Times Like These
Foo Fighters
I
I'm a one way motorway
I'm a road that drives away and follows you back home
I
I'm a streetlight shining
I a white light blinding bright, burning off and on
it's times like these you learn to live again
it's times like these you give and give again
it's times like these you learn to love again
it's times like these time and time again
I
I'm a new day rising
I'm a brand new sky to hang the stars upon tonight
but I
I'm a little divided
do I stay or run away and leave it all behind
explica-se... na família, muito morena, nasce a loirinha aqui. meu avô olha, olha... e solta essa, nasci branca por cruza, algo deveria explicar...
aqui apenas os fatos são inventados
o essencial da arte é exprimir;
o que se exprime não interessa
fernando pessoa
16.2.04
13.2.04
ontem, pra acabar com o mau amor, fui ver uma roda de samba do candongueiro. pra minha felicidade maior, ao invés de ser em niterói, a roda era aqui no centro do rio. nunca fui ao candongueiro, sempre tive vontade. e a vontade só aumentou. cantei, dancei, e meu humor ficou quase 100%. agora quero companhia pra ir a niterói num sábado. alguém se habilita?
12.2.04
Caymmi Mostra ao Mundo o que a Bahia e a Mangueira Têm
Ivo; Paulinho; Lula
Mangueira vê no céu dos orixás
O horizonte rosa, no verde mar
A alvorada veste a fantasia
Pra exaltar Caymmi e a velha Bahia, ô, ô, ô.
Quanto esplendor
Nas igrejas soam hinos de louvor
E pelos terreiros de magia
O ecoar anuncia o novo dia
Nessa terra fascinante
A capoeira foi morar
O mundo se encanta
Com as cantigas que fazem sonhar
Lua cheia...
Lua cheia
Leva a jangada pro mar
Oh! Sereia
Como é belo o teu cantar
Das estrelas
A mais linda tá no Gantois
Mangueira, berço do samba
Caymmi, a inspiração
Que mora no meu coração
Bahia, terra sagrada
Iemanjá, Iansã
Mangueira supercampeã
Tem xinxim e acarajé
Tamborim e samba no pé
Ivo; Paulinho; Lula
Mangueira vê no céu dos orixás
O horizonte rosa, no verde mar
A alvorada veste a fantasia
Pra exaltar Caymmi e a velha Bahia, ô, ô, ô.
Quanto esplendor
Nas igrejas soam hinos de louvor
E pelos terreiros de magia
O ecoar anuncia o novo dia
Nessa terra fascinante
A capoeira foi morar
O mundo se encanta
Com as cantigas que fazem sonhar
Lua cheia...
Lua cheia
Leva a jangada pro mar
Oh! Sereia
Como é belo o teu cantar
Das estrelas
A mais linda tá no Gantois
Mangueira, berço do samba
Caymmi, a inspiração
Que mora no meu coração
Bahia, terra sagrada
Iemanjá, Iansã
Mangueira supercampeã
Tem xinxim e acarajé
Tamborim e samba no pé
11.2.04
ontem, g. me contou uma estorinha ótima, se não fosse semi-trágica.
ele é diretor da minha escolinha. acontece que um menino pegou a máquina digital para fazer umas filmagens pro trabalho de formatura.
no dia seguinte o menino foi falar com ele. roubaram a máquina. ele precisava fazer uma filmagem da pista de skate do aterro. os amigos dele de skate, que controlam a área, disseram que protegiam ele, que era limpeza, digamos assim. ele foi.
chegando lá, 4 caras puseram armas na barriga dele e do amigo (que também tinha uma filmadora) e pediram as máquinas. sem muita opção, entregaram.
o menino ainda correu atrás do bandido, mas enquanto tentava falar com a polícia pelo celular, nada conseguiu. a guarda municipal disse que nada podia fazer, já que os caras tinham corrido pra glória. mas achou a mochila do cara. só com os documentos a essa altura. nada podendo ser feito de mais, foi registrar queixa na delegacia, afinal, a máquina era da faculdade.
até aí, mais uma estorinha de assalto no rio. mas...
seus amigos (os tais que garantiriam sua integridade) o levaram para registrar a queixa no morro. pediram o telefone (e ele deu) porque acham que sabem quem fez isso.
tô só imaginando a escola recebendo a máquina com uma mão acoplada...
ele é diretor da minha escolinha. acontece que um menino pegou a máquina digital para fazer umas filmagens pro trabalho de formatura.
no dia seguinte o menino foi falar com ele. roubaram a máquina. ele precisava fazer uma filmagem da pista de skate do aterro. os amigos dele de skate, que controlam a área, disseram que protegiam ele, que era limpeza, digamos assim. ele foi.
chegando lá, 4 caras puseram armas na barriga dele e do amigo (que também tinha uma filmadora) e pediram as máquinas. sem muita opção, entregaram.
o menino ainda correu atrás do bandido, mas enquanto tentava falar com a polícia pelo celular, nada conseguiu. a guarda municipal disse que nada podia fazer, já que os caras tinham corrido pra glória. mas achou a mochila do cara. só com os documentos a essa altura. nada podendo ser feito de mais, foi registrar queixa na delegacia, afinal, a máquina era da faculdade.
