre gostei de frio. adoro usar casaco. mas gosto de pouco tempo de frio. e de aquecedor pro frio passar vez em quando. frio assim, full time, não há quem possa. e eu, que achava que era frescura minha, ouvi um inglês explicar isso pra namorada na mesa do bar. ele reclamava que em santa tereza ainda é mais frio do que ali, e que morar aqui sem calefação é um absurdo... pelo menos me sinto bem menos fresca...
eis que, convicta a não entrar no maravilhoso mundo da internet, hoje de manhã perdi a chave de casa da maneira mais estúpida possível. joguei ela no lixo sem querer. sim, na confusão de limpar o cocô da cachorra (detesto fazer, mas sou civilizada), do vento tentar me impedir de fazê-lo, da cachorra tentar correr de mim, taquei a chave junto com a merda na sacola. e a sacola no lixo. e só me dei conta na hora de abrir a porta de casa... inda bem que minha cabeça veio bem presa ao corpo...
pensei, pensei... e só escrevendo sobre o assunto preu conseguir rir depois...
pensei, pensei... e só escrevendo sobre o assunto preu conseguir rir depois...
dias de chuva e dormir e ficar debaixo da coberta... dias de me enfiar na casca depois de uma semana movimentada. amigos novos, amigos velhos, muita cerveja, pouco cigarro, que desse vício eu tô quase me livrando... filmes, festas, sonhos, muitos sonhos... e vida off line. nem ia mais postar, que tava querendo me abster do vício da internet também...
16.7.04
15.7.04
ele era louro, o que não costuma me agradar. mas tinha uns dreads e uma cara de largado que compensavam.
ele tinha um bermudão
ele gosta de samba
ele usava uma jaqueta com um lenço costurado com uma reprodução do estandarte do helio oiticica (seja marginal, seja herói)...
mas minha amiga viu antes. o esforço que a gente não faz por elas...
ele tinha um bermudão
ele gosta de samba
ele usava uma jaqueta com um lenço costurado com uma reprodução do estandarte do helio oiticica (seja marginal, seja herói)...
mas minha amiga viu antes. o esforço que a gente não faz por elas...
13.7.04
9.7.04
8.7.04
5.7.04
eu reclamo, mas eu até tenho conseguido ter coisas simples na vida. chopp com amigos, batizado do priminho... ô criança mais linda. olhos enormes de azuis, pele morena, igual a mãe. e calmo que era uma coisa. aliás, adoro meus priminhos... brincar com criança a tarde toda me fez esquecer completamente qualquer outro problema que eu tivesse...
ando de saco cheio. as coisas andam muito pesadas na minha vida. eeu só gosto de coisas simples, como a liberdade da mafalda falava. quero só o simples. sem essas complicações de pai operando, de dinheiro curto, de trabalho da pós, do trabalho, de família... queria só ir a praia sem ficar com consciência pesada...
2.7.04
quero berrar. irritada com pequenas coisas. insegura com minhas próprias decisões. aliás, insegura de todo. queria saber me sentir inteira. mas de repente não é pra mim isso. queria saber lidar com o mundo. não me sentir tão excluída dele vez por outra. queria muita coisa. e sei que na verdade só quem pode resolver tudo que eu quero sou eu. ainda não sei como. mas vai dar tudo certo. e eu vou seguir cantando...
1.7.04
30.6.04
minha cabeça está um nó. e eu andava tão tranquila. engraçado como pequenos acontecimentos mudam tudo. tiram as coisas de perspectiva. as pessoas se mostram nas horas mais engraçadas. e elas sempre nos decepcionam. pelo menos a mim. acho que eu espero demias delas. assim, meu tombo sempre é alto. não tô aqui pra gemer. é uma simples constatação. aparecer gente por detrás da máscara chega a ser interessante.