até aí, mais uma estorinha de assalto no rio. mas...
seus amigos (os tais que garantiriam sua integridade) o levaram para registrar a queixa no morro. pediram o telefone (e ele deu) porque acham que sabem quem fez isso.
tô só imaginando a escola recebendo a máquina com uma mão acoplada...
eu leio os jornais todo dia. já me criticaram por isso. perguntaram porque eu perco meu tempo. eu achei uma prova da alienação da pessoa, claro. até porque ler jornal não ocupa pra mim a hora e meia que ela disse que perde lendo... mas tenho perguntado seriamente o porque nos últimos dias. outro dia me informaram que existe prostituição em copacabana. achei que todos soubessem, mas... confesso que isso me aborrece um pouco. mas eu insisto. porque pode calhar de acharem uma notícia, pode calhar de me darem uma informação que não seja nem requentada nem uma simples tragédia do ser humano. algo que mude alguma coisa, e não simplesmente tenha acontecido...
José
G. Moustaki . versão Nara Leão
Olhe o que foi meu bom José
Se apaixonar pela donzela
Dentre todas a mais bela
De todas sua Galiléia
Casar com Débora ou com Sara
Meu bom José, você podia
E nada disso acontecia
Mas você foi amar Maria
Você podia simplesmente
Ser carpinteiro e trabalhar
Sem nunca ter que se exilar
De se esconder com Maria
E teu ofício ensinar
Como teu pai sempre fazia
Por que será, meu bom José
Que este teu pobre filho um dia
Andou com estranhas idéias
Que fizeram chorar Maria
Me lembro às vezes de você
Meu bom José, meu pobre amigo
Que dessa vida só queria
Ser feliz com sua Maria
G. Moustaki . versão Nara Leão
Olhe o que foi meu bom José
Se apaixonar pela donzela
Dentre todas a mais bela
De todas sua Galiléia
Casar com Débora ou com Sara
Meu bom José, você podia
E nada disso acontecia
Mas você foi amar Maria
Você podia simplesmente
Ser carpinteiro e trabalhar
Sem nunca ter que se exilar
De se esconder com Maria
E teu ofício ensinar
Como teu pai sempre fazia
Por que será, meu bom José
Que este teu pobre filho um dia
Andou com estranhas idéias
Que fizeram chorar Maria
Me lembro às vezes de você
Meu bom José, meu pobre amigo
Que dessa vida só queria
Ser feliz com sua Maria
tem uns dias que começam do jeito errado. aliás, tem umas semanas que começam do jeito errado. a gente vai indo, vai indo, e não sabe muito bem pra onde. tô assim. não sei pra onde tô indo. mas eu vou encontrar. que eu sou paciente. e sei que quero mudar. e sei que vou conseguir fazer o que quiser...
Fuga NºII
Mutantes
Hoje eu vou fugir de casa
Vou levar a mala cheia de ilusão
Vou deixar alguma coisa velha
Esparramada toda pelo chão
Vou correr num automóvel
Enorme, forte, a sorte, a morte a esperar
Vultos altos e baixos
Que me assustavam só em olhar
Pra onde eu vou, ah
Pra onde eu vou, venha também
Pra onde eu vou, venha também
Pra onde eu vou
Faróis altos e baixos
Que me fotografam a me procurar
Dois olhos de mercúrio
Iluminam meus passos a me espionar
O sinal está vermelho
E os carros vão passando
E eu ando, ando, ando...
Minha roupa atravessa
E me leva pela mão
Do chão, do chão, do chão...
Pra onde eu vou, ah
Pra onde eu vou, venha também
Pra onde eu vou, venha também
Pra onde eu vou
Mutantes
Hoje eu vou fugir de casa
Vou levar a mala cheia de ilusão
Vou deixar alguma coisa velha
Esparramada toda pelo chão
Vou correr num automóvel
Enorme, forte, a sorte, a morte a esperar
Vultos altos e baixos
Que me assustavam só em olhar
Pra onde eu vou, ah
Pra onde eu vou, venha também
Pra onde eu vou, venha também
Pra onde eu vou
Faróis altos e baixos
Que me fotografam a me procurar
Dois olhos de mercúrio
Iluminam meus passos a me espionar
O sinal está vermelho
E os carros vão passando
E eu ando, ando, ando...
Minha roupa atravessa
E me leva pela mão
Do chão, do chão, do chão...