29.6.04
28.6.04
Exagerado
Cazuza
Amor da minha vida daqui até a eternidade
Nossos destinos foram traçados
Na maternidade
Paixão cruel, desenfreada
Te trago mil rosas roubadas
Pra desculpar minhas mentiras, minhas mancadas
Exagerado, jogado aos seus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
Eu nunca mais vou respirar se você não me notar
Eu posso até morrer de fome se você não me amar
Que por você eu largo tudo
Vou mendigar, matar, roubar
Até nas coisas mais banais
Para mim é tudo ou nunca mais
Exagerado, jogado aos seus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
Que por você eu largo tudo
Carreira, dinheiro, canudo
Até as coisas mais banais
Para mim‚ tudo ou nunca mais
Exagerado, jogado aos seus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
Jogado aos seus pés
Com mil rosas roubadas
Exagerado, eu adoro um amor inventado
Jogado aos seus pés, bem melhor
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
Cazuza
Amor da minha vida daqui até a eternidade
Nossos destinos foram traçados
Na maternidade
Paixão cruel, desenfreada
Te trago mil rosas roubadas
Pra desculpar minhas mentiras, minhas mancadas
Exagerado, jogado aos seus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
Eu nunca mais vou respirar se você não me notar
Eu posso até morrer de fome se você não me amar
Que por você eu largo tudo
Vou mendigar, matar, roubar
Até nas coisas mais banais
Para mim é tudo ou nunca mais
Exagerado, jogado aos seus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
Que por você eu largo tudo
Carreira, dinheiro, canudo
Até as coisas mais banais
Para mim‚ tudo ou nunca mais
Exagerado, jogado aos seus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
Jogado aos seus pés
Com mil rosas roubadas
Exagerado, eu adoro um amor inventado
Jogado aos seus pés, bem melhor
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
a festa junina da esdi teve nada de junina. até tava boa como festa. agora, roda de samba em festa junina é algo do outro mundo, definitivamente. e a roda de samba tinha tiete. meninas cantando e pulando na frente dos músicos. e eu ri pra burro com meus amigos. e dancei. e fui ficando. e me diverti...
25.6.04
nada pra escrever, matei aula ontem por conta da mais pura preguiça... até que, na hora de sair pra almoçar, a porta de ferro daqui do trabalho emperrou. ninguém entra, ninguém sai. tenho fome. pra sede, pelo menos tem água aqui dentro. mas precisava desabafar. a porta, que é dessas que abrem com controle, tá lá, fechada na diagonal, emperrada. 4 homens tentam desemperrá-la. nada feito. parece que ela ganha de todos...
24.6.04
23.6.04
médico. meio da tarde. precisava ir, é desses que se marca 3 meses antes. saio daqui crente que tava de volta em duas horas. foram 4 horas de passeio. perdi minha tarde. só não perdi meu humor porque minha tia resolveu almoçar no gula gula. e aquele rocambole de chocolate com doce de leite não deixa ninguém perder o humor...
Olhos nos olhos
Chico Buarque/1976
Quando você me deixou, meu bem
Me disse pra ser feliz e passar bem
Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci
Mas depois, como era de costume, obedeci
Quando você me quiser rever
Já vai me encontrar refeita, pode crer
Olhos nos olhos, quero ver o que você faz
Ao sentir que sem você eu passo bem demais
E que venho até remoçando
Me pego cantando
Sem mas nem porque
E tantas águas rolaram
Quantos homens me amaram
Bem mais e melhor que você
Quando talvez precisar de mim
'Cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim
Olhos nos olhos, quero ver o que você diz
Quero ver como suporta me ver tão feliz
Chico Buarque/1976
Quando você me deixou, meu bem
Me disse pra ser feliz e passar bem
Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci
Mas depois, como era de costume, obedeci
Quando você me quiser rever
Já vai me encontrar refeita, pode crer
Olhos nos olhos, quero ver o que você faz
Ao sentir que sem você eu passo bem demais
E que venho até remoçando
Me pego cantando
Sem mas nem porque
E tantas águas rolaram
Quantos homens me amaram
Bem mais e melhor que você
Quando talvez precisar de mim
'Cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim
Olhos nos olhos, quero ver o que você diz
Quero ver como suporta me ver tão feliz
eu topei ajudar a arrumar as fotos do meu avô. chamei um amigo, que trabalha com isso, pra me dar umas dicas. olhando as coisas, percebo que é muito mais trabalho do que eu pensava (e eu achava que era muita coisa). não sei como fazer. ç sugeriu que eu doasse pra algum lugar, fizesse projetinho de restauração das fotos junto com os manuscritos. muitos manuscritos. as cartas dele com o amílcar de castro pra pedir a reforma gráfica. bilhetes do ferreira gullar sobre o suplemento dominical. pautas e mais pautas dos jornais e revistas. jornais e revistas onde ele trabalhou, desde o começo. pilhas e pilhas. o cruzeiro completa. senhor quase toda. as primeiras anotações da veja. tudo virando poeira. realmente é necessário organizar e conservar isso. convencer a família toda de que doar é o melhor vai ser difícil, mas tô disposta a tentar...
22.6.04
eu passei o dia pensando se postava ou não isso. resolvi postar. detestava o brizola. minha vó chega ficou feliz que ele morreu. o cara era meio facista, meio populista, completamente autoritário. enfim, o tipo de pessoa que não faz a menor falta. só era bom frasista. mas triu todos que lhe deram a mão. do lula ao figueiredo. lendo a manifestação dos pedetistas pro lula fiquei meio irritada. o traidor era o que morreu, cacilda... conta-se na minha família que na época do golpe, ele articulava pro jango dar um golpe antes (sendo de esquerda tava legal dar golpe). e ligou pra casa do meu avô avisando que ele era o primeiro da lista assm que o golpe acontecesse. o golpe aconteceu, mas foi pro lado errado. e o moço fugiu fantasiado de mulher. e meu avô foi pra portugal. e nunca mais se viram. eu conheci ele numa homenagem ao mário soares, faz uns 2 anos. parecia mais novo que minha vó, que é mais nova que ele. mas ele parecia mais moço. e foi muito bem educado. cena meio constrangedora, mas... valeu pra conhecer o mário soares, admiração antiga de infância. e pra ouvir dos amigos da minha vó que eu pareço com ela. mentira, que ela era muito mais bonita, mas elogio não se reclama. se agradece...
21.6.04
18.6.04
A Rita
Chico Buarque
A Rita levou meu sorriso
No sorriso dela,
Meu assunto
Levou junto com ela,
E o que me é de direito
Arrancou-me do peito.
E tem mais:
Levou seu retrato, seu trapo, seu prato.
Que papel!
Uma imagem de São Francisco
E um bom disco de Noel.
A Rita matou nosso amor
De vingança,
Nem herança deixou.
Não levou um tostão
Porque não tinha não,
Mas causou perdas e danos,
Levou os meus planos,
Meu pobres enganos,
Os meus vinte anos,
O meu coração
E além de tudo
Me deixou mudo
O violão.
Chico Buarque
A Rita levou meu sorriso
No sorriso dela,
Meu assunto
Levou junto com ela,
E o que me é de direito
Arrancou-me do peito.
E tem mais:
Levou seu retrato, seu trapo, seu prato.
Que papel!
Uma imagem de São Francisco
E um bom disco de Noel.
A Rita matou nosso amor
De vingança,
Nem herança deixou.
Não levou um tostão
Porque não tinha não,
Mas causou perdas e danos,
Levou os meus planos,
Meu pobres enganos,
Os meus vinte anos,
O meu coração
E além de tudo
Me deixou mudo
O violão.
eu juro que não sabia que o bg era point das quintas. devo estar ficando velha mesmo. que aquela muvuca na hora de sair, aqueles aborrecentes fechando meu caminho (e a rua toda, pra ser exata), estava tudo me deixando levemente irritada. levemente, que eu tava tomando chopp desde as 9 (quando ainda era vazio o lugar) e era meia noite. mas me senti meio velha. ainda lembra quando era eu que ficava zanzando em pé naquela rua...
meu irmãozinho quis mudar o nome do blog dele. tá certo, é dele a casa. foi pra samba do avião. parece que tem um projeto de lei obrigando todo avião que chega no rio a tocar essa música. e ele se inspirou. e também porque ele descobriu que tem outro blog chamado eu odeio cesar maia, ele quis ser original...