Pra onde eu vou, ah
Pra onde eu vou, venha também
Pra onde eu vou, venha também
Pra onde eu vou
10.2.04
Dom de Iludir
Caetando Veloso
Não me venha falar na malícia de toda mulher
Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é
Não me olhe como se a polícia andasse atrás de mim
Cale a boca
E não cale na boca notícia ruim
Você sabe explicar
Você sabe entender, tudo bem
Você está
Você é
Você faz
Você quer
Você tem
Você diz a verdade
E a verdade é o seu dom de iludir
Como pode querer que a mulher vá viver sem mentir
Caetando Veloso
Não me venha falar na malícia de toda mulher
Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é
Não me olhe como se a polícia andasse atrás de mim
Cale a boca
E não cale na boca notícia ruim
Você sabe explicar
Você sabe entender, tudo bem
Você está
Você é
Você faz
Você quer
Você tem
Você diz a verdade
E a verdade é o seu dom de iludir
Como pode querer que a mulher vá viver sem mentir
9.2.04
Ex-amor
Martinho da Vila
Ex - amor
Gostaria tu soubesses
O quanto que eu sofri
Ao ter que me afastar de ti
Não chorei
Como louco eu até sorri
Mas no fundo só eu sei
Das angústias que senti
sempre sonhamos com o mais eterno amor
Infelizmente eu lamento mas nao deu
Nos desgastamos transformando tudo em dor
Mas mesmo assim eu acredito que valeu
Quando a saudade bate forte é envolvente
Eu me possuo e é na sua intençao
Com a minha culpa naqueles momentos quentes
Em que se acelerava o meu coração
Martinho da Vila
Ex - amor
Gostaria tu soubesses
O quanto que eu sofri
Ao ter que me afastar de ti
Não chorei
Como louco eu até sorri
Mas no fundo só eu sei
Das angústias que senti
sempre sonhamos com o mais eterno amor
Infelizmente eu lamento mas nao deu
Nos desgastamos transformando tudo em dor
Mas mesmo assim eu acredito que valeu
Quando a saudade bate forte é envolvente
Eu me possuo e é na sua intençao
Com a minha culpa naqueles momentos quentes
Em que se acelerava o meu coração
6.2.04
no ônibus, uma senhora tentou armar barraco comigo. justo hoje, que eu estava radiante de felicidade por conta de uma excelente sessão de análise.
entrei no ônibus, sentei na cadeira altinha, fechei a ventoinha, que era daqueles ônibus de ar condicionado. dali a pouco entra a senhora. senta do outro lado do corredor. reclama que está quente. vai lá e abre a ventoinha do banco na frente do meu. eu vou lá e fecho. tava batendo queixo de frio, que o ar do ônibus tava forte. a mulher começou a berrar, me chamando de menina mal educada. me segurei, e não dei nem uma das mil respostas que pensei. da mais polida à mais grosseira. nem chamei ela de gorda calorenta nem expliquei que eu tava com frio, nem falei que eu não era menina faz alguns anos...
ando melhorando. uns anos atrás, era capaz de comprar a briga...
entrei no ônibus, sentei na cadeira altinha, fechei a ventoinha, que era daqueles ônibus de ar condicionado. dali a pouco entra a senhora. senta do outro lado do corredor. reclama que está quente. vai lá e abre a ventoinha do banco na frente do meu. eu vou lá e fecho. tava batendo queixo de frio, que o ar do ônibus tava forte. a mulher começou a berrar, me chamando de menina mal educada. me segurei, e não dei nem uma das mil respostas que pensei. da mais polida à mais grosseira. nem chamei ela de gorda calorenta nem expliquei que eu tava com frio, nem falei que eu não era menina faz alguns anos...
ando melhorando. uns anos atrás, era capaz de comprar a briga...
5.2.04
depois que vi narradores de javé, tenho pensado em mudar o título dessa budega pra intelectuária e alcoólatra
hoje eu tava falando com pi. já falei mais de mil vezes por aqui que ele é meu pai preto. me ensinou a gostar de samba, me dava broncas quando eu era adolescente, me deu meu cavaquinho...
bom, ele está de regime pela primeira vez na vida. e tá levando muito a sério. acontece que a mulher dele teve falência renal, causada por pressão alta, ano passado. e ele precisa emagrecer pra poder doar um rim pra ela. depois de todos os desentendimentos deles (dos mais banais - ele é mangueira doente, ela mocidade - aos mais graves - chegaram a se separar a uns 4 anos atrás por conta das infidelidades dele), é muito querido isso. precisava contar. é como se fosse uma certeza de que as coisas podem dar certo, porque as pessoas podem ser boas, generosas, sei lá...
bom, ele está de regime pela primeira vez na vida. e tá levando muito a sério. acontece que a mulher dele teve falência renal, causada por pressão alta, ano passado. e ele precisa emagrecer pra poder doar um rim pra ela. depois de todos os desentendimentos deles (dos mais banais - ele é mangueira doente, ela mocidade - aos mais graves - chegaram a se separar a uns 4 anos atrás por conta das infidelidades dele), é muito querido isso. precisava contar. é como se fosse uma certeza de que as coisas podem dar certo, porque as pessoas podem ser boas, generosas, sei lá...
ontem fui assistir o cordão do boitatá. não era o baile, mas o lançamento do disco deles. achei fofo. realmente uma gracinha está o disco. eu gosto desse povo que toca na lapa. já passei boas noites por lá, saindo junto com os músicos... ando indo pouco por lá. pensar que aparecia sozinha no semente só pra ouvir a músca e deus sabe como eu voltava pra casa...
4.2.04
outra notícia interessantíssima da semana, tenho de concordar com o xexéo, é o bafafá que está fazendo nos EUA o tal peito da janet jackson. meu deus, que tem de mais aparecer um peito num show de 15 minutos, quer me explicar? querem processar ela por falta de decoro, onde já se viu? combina com a notícia que li outro dia de que os bikinis brasileiros são banidos de metade dos estados dos EUA. imagina só, se eu resolvesse sair de bikini por lá podia ser presa...
não bastasse o caminhão furar o sinal do trem, cair, descarrilar o trem, atrasar a vida de meio rio de janeiro que passou a manhã engarrafado, ainda caiu óleo na baía de guanabara. quer dizer, a confusão do caminhoneiro afoito pra chegar em casa, no trabalho, sei lá, foi muito, mas muito maior do que ele pensou que podia ser.
me lembra uma reportagem que saiu outro dia, de gente reclamando que fecharam as passagens pra carro no meio das linhas de trem. o povo reclamava que tinha que dar uma volta enorme. a justificativa da rede ferroviária era exatamente a existência desses afobadinhos. e o prejuízo que eles causariam. na reportagem um motorista de ônibus inclusive afirmava furar sempre, pra cumprir horário... o pior é que parece que ele realmente não está sozinho...
me lembra uma reportagem que saiu outro dia, de gente reclamando que fecharam as passagens pra carro no meio das linhas de trem. o povo reclamava que tinha que dar uma volta enorme. a justificativa da rede ferroviária era exatamente a existência desses afobadinhos. e o prejuízo que eles causariam. na reportagem um motorista de ônibus inclusive afirmava furar sempre, pra cumprir horário... o pior é que parece que ele realmente não está sozinho...
A Filha da Chiquita Bacana
Caetano Veloso
Eu sou a filha da Chiquita Bacana
Nunca entro em cana
Porque sou família demais
Puxei à mamãe
Não caio em armadilha
E distribuo bananas com os animais
Na minha ilha
Yeh, yeh, yeh
Que maravilha, yeh, yeh, yeh
Eu transo todas
Sem perder o tom
E a quadrilha toda grita yeh, yeh, yeh
Viva a filha da Chiquita yeh, yeh, yeh
Entrei para "Women’s Liberation Front"
Caetano Veloso
Eu sou a filha da Chiquita Bacana
Nunca entro em cana
Porque sou família demais
Puxei à mamãe
Não caio em armadilha
E distribuo bananas com os animais
Na minha ilha
Yeh, yeh, yeh
Que maravilha, yeh, yeh, yeh
Eu transo todas
Sem perder o tom
E a quadrilha toda grita yeh, yeh, yeh
Viva a filha da Chiquita yeh, yeh, yeh
Entrei para "Women’s Liberation Front"
Drão
Gilberto Gil
Drão
O amor da gente é como um grão
Uma semente de ilusão
Tem que morrer pra germinar
Plantar nalgum lugar
Ressuscitar no chão
Nossa semeadura
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer!
Nossa caminhadura
Dura caminhada
Pela estrada escura
Drão
Não pense na separação
Não despedace o coração
O verdadeiro amor é vão
Estende-se, infinito
Imenso monolito
Nossa arquitetura
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer!
Nossa caminha dura
Cama de tatame
Pela vida afora
Drão
Os meninos são todos sãos
Os pecados são todos meus
Deus sabe a minha confissão
Não há o que perdoar
Por isso mesmo é que há
De haver mais compaixão
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Se o amor é como um grão!
Morre nasce, trigo
Vive morre, pão
Drão
Gilberto Gil
Drão
O amor da gente é como um grão
Uma semente de ilusão
Tem que morrer pra germinar
Plantar nalgum lugar
Ressuscitar no chão
Nossa semeadura
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer!
Nossa caminhadura
Dura caminhada
Pela estrada escura
Drão
Não pense na separação
Não despedace o coração
O verdadeiro amor é vão
Estende-se, infinito
Imenso monolito
Nossa arquitetura
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer!
Nossa caminha dura
Cama de tatame
Pela vida afora
Drão
Os meninos são todos sãos
Os pecados são todos meus
Deus sabe a minha confissão
Não há o que perdoar
Por isso mesmo é que há
De haver mais compaixão
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Se o amor é como um grão!
Morre nasce, trigo
Vive morre, pão
Drão
segunda encontrei um casal amigo da minha mãe com a filha na rua. menina linda, de uns 2 anos, com vestidinho branco, parecia uma boneca. a menina primeiro me olhou meio desconfiada. não lembrava de mim, claro, que da última vez que eu tinha visto ela, era um bebê. depois de um tempo, já mais solta, vira pra mim e dispara: quero pintar minha unha. igual a sua eu estava de unhas rosa-bebê. com purpurina. parece mesmo esmalte de criança... a mãe disse que ela era pequena pra isso. ela não teve dúvidas sou pequena, mas pra pintar unhas sou grande, mãe
gostei dela...
gostei dela...
3.2.04
Bacanal
Manuel Bandeira
Quero beber! cantar asneiras
No esto brutal das bebedeiras
Que tudo emborca e faz em caco...