17.6.04
meu primo ontem quis me torturar. ele sabe que não posso mais faltar as aulas. e vira pra mim e fala, com a maior cara lavada: um desses ingressos é pra você. sai da aula e vai lá pro maracanã. fiquei seca de vontade. quase chorei. mas da puc pro maracanã saido da puc 9 e meia não ia rolar assistir jogo...
16.6.04
meu lindo irmãozinho (coruja, eu?! imagina...) fez um blog. na verdade, ele tem reclamado tanto do nosso querido alcaide que eu, cansada de ouvir sozinha o que ele fala, pedi pra ele por na rede. ele meio que fez corpo mole. mas eu resolvi. eu administro. eu recebo comentários e e-mails. ele só explica porque ele odeia o cesar maia!
update: tiago também escreve bem. de me dar orgulho. e escreve assim desde pequenininho...
update: tiago também escreve bem. de me dar orgulho. e escreve assim desde pequenininho...
um amigo acaba de me falar que a biblioteca nacional não tem mais acervo. eu achei que ela era um acervo. juro. pra mim ela era a fiel depositária dos bens culturais de um país pelo menos era o que eu sabia. pra isso que tem de ter uma cópia de cada livro por lá. eu devo ser ingênua. mas juro que acho que esse cara tá levando grana da biblioteca...
15.6.04
tem gente que não tem saída. é antiga mesmo. ontem a professora queria que desenhássemos nossas sensações com a palavra avaliação. tá certo, tenho um pouco de preguiça pra esse tipo de dinâmica. mas a moça escreveu. não queria porque não queria por imagem. quando a professora insistiu, desenhou uma tocha. ainda não entendi nada. mas ela jura que pra ela avaliação tem a ver com qualidade, excelência. e a tocha também...
dispersa. ando mais dispersa do que devia. preciso conseguir estudar pra ontem. dia 28 apresento meu trabalho de didática. cismei de dar aula com filminho. preciso sentar e fazer o plano de aula. preciso escrever sobre o oiticica. preciso achar um objeto vernacular e moderno!!! preciso escrever sobre arquitetura pós moderna e o kitsch. tá bom? porque eu arranjo sarna? eu podia arranjar algo mais simples, sempre podia. monografia? por enquanto ainda tenho 3 ou 4 temas...
14.6.04
quarta. véspera de feriado. chopinho básico. entram pessoas distribuindo bombons. metade da mesa ganha bombom preto, metade bombom branco. entro em choque ao ver que eram casais distribuindo. um cara branco pros bombons brancos. uma moça negra pros bombons pretos. péssimo. muito abaixo da crítica. pior. tiravam fotos se existisse algum casal na mesa. polaroids. com direito a porta retrato em forma de coração...
ando revoltada com a core. algum chefão da polícia civil mora na minha rua. vão buscar ele, diariamente, 2 carros da core. ficam lá parados horas, de metralhadora na mão, andando pela rua no meio das criancinhas que saem pra passear de manhã. só isso já andava me chateando, mas enfim, vão dizer que o chefe precisa de segurança, nunca aconteceu nada, não vou arranjar confusão. só que agora eles tão se sentindo donos da rua. se tem algum carro na frente deles, desandam a ligar a sirene. cedinho, cedinho. sábado. e sábado o trânsito fica ruim na rua por causa da feira. horas de sirene no meu ouvido. porque o cara demorou demais no banho e agora queria compensar no trânsito...
11.6.04
8.6.04
o garotinho anda demais. agora não precisa mais de licitação. vai roubar na cara dura mesmo. e a culpa de tudo é da benedita, que realmente não é minha pessoa preferida, mas sejamos justos, esteve 6 meses no governo, contra algo em torno de 6 anos desse cretino. eu quero saber que fazer presse cretino sumir do mapa, juro. tenho muito medo dele ganhar mais alguma aleição...
7.6.04
na verdade, eu precisava era de tempo pra digerir a semana passada. a análise foi difícil. o resultado foi bom, mas... precisava digerir. penasr com meus botões. e ver que eu tava certa mesmo. e que as coisas vão sempre dando certo... e que tem coisas que precisam terminar. e não precisa ser o drama todo que eu faço...
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