Evoé Baco!
Lá se me parte a alma levada
No torvelim da mascarada.
A gargalhar em doudo assomo...
Evoé Momo!
Lacem-na toda, multicores
As serpentinas dos amores,
Cobras de lívidos venenos...
Evoé Vênus!
Se perguntarem: Que mais queres,
Além de versos e mulheres?...
- Vinhos!... o vinho que é meu fraco!...
Evoé Baco!
O alfanje rútilo da lua,
Por degolar a nuca nua
Que me alucina e que eu não domo!...
Evoé Momo!
A Lira etérea, a grande Lira!...
Por que eu extático desfira
Em seu louvor versos obscenos.
Evoé Vênus!
Manuel Bandeira
Quero beber! cantar asneiras
No esto brutal das bebedeiras
Que tudo emborca e faz em caco...
Evoé Baco!
Lá se me parte a alma levada
No torvelim da mascarada.
A gargalhar em doudo assomo...
Evoé Momo!
Lacem-na toda, multicores
As serpentinas dos amores,
Cobras de lívidos venenos...
Evoé Vênus!
Se perguntarem: Que mais queres,
Além de versos e mulheres?...
- Vinhos!... o vinho que é meu fraco!...
Evoé Baco!
O alfanje rútilo da lua,
Por degolar a nuca nua
Que me alucina e que eu não domo!...
Evoé Momo!
A Lira etérea, a grande Lira!...
Por que eu extático desfira
Em seu louvor versos obscenos.
Evoé Vênus!
Todo Sentimento
Cristovão Bastos/Chico Buarque
Preciso não dormir até se consumar o tempo da gente
Preciso conduzir um tempo de te amar
Te amando devagar e urgentemente
Pretendo descobrir no último momento
Um tempo que refaz o que desfez
Que recolhe todo sentimento, e bota no corpo uma outra vez
Prometo te querer, até o amor cair doente
Doente
Prefiro então partir a tempode poder
A gente se desvenciliar da gente
Depois de te perde, te encontro com certeza
Talvez no tempo da delicadeza
Onde não diremos nada, nada aconteceu
Apenas seguirei como encantado ao lado teu
Cristovão Bastos/Chico Buarque
Preciso não dormir até se consumar o tempo da gente
Preciso conduzir um tempo de te amar
Te amando devagar e urgentemente
Pretendo descobrir no último momento
Um tempo que refaz o que desfez
Que recolhe todo sentimento, e bota no corpo uma outra vez
Prometo te querer, até o amor cair doente
Doente
Prefiro então partir a tempode poder
A gente se desvenciliar da gente
Depois de te perde, te encontro com certeza
Talvez no tempo da delicadeza
Onde não diremos nada, nada aconteceu
Apenas seguirei como encantado ao lado teu
2.2.04
Dois de Fevereiro
Dorival Caymmi
Dia dois de fevereiro
Dia de festa no mar
Eu quero ser o primeiro
A saudar Yemanjá
Escrevi um bilhete pra ela
Pedindo pra ela me ajudar
Ela então me respondeu
Que eu tivesse paciência de esperar
O presente que mandei pra ela
De cravos e rosas chegou
Chegou, chegou, chegou
Afinal que o dia dela chegou
Chegou, chegou, chegou
Afinal que o dia dela chegou
Dorival Caymmi
Dia dois de fevereiro
Dia de festa no mar
Eu quero ser o primeiro
A saudar Yemanjá
Escrevi um bilhete pra ela
Pedindo pra ela me ajudar
Ela então me respondeu
Que eu tivesse paciência de esperar
O presente que mandei pra ela
De cravos e rosas chegou
Chegou, chegou, chegou
Afinal que o dia dela chegou
Chegou, chegou, chegou
Afinal que o dia dela chegou
30.1.04
ganhei na rua um folheto da tfp. que ainda existe. medo. muito medo. eles nos avisam que os bispos querem fazer uma revolução no país. mas o que me deu mais medo não foram as idéias, que de tão absurdas, parecem saídas de uma HQ. foram as roupas. o que leva alguém, nesse sol, nesse calor, a se vestir de terno marrom, com um pano vermelho por cima? pano esse preso com um enorme broche. eu só tinha ouvido falar e visto a tfp em artigos de jornal e revista. ao vivo, achei de rolar de rir, mas me deu medo. se um moleque, dos seus 20 anos, distribui esses panfletos, eles devem conseguir convencar alguém ainda...
29.1.04
falando com pi do meu aniversário, ele disse que vai na mangueira. fiquei toda boba. ele disse que não aparece por lá desde que saiu da bateria, brigado, faz uns 10 anos. ele não tinha certeza de ir, tava só pensando, mas já que eu chamei...
inda mexeu comigo, que o único problema é que ensaio na quadra não é ensaio de verdade, é só pra escola ganhar dinheiro, mas...
inda mexeu comigo, que o único problema é que ensaio na quadra não é ensaio de verdade, é só pra escola ganhar dinheiro, mas...
Noite dos Mascarados
Chico Buarque
C E Bm5-/7 E7 Am
Quem é você, adivinha se gosta de mim
F#m5-/7 B7 Em C#m5-/7 F#7 Dm G7
Hoje os dois mascara...dos procuram seus namorados perguntando assim
Quem é você, diga logo que eu quero saber o seu jogo
Que eu quero morrer no seu bloco, que eu quero me arder no seu fogo
C E
Eu sou seresteiro, poeta e cantor
Gm A7 Dm
O meu tempo inteiro só zombo do amor
Em G7 Cm
Eu tenho um pandeiro, só quero um violão
D Fm G7
Eu nado em dinheiro, não tenho um tostão
Fui porta-estandarte, não sei mais dançar
Eu, modéstia à parte, nasci prá sambar
Eu sou tão menina, meu tempo passou
Eu sou colombina, eu sou pierrô
C E
Mas é carnaval, não me diga mais quem é você
G7
Amanhã tudo volta ao normal, deixa a festa acabar, deixa o barco correr
C E Bm5-/7 E7 A7
Deixa o dia raiar que hoje eu sou da maneira que vo...cê me quer
D7 G7 C A7 D7
O que você pedir eu lhe dou, seja você quem for
G7 E7 A7 D7 G7 C
Seja o que Deus quiser, seja você quem for, seja o que Deus quiser
Chico Buarque
C E Bm5-/7 E7 Am
Quem é você, adivinha se gosta de mim
F#m5-/7 B7 Em C#m5-/7 F#7 Dm G7
Hoje os dois mascara...dos procuram seus namorados perguntando assim
Quem é você, diga logo que eu quero saber o seu jogo
Que eu quero morrer no seu bloco, que eu quero me arder no seu fogo
C E
Eu sou seresteiro, poeta e cantor
Gm A7 Dm
O meu tempo inteiro só zombo do amor
Em G7 Cm
Eu tenho um pandeiro, só quero um violão
D Fm G7
Eu nado em dinheiro, não tenho um tostão
Fui porta-estandarte, não sei mais dançar
Eu, modéstia à parte, nasci prá sambar
Eu sou tão menina, meu tempo passou
Eu sou colombina, eu sou pierrô
C E
Mas é carnaval, não me diga mais quem é você
G7
Amanhã tudo volta ao normal, deixa a festa acabar, deixa o barco correr
C E Bm5-/7 E7 A7
Deixa o dia raiar que hoje eu sou da maneira que vo...cê me quer
D7 G7 C A7 D7
O que você pedir eu lhe dou, seja você quem for
G7 E7 A7 D7 G7 C
Seja o que Deus quiser, seja você quem for, seja o que Deus quiser
dias bons. outro dia me perguntaram se eu tava em inferno astral. falei que não. tive meus dias de deprê, mas pra quem me conhece, sabe que é um pequeno drama que não vai a lugar algum. no momento, só penso no fim de semana. que, como bom dragão de fogo, sou um tanto ou quanto auto centrada e ansiosa, o que me faz esperar ansiosamente pelo meu dia, por mais ridículo que isso possa parecer saido da boca de uma pessoa de 28 anos...
pra não dizerem que não falei de São Paulo...
Tom Zé
São São Paulo
São, São Paulo meu amor
São, São Paulo quanta dor
São oito milhões de habitantes
De todo canto em ação
Que se agridem cortezmente
Morrendo a todo vapor
E amando com todo ódio
Se odeiam com todo amor
São oito milhões de habitantes
Aglomerada solidão
Por mil chaminés e carros
Caseados à prestação
Porém com todo defeito
Te carrego no meu peito
São, São Paulo
Meu amor
São, São Paulo
Quanta dor
Salvai-nos por caridade
Pecadoras invadiram
Todo centro da cidade
Armadas de rouge e batom
Dando vivas ao bom humor
Num atentado contra o pudor
A família protegida
Um palavrão reprimido
Um pregador que condena
Uma bomba por quinzena
Porém com todo defeito
Te carrego no meu peito
São, São Paulo
Meu amor
São, São Paulo
Quanta dor
Santo Antonio foi demitido
Dos Ministros de cupido
Armados da eletrônica
Casam pela TV
Crescem flores de concreto
Céu aberto ninguém vê
Em Brasília é veraneio
No Rio é banho de mar
O país todo de férias
E aqui é só trabalhar
Porém com todo defeito
Te carrego no meu peito
São, São Paulo
Meu amor
São, São Paulo
Quanta dor
Tom Zé
São São Paulo
São, São Paulo meu amor
São, São Paulo quanta dor
São oito milhões de habitantes
De todo canto em ação
Que se agridem cortezmente
Morrendo a todo vapor
E amando com todo ódio
Se odeiam com todo amor
São oito milhões de habitantes
Aglomerada solidão
Por mil chaminés e carros
Caseados à prestação
Porém com todo defeito
Te carrego no meu peito
São, São Paulo
Meu amor
São, São Paulo
Quanta dor
Salvai-nos por caridade
Pecadoras invadiram
Todo centro da cidade
Armadas de rouge e batom
Dando vivas ao bom humor
Num atentado contra o pudor
A família protegida
Um palavrão reprimido
Um pregador que condena
Uma bomba por quinzena
Porém com todo defeito
Te carrego no meu peito
São, São Paulo
Meu amor
São, São Paulo
Quanta dor
Santo Antonio foi demitido
Dos Ministros de cupido
Armados da eletrônica
Casam pela TV
Crescem flores de concreto
Céu aberto ninguém vê
Em Brasília é veraneio
No Rio é banho de mar
O país todo de férias
E aqui é só trabalhar
Porém com todo defeito
Te carrego no meu peito
São, São Paulo
Meu amor
São, São Paulo
Quanta dor
28.1.04
27.1.04
26.1.04
vou contar, já que as pessoas não conhecem e eu não tô conseguindo trabalhar hoje, a estorinah do horóscopo chinês.
acontece que buda, ao morrer, chamou os animais para falar com eles. só 12 compareceram, e em homenagem a isso ele deu a cada um dos 12 um ano para reger, em ordem de chegada.
as pessoas que nascem nos anos, tem, portanto, características associadas aos animais na mitologia chinesa. uma pessoa do signo de rato, por exemplo (o primeiro a chegar), é pontual, gosta de guardar tralha, é sozinha, e gosta da vida do dia a dia. e por aí segue. são arquétipos, de forma que a gente sempre consegue se encaixar.
eu sou dragão nesse horóscopo. pela lógica sou sortuda, neurótica, inconstante, ansiosa, inteligente, atraente e muito, mas muito emotiva. mas não se preocupem. tudo pode mudar, afinal, dragões não existem...
acontece que buda, ao morrer, chamou os animais para falar com eles. só 12 compareceram, e em homenagem a isso ele deu a cada um dos 12 um ano para reger, em ordem de chegada.
as pessoas que nascem nos anos, tem, portanto, características associadas aos animais na mitologia chinesa. uma pessoa do signo de rato, por exemplo (o primeiro a chegar), é pontual, gosta de guardar tralha, é sozinha, e gosta da vida do dia a dia. e por aí segue. são arquétipos, de forma que a gente sempre consegue se encaixar.
eu sou dragão nesse horóscopo. pela lógica sou sortuda, neurótica, inconstante, ansiosa, inteligente, atraente e muito, mas muito emotiva. mas não se preocupem. tudo pode mudar, afinal, dragões não existem...
EXALTAÇÃO A TIRADENTES
Joaquim José da Silva Xavier
Morreu a 21 de abril
Pela Independência do Brasil
Foi traído, e não traiu jamais
A Inconfidência de Minas Gerais
Joaquim José da Silva Xavier
Era o nome de Tiradentes
Foi sacrificado
Pela nossa liberdade
Este grande herói
Pra sempre deve ser lembrado
Foi traído, e não traiu jamais
A Inconfidência de Minas Gerais.
Joaquim José da Silva Xavier
Morreu a 21 de abril
Pela Independência do Brasil
Foi traído, e não traiu jamais
A Inconfidência de Minas Gerais
Joaquim José da Silva Xavier
Era o nome de Tiradentes
Foi sacrificado
Pela nossa liberdade
Este grande herói
Pra sempre deve ser lembrado
Foi traído, e não traiu jamais
A Inconfidência de Minas Gerais.
A Voz do Morro.
(Zé Keti).
Eu sou o samba,
A voz do morro sou eu mesmo, sim senhor,
Quero mostrar ao mundo que tenho valor,
Eu sou o rei do terreiro.
Eu sou o samba,
Sou natural daqui do Rio de Janeiro,
Sou eu quem levo a alegria
Para milhões... de corações brasileiros.
Salve o samba, queremos samba,
Quem está pedindo é a voz do povo de um país.
Salve o samba, queremos samba,
Essa melodia de um Brasil feliz.
Eu sou o samba,
A voz do morro sou eu mesmo, sim senhor,
Quero mostrar ao mundo que tenho valor,
Eu sou o rei do terreiro.
Eu sou o samba,
Sou natural daqui do Rio de Janeiro,
Sou eu quem levo a alegria
Para milhões... de corações brasileiros.
(Zé Keti).
Eu sou o samba,
A voz do morro sou eu mesmo, sim senhor,
Quero mostrar ao mundo que tenho valor,
Eu sou o rei do terreiro.
Eu sou o samba,
Sou natural daqui do Rio de Janeiro,
Sou eu quem levo a alegria
Para milhões... de corações brasileiros.
Salve o samba, queremos samba,
Quem está pedindo é a voz do povo de um país.
Salve o samba, queremos samba,
Essa melodia de um Brasil feliz.
Eu sou o samba,
A voz do morro sou eu mesmo, sim senhor,
Quero mostrar ao mundo que tenho valor,
Eu sou o rei do terreiro.
Eu sou o samba,
Sou natural daqui do Rio de Janeiro,
Sou eu quem levo a alegria
Para milhões... de corações brasileiros.
23.1.04
22.1.04
21.1.04
finalmente consegui decidir o que fazer no meu aniversário. vou chamar os amigos prum bar perto da minha casa. depois, quem aguentar (aí incluindo euzinha) vai comigo na mangueira. eu sei que tem mais turista que comunidade. mas é minha escola desde pequenininha, quando o pi me ensinava os sambas e achava muita graça deu ter inveja dele tocar na bateria...
19.1.04
depois que todos chegaram, era hora de irmos ao cemitério. em vilar dos telles, segudo me disseram. a funerária pedia para todos seguirem juntos. claro que o carro onde eu estava se perdeu do carro da funerária ainda na praça da bandeira. mas, até aí é fácil. é só pegar a linha vermelha e ir pra vilar dos telles. chegando em vilar dos telles, o motorista se perdeu. eu percebi, ams era carona. e vi que ele e a namorada estavam meio assustados com o lugar. deixei eles se acharem, a princípio. na hora que eu tive certeza de que aquilo não era vilar dos telles, falei pra eles perguntarem. eles perguntaram, e ninguém sabia onde era o cemitério. até que um passante falouiihhh... é na divisa de vilar dos telles com belford roxo. volta tudo, e pergunta de novo no centro de vilar dos telles dito isso, voltamos. no centro de vilar dos telles, perguntamos de novo. um casal explicou como se chegava. no caminho, o menino ainda tem o desplante de dizer que era mais fácil ser por ali, que os morros não tinham casas. tá certo que ninguém vai fazer uma casa no cemitério, mas... o que importa é que chegamos. e eles me acharam extremamente calma. eu expliquei que só o que me deixou um pouco nervosa foi o desarme-se debaixo da única placa de sinalização do lugar...
o velório era na tijuca, perto da praça da bandeira. como eu não sabia chegar lá de ônibus, só de metrô, fui de táxi. e o taxista, bonzinho, me deixou pagar só o dinheiro que eu tinha. cheguei cedo, estavam lá só minha amiga e o irmão. falei com eles e fiquei por lá. o caixão fechado, que achei que ia ser mais fácil de aturar, foi mais complicado pra mim. eu não me sentia em um enterro, era estranho.
ontem fui pela primeira vez em um enterro judaico. já conhecia, em teoria, a cerimônia. mas nunca tinha participado de uma. a cerimônia é cheia de rituais. desde o fato de ser necessário se lavar as mãos ao sair do cemitério ou da casa funerária onde se faz o velório até o que eu acho mais bonito: se rasga a roupa dos familiares e pessoas próximas ao morto em sinal de dor. foi estranho participar disso, no entanto. me deu uma sensação de ser de fora que não sentia faz tempos. mas tenho certeza que minha amiga, que perdeu a vó, queria menos estar por lá do que eu. e, enfim, foi uma experiência no mínimo interessante...
18.1.04
CATAR FEIJÃO
João Cabral de Mello neto
Catar feijão se limita com escrever:
joga-se os grãos na água do alguidar
e as palavras na folha de papel;
e depois, joga-se fora o que boiar.
Certo, toda palavra boiará no papel,
água congelada, por chumbo seu verbo:
pois para catar esse feijão, soprar nele,
e jogar fora o leve e oco, palha e eco.
2.
Ora, nesse catar feijão entra um risco:
o de que entre os grãos pesados entre
um grão qualquer, pedra ou indigesto,
um grão imastigável, de quebrar dente.
Certo não, quando ao catar palavras:
a pedra dá à frase seu grão mais vivo:
obstrui a leitura fluviante, flutual,
açula a atenção, isca-a como o risco.
João Cabral de Mello neto
Catar feijão se limita com escrever:
joga-se os grãos na água do alguidar
e as palavras na folha de papel;
e depois, joga-se fora o que boiar.
Certo, toda palavra boiará no papel,
água congelada, por chumbo seu verbo:
pois para catar esse feijão, soprar nele,
e jogar fora o leve e oco, palha e eco.
2.
Ora, nesse catar feijão entra um risco:
o de que entre os grãos pesados entre
um grão qualquer, pedra ou indigesto,
um grão imastigável, de quebrar dente.
Certo não, quando ao catar palavras:
a pedra dá à frase seu grão mais vivo:
obstrui a leitura fluviante, flutual,
açula a atenção, isca-a como o risco.
16.1.04
fui ao cinema com fernanda na quarta. me deu um ataque de ver shopping, que ela demorou a chegar, eu fiquei paquerando a loja inteirinha da imaginarium pra variar. tem uns santinhos de veludo que viraram meu último sonho de consumo...
14.1.04
sonhei que estava grávida. de uns 9 meses. e minhas amigas também. estávamos todas numa boate, e eu de repente percebia minha barriga e começava a choramingar que eu não podia estar bebendo, que eu tinha me esquecido que estava grávida. tentava recapitular quando eu tinha bebido e quanto, pra poder saber se tinha feito mal ao bebê.
eu nunca quis ter filhos. mas ando sonhando com coisas assim. gravidez, crianças...
eu nunca quis ter filhos. mas ando sonhando com coisas assim. gravidez, crianças...
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